Com Gal, parte da nossa alegria vai embora

Gal Costa cantava como um passarinho, dizia mestre Dorival Caymmi. Sua morte nesta quarta-feira, 9, aos 77 anos, pegou a todos de surpresa. Ela se recuperava de uma cirurgia realizada em setembro – chegou a cancelar um show previsto para Belém na época. Ao lado de nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia, a baiana foi uma das maiores cantoras da música popular brasileira e principal intérprete feminina de Caetano Veloso. Com ela, vai embora parte da alegria natural que a música carreia para o Brasil.

Dos anos 70 até agora, Gal percorreu um caminho impecável de alta qualidade na escolha de repertório e sucesso contínuo. Tinha uma vasta agenda de shows. No começo de tudo, Maria da Graça, rebatizada de Gal Costa, ela não demoraria a confirmar a profecia de João Gilberto: do começo na bossa, Gal foi adotada pelo tropicalismo junto com Caetano e Gil, enveredou pelos caminhos da MPB e do pop, e se estabeleceu como uma portentosa voz em um país de enormes vozes femininas.

Ao longo de carreira extremamente produtiva, Gal gravou 31 álbuns de estúdio desde 1967, quando estreou na cena musical com o disco “Domingo”, ao lado de Caetano Veloso. Ela também gravou nove DVDs, o último deles em 2018, com Gilberto Gil e Nando Reis.

Siga em paz, Gal, como o passarinho que sempre foi.

Obrigado por tudo.

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