Brasil será empurrado na Copa pelo torcedor “executivo”

Depois de longo périplo pela Inglaterra, o escriba baionense finalmente botou os pés no país-sede da Copa do Mundo. O voto (British Airways) chegou às 7h05 em Doha. No avião, um punhado de mexicanos barulhentos, que acreditam – como sempre – em mais uma grande saga da seleção de seu país. Argentinos, mais numerosos, porém menos cantantes. Certamente, por efeito da zebra monumental na primeira rodada.

Brasileiros, seguramente os piores inventores de músicas relacionadas a futebol (vide “Eu sou brasileiro…”) também viajam em grande quantidade, sempre em grupos. A maioria, porém, visivelmente é torcedor patrocinado. Pessoas que, em geral, ganharam a chance de vir à Copa bancados por grandes empresas. Nada contra, o problema é que torcem contidamente, sem qualquer semelhança com o torcedor-raiz.

A distância e os custos de uma viagem ao Qatar explicam essa prevalência do “torcedor executivo”. A moeda daqui, rial qatari, obriga a conversões bastante desfavoráveis a quem traz dólar, euro ou real brasileiro, situação que afastou o torcedor de menor poder aquisitivo. O Brasil, portanto, vai depender mesmo do torcedor de Copa do Mundo, que não está acostumado a torcer presencialmente em estádios de futebol. .

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