Daniel Alves: um escárnio na convocação final

Daniel Alves, 39 anos, ex-jogador em atividade, é o centro da polêmica na convocação final da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo. Tite teoriza que o veterano é um lateral de construção e organização, sem mais obrigações com a correria pelo lado do campo. O fato de estar parado há quase três meses não abalou as convicções de Fifa, que decidiu premiar o jogador com sua última Copa e punir a Seleção com um jogador meia-boca.

O técnico Tite anunciou, na tarde de desta segunda-feira, 7, a lista dos 26 jogadores convocados para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2022. Entre as novidades está Gabriel Martinelli, do Arsenal, Pedro (Flamengo) para o centro do ataque e Everton Ribeiro (Flamengo) no meio-campo. Firmino não foi convocado. Portais de internet e canais do YouTube discutiram de imediato a controvertida convocação de Daniel Alves.

CONVOCADOS

Goleiros: Alisson, Ederson e Weverton

Laterais: Danilo, Daniel Alves, Alex Sandro e Alex Telles

Zagueiros: Marquinhos, Thiago Silva, Éder Militão e Bremer

Meio-campistas: Casemiro, Fabinho, Bruno Guimarães, Fred, Éverton Ribeiro e Lucas Paquetá

Atacantes: Neymar, Rodrygo, Vinicius Júnior, Antony, Raphinha, Richarlison, Gabriel Jesus, Gabriel Martinelli e Pedro.

Estudantes sofrem ataque de manifestantes bolsonaristas em passarela da avenida Almirante Barroso

Um homem, identificado como Alan Patrick de Farias, comandou uma grupo de ataque bolsonarista de intimidação e agressão a jovens estudantes do Colégio Pedro Amazonas Pedroso, localizado na avenida Almirante Barroso. da Polícia. O nome dele foi encaminhado às forças de segurança pública para as medidas cabíveis. De boné militar, camiseta branca e calças de camuflagem, ele era apoiado por vários outros manifestantes, todos vestidos de verde e amarelo.

Aos gritos, com truculência e muita agressividade, Alan expulsou os estudantes que tentavam atravessar a passarela. Crime de impedimento do direito de ir e vir. Ameaçou com agressão, empurrou os meninos e disparou palavrões dizendo que ninguém passaria por ali. Um trabalho de investigação desenvolvido pelas forças policiais permitiram rapidamente levantar dados (foto acima) e folha corrida do principal agressor à frente da horda de manifestantes.

Estudante quer avacalhar o nosso movimento”, Alan berra na passarela. Em seguida, se abaixa como fosse pegar algo no calcanhar e depois o vídeo é encerrado. Alan Patrick de Farias respondeu a um processo judicial de número 0806585-97.2021.8.14.0401, oriundo de inquérito policial instaurado na Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Mulher – Deam em Belém.

O fato é que a mobilização golpista, iniciada logo depois da eleição de domingo passado, quando Lula foi eleito o novo presidente da República, vem se modificando quanto a estratégias de manifestação. Começou com a tentativa de bloqueio da avenida Almirante Barroso, em frente ao quartel do II BIS (Exército).

Com grande estrutura de apoio – logística, alimentação e estrutura de barracas -, fica óbvio que os atos são bancados por empresários, igrejas evangélicas e instituições de direita (Fiepa, Faepa, Centro da Indústria e entidades do setor lojista). Nos últimos dias, os atos têm sido acrescidos de festas ruidosas, que incomodam a vizinhança e o próprio quartel do Exército.

Vídeo mostra a agressão a estudantes na passarela da Almirante Barroso

PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO

A deputada federal Vivi Reis (PSOL-PA) encaminhou ofícios aos Ministérios Públicos Estadual e Federal pedindo a investigação e responsabilização dos golpistas envolvidos em agressões a estudantes e pedestres que vêm ocorrendo na Avenida Almirante Barroso, onde estão concentrados os atos anti-democráticos em Belém.

Na segunda- feira, 7, começaram a circular vídeos nas redes mostrando a ação covarde de bolsonaristas contra estudantes e trabalhadores que circulam na região. “As imagens mostram comportamentos inaceitáveis. É ainda mais recontante porque, às vésperas do Enem, os estudantes do Pedroso não estão conseguindo ter aulas. É uma absurdo toda a violência psicológica a que esses jovens estão sendo submetidos”, afirma Vivi Reis.

A deputada destaca que a ocupação de calçadas e ciclovias na Almirante Barroso expõe os pedestres e ciclistas, em especial idosos e pessoas com deficiência, que são obrigados a transitar entre os carros, correndo o risco de atropelamentos. “Chama a atenção ainda a presença de crianças até altas horas da noite no local, convivendo com consumo de álcool e músicas em altos decibéis, que também prejudicam todas as noites os moradores do Souza em Belém”, aponta o texto do ofício encaminhado ao MPF.

No documento encaminhado ao Ministério Público, Vivi Reis lembra que os agentes das forças policiais têm acompanhado toda a situação sem tomar qualquer atitude no sentido de coibir os bloqueios ou de tomar as devidas providências em relação às violações a direitos fundamentais, às instituições democráticas e à ordem social e pede que tanto o Ministério Público Federal quanto o Estadual investiguem também a possibilidade de financiamento oculto do grupo golpista.