Eleição no Pará: as novas bancadas de Assembleia Legislativa e Câmara Federal

Relação dos eleitos para a Assembleia Legislativa:
1 Chamonzinho,
2 Chicão,
3 Rogério Barra,
4 Cilene Couto,
5 Iran Lima,
6 Erick Monteiro,
7 Adriano Coelho,
8 Igor Normando,
9 Braz,
10 Zeca Pirão,
11 Gustavo Sefer,
12 Fábio Freitas,
13 Paula Titan,
14 Dirceu Ten Caten,
15 Ronie Silva,
16 Luther Rebelo,
17 Martinho Carmona,
18 Carlos Vinicius,
19 Ângelo Ferrari,
20 Antônio Tonheiro,
21 Evaldo Pimenta,
22 Bob Fllay,
23 Diana Belo,
24 Dr. Wanderlan,
25 Delegado Nilton Neves,
26 Ana Cunha,
27 Victor Dias,
28 Andrea Xarão,
29 Wescley Tomaz,
30 Junior Hage,
31 Thiago Araújo,
32 Elias Santiago,
33 Maria do Carmo,
34 Eliezer Faustino,
35 Fábio Figueiras,
36 Josué Paiva,
37 Lívia Duarte,
38 Bordalo,
39 Delegado Toni Cunha,
40 Coronel Neil
41 Torrinho

Eleitos para a Câmara dos Deputados:

Drª Alessandra Haber
Delegado Eder Mauro
Elcione
Priante
Renilce Nicodemos
Júnior Ferrari
Dilvanda Faro
Celso Sabino
Keniston
Joaquim Passarinho
Antonio Doido
Andreia Siqueira
Delegado Caveira
Olival Marques
Airton Faleiro
Henderson Pinto
Raimundo Santos

Mensagem a quem sonha

Por Jorge André Silva – Fequipa

Eleição é um processo ingrato que não escolhe os melhores, mas sim os que estão com maiores condições de enfrentar o processo, seja com a política da genuína articulação popular, seja com a dinheirama que é derramada por quem joga sujo. Hoje vivemos uma pressão ainda mais violenta, porque toda a extrema direita está investindo muito pesado para não perder os espaços que conseguiram. Isso faz com que nossos esforços, que já são dificultados, fiquem ainda mais limitados.

Ainda assim, estivemos em todos os lugares possíveis, fazendo tudo o que estava a nosso alcance e VENCEMOS a máquina do Estado, das fake news, da compra de votos, das intimidações e de diversos outros fatores.

Lula venceu o primeiro turno, estamos na frente com mais de 5 milhões de votos, temos muito mais chances de articular alianças e caminhar com mais força para a vitória final.

NUNCA FOI DIFERENTE DISSO!!!

Em nenhum momento a direita, os exploradores, devastadores, ambiciosos e a eles atrelados estiveram desmotivados, sem recursos ou recuados. Sempre tivemos que ser valentes e fortes. Agora não é diferente em nada. Mas há algo novo: sabemos o gosto da vitória e a estamos vendo muito próxima. Portanto, precisamos ir buscá-la.

A votação que chega na urna é um compromisso final, mas as informações que ficam nas mentes são sementinhas que vão crescer. E crescerão ainda mais se forem regadas e cuidadas.

O processo político não acaba com o fim da eleição. Precisamos que quem foi votad@ seja mais do que ex-candidat@, desça do palanque mas não se recolha, precisamos que vista a camisa de liderança e assuma um posto na batalha.

Mais do que nunca em nossa história necessitamos que lideranças estejam à frente da enorme tropa de pretas e pretos, pobres, humildes, estudantes, mulheres, trabalhadoras e trabalhadores de todas as faixas econômicas, mas especialmente mais carentes. Pois é isso que nos tornará capazes de enfrentar os riscos que estamos correndo e superar as dificuldades que não diminuirão sozinhas.

Por isso, temos que ir buscar as forças que tenham ficado amassadas, juntar seus retalhos e colocá-las de volta no front.

Depende de nós!

A frase do dia

“Bolsonaro teve 50 milhões de votos. JAMAIS ESQUEÇA da grande mídia que dava 23 minutos no JN pros pedalinhos dos netinhos do Lula, passou 15 anos criminalizando o PT e esquerda, e que não deu UM SEGUNDO para os crimes do Bolsonaro revelados nas últimas 3 semanas. JAMAIS esqueça! Bolsonaro teve 50 milhões de votos. JAMAIS ESQUEÇA da grande mídia que dava 23 minutos no JN pros pedalinhos dos netinhos do Lula, passou 15 anos criminalizando o PT e esquerda, e que não deu UM SEGUNDO para os crimes do Bolsonaro revelados nas últimas 3 semanas. JAMAIS esqueça!”.

Thiago Brasil

Lula vence o primeiro turno com 6 milhões de votos à frente de Bolsonaro

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o grande vitorioso do primeiro turno da eleição presidencial, obtendo 57.256.053 (48,43%) votos, mais de seis milhões de votos à frente de Jair Bolsonaro (PL), que recebeu 51.070.977 (43,20%) votos. Em terceiro lugar, ficou Simone Tebet (MDB), com 4.915.268 votos (4,16%). Ciro Gomes (PDT) teve 3.599.191 votos (3,04%) e ficou em quarto lugar. O triunfo não foi suficiente para garantir a eleição de Lula em primeiro turno. Diante disso, os dois mais votados da eleição disputarão um segundo turno, no dia 30 de outubro

Será a primeira vez desde a redemocratização que o segundo turno será disputado por dois concorrentes que já ocuparam o posto. Lula (2003-2010) e Bolsonaro (desde 2019) são pivôs da polarização política que se instaurou no país nos últimos anos, o que deve elevar a temperatura e os ataques nas próximas quatro semanas.

Depois de confirmada a vitória sobre Bolsonaro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrou otimismo sobre o enfrentamento que terá com o atual presidente, cuja votação foi maior do que apontavam as pesquisas de opinião. No primeiro discurso a apoiadores em um hotel no Centro de São Paulo, Lula disse que o segundo turno “é apenas uma prorrogação”, e que “a luta continua, até a vitória final”. O petista tem 48,25% dos votos, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) marca 43,35%.

“Eu disse ontem que toda eleição que disputo tenho vontade de ganhar no primeiro turno. Mas nem sempre é possível. Há uma coisa na minha vida que me motiva, estimula e faz renascer a cada dia. É a crença de que nada acontece por acaso — afirmou Lula. — Sempre acreditei que íamos ganhar as eleições, e queria dizer a vocês que vamos ganhar essas eleições. Isso é apenas uma prorrogação”.

Lula vem apostando em explorar o legado social e econômico de seus dois mandatos e construiu um cenário favorável na reta final do primeiro turno, com a declaração de apoio de políticos e do empresariado — inclusive de ex-críticos à gestão petista. Já Bolsonaro tentou colher frutos do aumento do Auxílio Brasil e da redução no preço dos combustíveis e apostou suas fichas no uso político do Sete de Setembro, quando usou o ato cívico como manifestação à sua candidatura, e nos ataques ao principal rival.

Bem humorado, e bastante rouco, o petista disse que o momento agora é de voltar a fazer campanha e ir às ruas, sem tempo para descanso.

“Começo amanhã a fazer a campanha. Eu tinha pensado, se ganhasse no primeiro turno, tirar três dias de descanso, fazer uma pequena lua de mel. Mas vai ter que esperar para o dia 30 de outubro”, brincou. “Quem sabe para desgraça de alguns, eu tenho mais 30 dias pra fazer campanha. Adoro fazer campanha, fazer comício, subir em caminhão, discutir com a sociedade brasileira, e vai ser importante, será a primeira chance da gente fazer um debate tête-a-tête com o presidente da República e saber se ele vai parar de dizer mentiras. É uma segunda chance que o povo brasileiro me dá”, afirmou Lula.

Segundo o ex-presidente, para avaliar a situação atual, é necessário lembrar da situação de quatro anos atrás, quando estava preso e foi impedido de concorrer.

“Para avaliar bem o que está acontecendo hoje temos que lembrar o que estava acontecendo há quatro anos. Há quatro anos, eu era tido como se fosse um ser humano jogado fora da política. Aí eu disse que retornaríamos com mais força, com mais vontade, mais disposição, porque a única razão de a gente parar de lutar é o dia que o povo brasileiro tiver centenas de lideranças que façam com que ele conquiste o que precisa para melhorar de vida. E vocês sabem que nosso país está pior. E que precisamos recuperar o país, inclusive do ponto de vista de suas relações internacionais”, disse Lula.

É a sexta vez que Lula concorre à Presidência. Em 1989, na primeira eleição direta do país após a redemocratização, o ex-metalúrgico foi derrotado por Fernando Collor (PRN) no segundo turno por uma diferença de pouco mais de 4 milhões de votos (53% a 47%). Nos dois pleitos seguintes — primeiro com Aloizio Mercadante (hoje seu coordenador de plano de governo) e depois com Leonel Brizola (PDT) como vice —, foi superado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em primeiro turno. A primeira vitória veio em 2002, superando José Serra (PSDB), seguida de reeleição contra o então tucano Geraldo Alckmin, hoje vice na sua chapa.

TEBET SINALIZA APOIO

Simone, em discurso ao lado da vice, Mara Gabrilli, do PSDB, disse que sua decisão já está tomada e que vai se pronunciar em breve, até 48 horas. Pediu para que a cúpula dos partidos aliados acelerem a decisão e façam o mesmo.

“Acelere a decisão do Cidadania, peço ao MDB que faça o mesmo, e ao PSDB e Podemos. Só não esperem de mim, eu que tenho uma trajetória de vida e de luta pelo país, este país que tanto precisa de nós, não esperem de mim omissão. Tomem logo a decisão, porque a minha já está tomada. Eu tenho lado e vou me pronunciar no momento certo. Só espero que vocês entendam que este não é qualquer momento no Brasil, é importante que a gente durma e olhe o resultado da urna em cada estado. Em cada voto que o cidadão deu. É momento de decisão e ação. Eu vou estar sempre ao lado do povo brasileiro”, afirmou.

O apoio de Ciro e Tebet pode decidir a eleição no segundo turno, na hora de influenciar os eleitores no voto.

Abatido, Ciro reconhece a derrota e sinaliza apoio a Lula

Em declaração na noite deste domingo (2), após confirmação de um segundo turno entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) na disputa presidencial, Ciro Gomes (PDT) afirmou que está “profundamente preocupado com o que estou assistindo acontecer no Brasil” e pediu algumas horas para definir “o melhor equilíbrio para bem servir a nação brasileira”, em sinalização a um potencial apoio ao petista.

“Quero dizer a vocês que estou profundamente preocupado com o que estou assistindo acontecer no Brasil. Como vocês sabem eu vou inteirar 65 anos de vida e eu nunca vi uma situação tão complexa, tão desafiadora, tão potencialmente ameaçadora sobre nossa sorte como nação”, disse Ciro.

Em seguida, ele disse que irá consultar amigos e o partido, PDT, para definir a posição. Boa parte do PDT já havia desembarcado da candidatura de Ciro para apoiar Lula e a tendência da direção da legenda, comandada por Carlos Lupi, é declarar apoio ao petista. “Eu peço a vocês que me deem mais algumas horas para conversar com meus amigos, com meu partido, para que a gente possa achar o melhor caminho, o melhor equilíbrio para bem servir a nação brasileira”.

A frase do dia

“Pensando bem, que sorte da porra ter esse pernambucano, nordestino, operário da linha de montagem do ABC Paulista (ufa, vixe) pra enfrentar a extrema-direita; não fosse Lula estaríamos debaixo do coturno fascista sem direito a um tiquinho d sonho. No entanto, respiramos, bora vencer!”.

Xico Sá, escritor e jornalista