Estreia em ritmo de treino

POR GERSON NOGUEIRA

O PSC não precisou jogar tudo que podia para superar o Humaitá (AC) com total tranquilidade. Fez 3 a 0, poderia ter feito pelo menos mais dois ou três gols e quase não sofreu sustos, a não ser a bola na trave logo no início da segunda etapa. Uma vitória com direito a golaço de Marlon, fechando o placar em grande estilo.  

Foi uma estreia inteiramente dentro das perspectivas. Ninguém imaginava qualquer surpresa na Curuzu, no sábado à noite. A pequena torcida presente sabia que o Papão era favorito absoluto, não só pelo histórico recente, mas pela própria qualidade de seu elenco.

O PSC começou em ritmo ágil e buscando explorar as fragilidades defensivas do adversário. Marlon, Robinho e Danrlei, principalmente este, incomodavam muito o sistema de marcação do Humaitá, criando situações de perigo. E foi através do centroavante que o placar foi inaugurado.

Logo aos 23 minutos, Danrlei aproveitou bem um erro do goleiro Tião na reposição da bola e avançou em direção à área. Aplicou uma finta no zagueiro, que desabou no chão, e bateu na saída do goleiro. Um gol bonito e revelador da boa forma do atacante, que teve sua participação na Série C bastante prejudicada por questões físicas.

O PSC foi absoluto a partir daí e isso se traduz na presença ofensiva massacrante. No total, os atacantes bicolores finalizaram 14 vezes em direção ao gol.

A toada continuou igual no segundo tempo. O Humaitá não encontrava saídas e nem articulava jogadas, limitando-se a rechaçar as investidas bicolores. Na única escapada ao ataque, um lance assustou a defensiva do Papão.

Aos 4 minutos, o atacante Ancelmo recebeu um bom lançamento e teve liberdade para finalizar. Acertou um disparo forte no travessão. Seria o empate acreano, de maneira absolutamente injusta para o que os times apresentavam em campo.

A justiça se estabeleceria através de Marlon, logo aos 8’. O segundo gol do PSC reabilitou o atacante, que estava sem marcar desde a fase de classificação da Série C. Marlon mandou a bola para as redes após brilhante jogada de José Aldo, que fintou dois marcadores e deu uma assistência açucarada para o atacante finalizar.

Para coroar a atuação, Marlon ainda encontrou espaço para marcar o terceiro gol do Papão. Aos 14’, ele se aproximou pelo lado esquerdo do ataque, aprumou o chute e bateu de curva. A bola entrou no ângulo esquerdo da trave de Tião. Um golaço.

A torcida ainda teve tempo de ver as estreias de Tiago Ennes na lateral direita e de Mateus Batista no ataque. Tiago entrou no 1º tempo e não comprometeu. Precisa de entrosamento com os companheiros. Batista teve menos tempo, mas fez um gol (anulado) e deixou boa impressão.

Apesar do ritmo mais cadenciado na metade do 2º tempo, com desperdício de chances, o PSC não teve problemas para controlar a partida até o fim. O resultado categórico confirma a equipe como uma das cotadas para disputar o título da Copa Verde. Na próxima fase, o time receberá o Tocantinópolis em Belém.

Águia Guerreira supera Rio Branco e avança na Copa

Cercada de expectativas, a estreia da Tuna foi satisfatória na Copa Verde. O time sofreu alguns sustos diante do Rio Branco, na sexta-feira à noite, na capital acreana, mas acabou se classificando para a próxima fase da Copa Verde após levar a melhor na cobrança de penalidades.

Nos 90 minutos, muito equilíbrio e predomínio da marcação sobre a inspiração. A Águia Guerreira abriu o placar aos 44 minutos do 1º tempo, após MM, de 17 anos, apanhar rebote do goleiro Ramon. Três minutos depois, Bebê pulou sozinho e cabeceou para empatar.

Com a partida terminando com o placar de 1 a 1, a vaga foi decidida na cobrança de penalidades. As duas equipes acertaram suas quatro primeiras cobranças. Na última da série, Bebê acertou a trave e o atacante Fabinho converteu o pênalti que classificou a Tuna.

Na próxima etapa, o adversário tunante será o São Raimundo (AM), em Belém. Pelo regulamento, como ambos não possuem posição no Ranking Nacional de Clubes (RNC), o mando de campo fica com a federação melhor posicionada no Ranking de Federações (RNF), que é a paraense.

Fla é tri e Furacão morre nos pés de um beque da roça

A partida realizada em horário terrível para os times, com sol a pino em Guayaquil (Equador), não foi particularmente bonita de ver. Muita falta, trombadas em excesso e raros lances de qualidade. O Flamengo sentiu muito a marcação dura e implacável imposta pelo Atlético.

Felipão determinou marcação individual sobre Arrascaeta, Everton Ribeiro e Pedro, principalmente. Deu certo na primeira meia hora. O Furacão teve um certo controle das ações e duas excelentes chances para marcar, mas errou feio nas finalizações.

O equilíbrio parecia indicar um jogo a ser decidido nos penais, pois o Flamengo, mesmo tecnicamente melhor, não conseguia se distribuir bem em campo. Perdeu Filipe Luís logo no início, mexendo nas ações de vaivém no lado esquerdo da zaga.

Tudo mudou quando o estabanado zagueiro Pedro Henrique cometeu duas faltas absolutamente desnecessárias e foi excluído do jogo. A primeira foi uma pernada em Gabigol à frente da área e a outra, que lhe custou o segundo cartão amarelo, foi uma sarrafada em Airton Douglas (que havia substituído a Filipe Luís).

Logo depois da saída de Pedro Henrique, o Flamengo pressionou pela direita com Everton Ribeiro e o cruzamento perfeito encontrou Gabriel Barbosa no segundo pau, livre para apenas desviar para as redes.

Com um a menos, o Atlético tentou fazer um jogo de superação no 2º tempo, mas esbarrou nas próprias limitações criativas. O Flamengo fez o tempo escoar esperando a hora de levantar a taça da Libertadores pela terceira vez. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 31)

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