Ipec e Datafolha confirmam vantagem de Lula sobre Bolsonaro

O Ipec divulgou neste sábado (29) sua última pesquisa antes do segundo turno da eleição presidencial. Encomendada pela Globo, a sondagem aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 54% dos votos válidos e que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 46%. Os eleitores vão às urnas neste domingo (30).

O novo levantamento foi feito entre quinta-feira (27) e sábado, e os resultados se referem à intenção de voto no momento das entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

DATAFOLHA: NO LIMITE

O Datafolha divulgou neste sábado (29) sua última pesquisa antes do segundo turno da eleição presidencial. Encomendada pela Globo e pela “Folha de S.Paulo”, a sondagem aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 52% dos votos válidos e que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 48%. Os eleitores vão às urnas neste domingo (30).

O novo levantamento foi feito nesta sexta-feira (28) e neste sábado, e os resultados referem-se à intenção de voto no momento das entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Segundo o Datafolha, Lula e Bolsonaro “estão no limite dessa margem, com maior probabilidade de o petista estar à frente”.

Pesquisa Atlas: Lula tem vantagem de 6,8% sobre Bolsonaro a um dia da eleição

Saiu a última pesquisa Atlas do segundo turno e Lula mantém uma vantagem de 6,8 pontos percentuais sobre Bolsonaro, 0,4 pontos a mais em relação à pesquisa anterior. Em votos válidos, Lula tem 53,4 contra 46,6 de Bolsonaro. Na pesquisa estimulada, Lula tem 52,4% e Bolsonaro 45,7%.

A pesquisa foi realizada entre 26 e 29 de outubro, portanto já capturou a repercussão do debate realizado na Rede Globo, sexta-feira (28), vencido por Lula. No total, foram ouvidas 7.500 pessoas em todo o país. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais e para menos.

Na comparação entre as quatro pesquisas divulgadas em outubro, a diferença entre os candidatos cresceu de 4,8 pontos (13 de outubro), 6 (24 de outubro), 6,4 (27 de outubro) e agora 6,8 pontos. Nos votos totais, Lula tem 52,4% das intenções de voto, contra 45,6% de Bolsonaro, sendo 1,9% de não sei/indeciso. A ampliação das distâncias nesses casos foi de 4.6; 5.8; 6.4 e 6.7.

A Atlas foi a pesquisa que mais acertou os resultados do primeiro turno.

Lula avisa que, se vencer, irá conduzir o país de volta à normalidade

O ex-presidente e candidato do PT ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, disse neste sábado (29), em uma entrevista coletiva, que, se vencer a eleição, pretende conduzir o país “de volta à normalidade”. Lula falou ao lado de aliados, pouco antes de uma caminhada com eleitores e simpatizantes na Avenida Paulista.

“Nós vamos fazer este país voltar à normalidade. Nós vamos tentar reconstruir tudo aquilo que tínhamos feito. Estava dando certo e estava crescendo. A América do Sul se fortalecendo, a América Latina se fortalecendo, e nossas relações multilaterais estavam bem com os Estados Unidos, a Europa, a China, a Rússia”, disse Lula.

Um dos aliados que estavam com o petista é o ex-presidente do Uruguai, José Mujica, um ícone das esquerdas latino-americanas.

Lula, a exemplo do que fez no debate da Globo na sexta-feira (28), disse que está preocupado com o isolamento do Brasil no cenário internacional. Ele afirmou que, se eleito, uma de suas primeiras medidas vai ser viajar para restabelecer contatos com demais países.

“Pretendo fazer essa viagem para poder restabelecer um padrão de civilidade na relação internacional do Brasil. Este país é muito grande e é muito importante. Este país já foi protagonista internacional”, argumentou. (Com informações do G1 e da Folha SP)

Rock na madrugada – Jerry Lee Lewis, “Whole Lotta Shakin’ Going On”

Lenda do rock, Jerry Lee Lewis morreu aos 87 anos nesta sexta-feira, 28. Considerado um dos pioneiros do rock’n’roll ao lado de nomes como Elvis Presley, Little Richard, Chuck Berry e Carl Perkins, Lewis se destacou pelo estilo intenso ao piano. Seus grandes clássicos são “Great balls of fire” e “Whole lotta shakin’ goin’ on” (acima, em versão ao vivo), lançados no final da década de 50. Em 1957, o cantor e pianista se casou com uma prima de 13 anos, Myra Gale Brown, provocando um grande escândalo nos Estados Unidos. Depois, ele se casaria mais sete vezes.

Jerry Lee Lewis nasceu em Ferriday, na Lousiana, no dia 29 de setembro de 1935. Era o último dos pioneiros do rock ainda vivo. Foi em Memphis, nos Estados Unidos, que Lewis se tornou músico profissional, na icônica gravadora Sun Records, em 1957. Apelidado de “The Killer”, pelo jeito único de tocar piano martelando o teclado, ele foi um dos primeiros músicos homenageados no Hall da Fama do Rock, em 1986. Gravou mais de 40 álbuns em toda a carreira.

Nature e jornal The Guardian apontam riscos que Bolsonaro representa à Ciência e ao meio ambiente

A revista Nature publicou editorial a favor da eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Há apenas uma opção para as eleições no Brasil – para o país e para o mundo”, traz o texto. A publicação lembra que, em 2018, alertou sobre a vitória de Bolsonaro. “A eleição de Jair Bolsonaro é ruim para a pesquisa e para o meio ambiente”. Nesta semana, escreveu que “seu mandato é desastroso para a ciência, o meio ambiente, o povo brasileiro e para o mundo todo”.

A publicação científica, fundada em 1869 e mundialmente respeitada, compara Bolsonaro ao ex-presidente americano Donald Trump por sua atuação na pandemia. Os dois presidentes ignoraram alertas científicos sobre os perigos da Covid-19 e colocaram as populações de seus países em risco.

O editorial da revista científica mais conhecida do mundo afirmou que quando Lula era presidente, o Brasil “fez grandes investimentos em ciência e inovação, fortes proteções ambientais estavam em vigor e oportunidades educacionais foram ampliadas”. A revista lembrou também que o Bolsa Família foi um sistema de transferência de renda que permitiu à população mais pobre usufruir de melhores oportunidades.

“O Brasil conquistou reputação de líder ambiental aumentando a aplicação da lei ambiental e reduzindo o desmatamento na Amazônia em cerca de 80% entre 2004 e 2012”. Após a eleição de Bolsonaro, em apenas quatro anos “muito desse progresso já foi desfeito”, disse a Nature.

O texto de opinião da revista científica conclui que os últimos quatro anos são um lembrete do que acontece quando políticos eleitos desmantelam as instituições. “Os eleitores do Brasil têm uma oportunidade valiosa para começar a reconstruir o que Bolsonaro derrubou. Se Bolsonaro conseguir mais quatro anos, o dano pode ser irreparável” finaliza.

O jornal britânico The Guardian publicou editorial na quinta-feira (27/10) no qual afirma que a reeleição de Bolsonaro representará um custo elevado a todos. Para jornal, a vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não significa apenas uma mudança de cultura, mas um ganho efetivo em políticas de preservação. “Os analistas sugerem que uma vitória de Lula pode resultar em um corte de 89% na perda de floresta tropical”, explica o editorial.

The Guardian junta-se ao coro de veículos estrangeiros, como The New York Times e a revista Nature, que publicaram textos de opinião nos últimos dias em apoio à vitória de Lula e contra o horror com que o mundo todo vê numa possível reeleição de um presidente autoritário de extrema-direita. O texto diz que “o planeta não consegue aguentar um segundo mandato do presidente de ultradireita”.

“O principal perigo é a catástrofe climática. Como a agência ambiental da ONU alerta que não há uma rota confiável para limitar o aquecimento global a 1,5°C, o desmatamento na Amazônia está em alta: um sumidouro de carbono pode se tornar um emissor de carbono. Sindicatos criminosos de madeireiros e fazendeiros correm para fazer o pior por medo de que um novo governo os controle. Mais de 2 bilhões de árvores foram derrubadas durante o mandato de Bolsonaro”, segue o editorial. A pauta climática é o assunto que mais preocupa o mundo porque afeta a vida de todas as pessoas e traz consequências devastadoras.