Nordeste, Norte e Minas Gerais irão fazer Lula presidente de novo

Em meio ao cruzamento de informações, algumas com o objetivo de desanimar a militância petista, cabe lembrar que Lula venceu o primeiro turno das eleições com vantagem de 6,2 milhões de votos. Precisa, em tese, de pouco mais de 2 milhões de votos para confirmar a vitória no dia 30. Apesar do leve crescimento que as pesquisas indicaram em favor de Jair Bolsonaro, foram oscilações dentro da margem de erro, sendo que Lula não perdeu um ponto sequer em relação ao primeiro turno.

O fato é que, a pouco mais de uma semana do pleito, Lula segue favorito. O petista tem concentrado os atos da campanha em cidades estratégicas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, fundamentais para a definição da eleição, sempre mobilizando multidões. O objetivo é manter ou ampliar vantagem em MG e reduzir a diferença no Rio e em São Paulo. Caso consiga pelo menos manter o volume proporcional de votos do 1º turno, Lula não poderá ser ultrapassado pelo adversário.

Vale até um exercício de cálculo em cima dos resultados da votação no primeiro turno.

As maiores diferenças em favor de Bolsonaro foram:
SP = 1,750 milhão
SC = 1,400 milhão
PR = 1,250 milhão
RJ = 984 mil
MT = 470 mil
GO = 460 mil
RS = 450 mil
DF = 360 mil
Total = 7,124 milhões a mais que Lula

As maiores diferenças a favor de Lula foram:
BA = 3,800 milhões
CE = 2,200 milhões
PE = 1,930 milhão
MA = 1,620 milhão
PI = 910 mil
PB = 830 mil
RN = 640 mil
MG = 560 mil
PA = 460 mil
SE = 450 mil
AL = 350 mil
Total = 13,750 milhões a mais que Bolsonaro

Caso seja mantida a votação de Lula onde ele já triunfou no primeiro turno, Bolsonaro teria que dobrar a diferença em cada Estado onde ganhou. Um exemplo das dificuldades do candidato à reeleição é que, em Santa Catarina e Mato Grosso, ele teria que vencer com 80% dos votos para duplicar a vantagem do primeiro turno.

Lula tende a ampliar a vantagem nos Estados do Nordeste. Nas últimas semanas, surgiu uma espécie de competição entre eles para ver quem consegue dar mais votos ao ex-presidente. A estimativa conservadora é de que Lula pode obter perto de 2 milhões a mais. Nem a alta abstenção – se confirmada – terá força para diminuir a diferença pró-Lula.

No Norte, a vantagem de 12% obtida no Pará (maior colégio eleitoral da região) deverá aumentar. Governador mais votado do país, Helder Barbalho (MDB) mobiliza a maioria dos prefeitos sob sua liderança para assegurar uma votação consagradora para Lula. No Amapá, o triunfo deve se repetir. No Amazonas, aliados do ex-presidente trabalham para virar o resultado do 1º turno.

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