Com Gal, parte da nossa alegria vai embora

Gal Costa cantava como um passarinho, dizia mestre Dorival Caymmi. Sua morte nesta quarta-feira, 9, aos 77 anos, pegou a todos de surpresa. Ela se recuperava de uma cirurgia realizada em setembro – chegou a cancelar um show previsto para Belém na época. Ao lado de nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia, a baiana foi uma das maiores cantoras da música popular brasileira e principal intérprete feminina de Caetano Veloso. Com ela, vai embora parte da alegria natural que a música carreia para o Brasil.

Dos anos 70 até agora, Gal percorreu um caminho impecável de alta qualidade na escolha de repertório e sucesso contínuo. Tinha uma vasta agenda de shows. No começo de tudo, Maria da Graça, rebatizada de Gal Costa, ela não demoraria a confirmar a profecia de João Gilberto: do começo na bossa, Gal foi adotada pelo tropicalismo junto com Caetano e Gil, enveredou pelos caminhos da MPB e do pop, e se estabeleceu como uma portentosa voz em um país de enormes vozes femininas.

Ao longo de carreira extremamente produtiva, Gal gravou 31 álbuns de estúdio desde 1967, quando estreou na cena musical com o disco “Domingo”, ao lado de Caetano Veloso. Ela também gravou nove DVDs, o último deles em 2018, com Gilberto Gil e Nando Reis.

Siga em paz, Gal, como o passarinho que sempre foi.

Obrigado por tudo.

Rock na madrugada – Los Pericos, “Pupilas Lejanas”

Banda hermana pouco valorizada por aqui, mas sensacional nas apresentações ao vivo. Los Pericos teve parcerias interessantes com o Paralamas de Herbert Vianna, com quem sempre partilhou o gosto pela mistura de rock/reggae/ska. Fundada em 1986, em 2010 já havia alcançado a marca de 2,4 milhões de discos vendidos e feito cerca de 2.000 apresentações ao vivo. Foram nomeados embaixadores do reggae pela Jamaica. Aqui, um registro ao vivo do grande sucesso “Pupilas Lejanas”. Integrantes originais: Fernando Hortal (Bahiano), Guillermo Bonetto, Martin Gutman e Ale Perico.

Abaixo, o clipe oficial de lançamento da canção.

Rock na madrugada – Los Pericos, “Pupilas Lejanas”

Banda hermana pouco valorizada por aqui, mas sensacional nas apresentações ao vivo. Los Pericos teve parcerias interessantes com o Paralamas de Herbert Vianna, com quem sempre partilhou o gosto pela mistura de rock/reggae/ska. Fundada em 1986, em 2010 já havia alcançado a marca de 2,4 milhões de discos vendidos e feito cerca de 2.000 apresentações ao vivo. Foram nomeados embaixadores do reggae pela Jamaica. Aqui, um registro ao vivo do grande sucesso “Pupilas Lejanas”. Integrantes originais: Fernando Hortal (Bahiano), Guillermo Bonetto, Martin Gutman e Ale Perico.

Abaixo, o clipe oficial da canção.

Tudo em aberto na semifinal

POR GERSON NOGUEIRA

O PSC saiu de Manaus ontem com um resultado excelente. Escapou da derrota por duas vezes atuando mal, sendo pouco combativo no meio-campo e fraco ofensivamente. Salvou-se em dois lances isolados de Robinho, que garantiu o empate em 2 a 2 e foi o melhor da equipe na primeira partida da semifinal contra o São Raimundo (AM), na Arena da Amazônia.

No começo, o PSC parecia até mais empenhado em atacar. Teve duas boas chegadas, ambas com Robinho, mas ficou nisso. O São Raimundo, ao contrário, partiu para o ataque, às vezes afobado demais, com Quadrado, Magno, Ítalo e Negueba.

A partida foi eletrizante em alguns momentos, pois disputada em alta velocidade, sem preocupações defensivas. O São Raimundo apanhava a bola no meio e arrancava em busca de chegadas pelos lados. À medida que conquistava espaço sobre a lenta e nervosa zaga do PSC, aumentava ainda mais a volúpia ofensiva.

Em certos aspectos, o confronto lembrou os antigos pegas que caracterizavam a velha rivalidade Pará-Amazonas. Com domínio expressivo das ações a partir dos 15 minutos, o São Raimundo passou a criar chances claras de gol. Aos 16’, Quadrado bateu forte da entrada da área e a bola passou perto do gol, com muito perigo.

Por pura insistência, o São Raimundo balançou as redes aos 23’. Magno cruzou para Negueba, que superou Naylhor pelo alto, avançou em direção à área e disparou rasteiro, enganando o goleiro Tiago Coelho. Um gol de pura habilidade, que empolgou a torcida baré.

O Tufão seguiu em cima, recuperando bolas na meia-cancha e atacando em alta velocidade, o que incomodava bastante o setor defensivo do Papão. Só aos 38’, os bicolores apareceram junto à área amazonense. Robinho se aproximou, mas o chute foi travado pela zaga.

A resposta foi imediata. Um minuto depois, Quadrado aproveitou rebote na entrada da área e chutou rasteiro. Tiago defendeu sem problemas. Placar de ataques na primeira etapa: São Raimundo 9 x 2 PSC.

Depois do intervalo, o PSC voltou mais ofensivo e tentou encurralar o São Raimundo logo de cara. A estratégia funcionou. Aos 10 minutos, Robinho fez a limpa pelo lado direito, driblou dois e bateu rasteiro, sem chances para o goleiro Jonathan. O gol abalou o time da casa e o PSC passou a viver seu momento em campo, mas sem partir para definir o jogo.

O Tufão, aos poucos, foi se soltando de novo e voltou a explorar a velocidade de Negueba, Magno e Quadrado. Os problemas defensivos do PSC se repetiam e Ian Philippe, que havia acabado de entrar, quase desempatou. Aos 41’, o próprio Philippe aproveitou um cruzamento de Thiago Spice, sobe mais que os marcadores e faz 2 a 1.

A empolgação foi tanta no banco de reservas e nas arquibancadas que o time cochilou um pouco e passou a ceder seguidos espaços ao PSC, que já tinha Dioguinho e Ricardinho em campo, reparecendo oficialmente após sete meses de inatividade – e muito bem.

Com a categoria habitual, Ricardinho quase empatou aos 46’. Limpou o lance junto à pequena área e chutou na trave. Dois minutos depois, em bola aparentemente perdida, Robinho foi à linha de fundo e cruzou para o centro da área do São Raimundo. Patrick Brey acompanhou o lance e recebeu livre diante do goleiro para desviar para as redes.

Duro castigo para o frenético São Raimundo, que foi melhor em campo, e um prêmio ao empenho de Robinho, que não desistiu e acabou garantindo um resultado excelente – nas circunstâncias – ao PSC. (Fotos: João Normando/Milly Barreto)

Weverton: uma homenagem oportuna e merecida

O Clube do Remo utilizou as redes sociais para parabenizar ontem o goleiro Weverton, atualmente no Palmeiras, pela convocação para a Copa do Mundo, que se inicia no próximo dia 20, no Catar. Em 2007, o goleiro, que tinha então 19 anos, foi apresentado no Evandro Almeida, emprestado pelo Corinthians. Weverton defendeu as cores azulinas e fez com a camisa leonina a sua estreia como profissional.

A estreia da Seleção Brasileira, com Weverton no banco de suplentes, será no dia 24 de novembro, uma quinta-feira, às 16h, diante da Sérvia, em jogo que vale pelo grupo G do Mundial.

“O goleiro Weverton, do Palmeiras, que estreou na carreira pelo Clube do Remo, foi convocado para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo no Catar. Desejamos boa sorte e saudações azulinas, Weverton!”, diz a mensagem azulina no Twitter.

Contra o Botafogo, até o VAR vira argumentação

Há coisas que só acontecem ao Botafogo. É o segundo melhor visitante do Brasileiro da Série A, atrás apenas do campeão Palmeiras, e é o 18º como mandante no estádio Nilton Santos, campanha de time rebaixado.

Ainda assim, o Fogão de vez em quando faz das suas, como anteontem, em Belo Horizonte, quando venceu o Atlético-MG por 2 a 0, gols marcados a partir dos 30 minutos do segundo tempo.

Como sempre ocorre em relação ao Botafogo, com incrível frequência, um lance questionado pelo Galo tornou-se o mais discutido nas mesas redondas sem compromisso espalhadas pelos canais de YouTube e canais de esporte.

Um gol de Vargas anulado pelo VAR, que traçou as linhas e detectou impedimento na origem do lance. Uma situação de jogo tantas vezes vista no atual campeonato, mas que inspirou comentaristas a defender o fim do traçado de linhas.

Algo que causa assombro, não só pela burrice, mas pela constância do comportamento de má vontade em relação à Estrela Solitária. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 09)