Nature e jornal The Guardian apontam riscos que Bolsonaro representa à Ciência e ao meio ambiente

A revista Nature publicou editorial a favor da eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Há apenas uma opção para as eleições no Brasil – para o país e para o mundo”, traz o texto. A publicação lembra que, em 2018, alertou sobre a vitória de Bolsonaro. “A eleição de Jair Bolsonaro é ruim para a pesquisa e para o meio ambiente”. Nesta semana, escreveu que “seu mandato é desastroso para a ciência, o meio ambiente, o povo brasileiro e para o mundo todo”.

A publicação científica, fundada em 1869 e mundialmente respeitada, compara Bolsonaro ao ex-presidente americano Donald Trump por sua atuação na pandemia. Os dois presidentes ignoraram alertas científicos sobre os perigos da Covid-19 e colocaram as populações de seus países em risco.

O editorial da revista científica mais conhecida do mundo afirmou que quando Lula era presidente, o Brasil “fez grandes investimentos em ciência e inovação, fortes proteções ambientais estavam em vigor e oportunidades educacionais foram ampliadas”. A revista lembrou também que o Bolsa Família foi um sistema de transferência de renda que permitiu à população mais pobre usufruir de melhores oportunidades.

“O Brasil conquistou reputação de líder ambiental aumentando a aplicação da lei ambiental e reduzindo o desmatamento na Amazônia em cerca de 80% entre 2004 e 2012”. Após a eleição de Bolsonaro, em apenas quatro anos “muito desse progresso já foi desfeito”, disse a Nature.

O texto de opinião da revista científica conclui que os últimos quatro anos são um lembrete do que acontece quando políticos eleitos desmantelam as instituições. “Os eleitores do Brasil têm uma oportunidade valiosa para começar a reconstruir o que Bolsonaro derrubou. Se Bolsonaro conseguir mais quatro anos, o dano pode ser irreparável” finaliza.

O jornal britânico The Guardian publicou editorial na quinta-feira (27/10) no qual afirma que a reeleição de Bolsonaro representará um custo elevado a todos. Para jornal, a vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não significa apenas uma mudança de cultura, mas um ganho efetivo em políticas de preservação. “Os analistas sugerem que uma vitória de Lula pode resultar em um corte de 89% na perda de floresta tropical”, explica o editorial.

The Guardian junta-se ao coro de veículos estrangeiros, como The New York Times e a revista Nature, que publicaram textos de opinião nos últimos dias em apoio à vitória de Lula e contra o horror com que o mundo todo vê numa possível reeleição de um presidente autoritário de extrema-direita. O texto diz que “o planeta não consegue aguentar um segundo mandato do presidente de ultradireita”.

“O principal perigo é a catástrofe climática. Como a agência ambiental da ONU alerta que não há uma rota confiável para limitar o aquecimento global a 1,5°C, o desmatamento na Amazônia está em alta: um sumidouro de carbono pode se tornar um emissor de carbono. Sindicatos criminosos de madeireiros e fazendeiros correm para fazer o pior por medo de que um novo governo os controle. Mais de 2 bilhões de árvores foram derrubadas durante o mandato de Bolsonaro”, segue o editorial. A pauta climática é o assunto que mais preocupa o mundo porque afeta a vida de todas as pessoas e traz consequências devastadoras.

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