Leão aparece na frente no ranking da CBF, superando o Papão em cinco posições

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) atualizou nesta sexta-feira (11) o ranking de clubes e quem mostra uma ascensão vertiginosa é o Clube do Remo, que subiu quatro posições em relação ao último levantamento e ocupa agora a 38ª colocação.

Já o rival Paysandu, por outro lado, aparece em 43° lugar, tendo caído três posições. O clube alviceleste, até então e por muitos anos, era o melhor posicionado do Norte do país no ranking da CBF. Os dois clubes atualmente disputam a Série C.

O crescimento azulino no ranking já era previsto e tem a ver com a subida à Série B em 2021 e a conquista da Copa Verde 2021. Abaixo, reprodução do ranking:

Deputada protocola pedido para que Ministro da Defesa seja convocado a falar sobre atos golpistas

O requerimento foi protocolado nesta quinta-feira, 10, e pede que o ministro preste esclarecimentos sobre o eventual envolvimento do Exército nas manifestações em frente aos quartéis

A deputada federal Vivi Reis (PSOL-PA) protocolou nesta quinta-feira, 10, requerimento para a convocação do Ministro de Estado da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, para que para que preste esclarecimentos ao Plenário da Câmara dos Deputados sobre as manifestações antidemocráticas e anticonstitucionais que vêm ocorrendo desde o encerramento do segundo turno das eleições nas proximidades de instalações do Exército Brasileiro.

Convocados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em diferentes regiões do país, os atos pedem por “intervenção militar” e “intervenção federal”, em total desrespeito à vontade da maioria da população brasileira, que votou e elegeu o ex-presidente Lula para cumprir um novo mandato. No texto do requerimento, a deputada destacou o caráter abertamente golpista das manifestações, que pedem que as Forças Armadas “salvem o país”, com o único objetivo de impedir a posse do presidente eleito.

“Em Belém, os golpistas se concentram em frente ao 2º Batalhão de Infantaria de Selva na Avenida Almirante Barroso e vinham ocupando a calçada com barracas e lonas, inclusive utilizando os muros do quartel para sustentação das estruturas, que impediam o tráfego de pedestres no local. Diante deste quadro, é preciso que o ministro da Defesa informe se houve colaboração ou conivência de pessoal das Forças Armadas com a instalação e manutenção desses equipamentos de apoio. Esta é uma situação de grave atentado ao Estado Democrático de Direito e que justifica a convocação” explicou Vivi Reis.

Relatório revela que militares devem pedir desculpas ao Brasil

Por Tales Farias

A primeira impressão minha e de boa parte da mídia e dos políticos, incluindo esquerdistas, direitistas e até a turma do centrão, foi de que o relatório das Forças Armadas não chegou a resultado algum sobre a auditoria que os militares fizeram nas urnas eletrônicas durante as eleições de 2022. Mas não é bem assim. O relatório revelou algo: que os comandantes militares passaram o governo inteiro de Jair Bolsonaro alimentando, por atos e omissões, as expectativas golpistas de bolsonaristas desavisados e até mesmo do presidente da República.

Na quinta-feira, 10, depois de divulgado o relatório de auditoria das urnas, o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, corroborou essa impressão com uma nova nota. O surpreendente texto afirma: “Na fiscalização do sistema eletrônico de votação, embora não tenha apontado, também não excluiu a possibilidade da existência de fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral de 2022.”

Evidentemente trata-se de um texto sob encomenda para tentar aplacar a fúria de Bolsonaro e dos bolsonaristas com o fato de os militares terem simplesmente confirmado que não se comprovou fraude nas urnas eletrônicas. O presidente da República insistiu na existência de fraude durante todo o seu governo. Após o primeiro turno, um encontro entre o ministro e o Bolsonaro levantou suspeitas de que Paulo Sérgio Nogueira teria repassado ao chefe resultados da fiscalização nas urnas apontando que não foram detectados problemas.

Não teria sido divulgado o documento por causa da insatisfação do mandatário do Planalto com o relatório que contrariava suas afirmações. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, decidiu, então, cobrar os documentos sob o seguinte argumento: “As notícias de realização de auditoria das urnas pelas Forças Armadas, mediante entrega de relatório ao candidato à reeleição, parecem demonstrar a intenção de satisfazer a vontade eleitoral manifestada pelo chefe do Executivo, podendo caracterizar, em tese, desvio de finalidade e abuso de poder.”

Diante das cobranças, o Ministério da Defesa acabou dizendo que divulgaria o resultado do que chama de “fiscalização” só depois do segundo turno.

O silêncio alimentou especulações de que poderia vir um resultado bombástico. As redes bolsonaristas e os aliados do presidente se encheram de gás. O próprio presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declarou que só reconheceria o resultado da eleição depois de divulgado o relatório das Forças Armadas.

Afinal, segundo ele, se nada havia sido ainda divulgado, é porque tinha “alguma coisa”. A estratégia do suspense, junto com o sumiço do presidente, manteve por algum tempo nas estradas os caminhoneiros pagos por empresários bolsonaristas e manteve, por mais tempo, manifestantes incautos nas ruas de algumas cidades.

O silêncio dos militares também permitiu a alimentou a choradeira nos portões e nos muros dos quarteis pedindo “intervenção federal” (sic) contra o resultado das urnas. Mas, ao final, o relatório teve que vir a público. E, como não poderia ser diferente, a montanha pariu um rato. Ou melhor: pariu essa última nota do Ministério da Defesa dizendo que nada concluiu.

O problema é que, por atos e omissões, os generais nomeados pelo presidente para ocupar os principais cargos da caserna — e até cargos da área civil — passaram o governo inteiro alimentando as expectativas golpistas de Bolsonaro e seus seguidores.

Com isso, jogaram no lixo a boa imagem conquistada nos anos de estabilidade democrática, civil, depois que desistiram da ditadura militar. Bolsonaro, que um dia foi acusado de tentar explodir áreas militares, agora explodiu de verdade a imagem das Forças. O presidente transformou os comandantes da caserna numa espécie de centrão, capaz de baixar a cabeça e fazer qualquer coisa em troca das benesses do poder.

Foi por isso que, em seu discurso para parlamentares no auditório do Centro Cultural do Banco do Brasil, na quinta-feira, 10, Lula declarou que o presidente deve desculpas aos militares: por tê-los feito passar toda essa vergonha. Lula tem razão. Mas não é só Bolsonaro quem deve desculpas. Os militares também precisam pedir perdão à nação por terem aceitado fazer o jogo de Bolsonaro durante todo este tempo.