Datafolha: Lula tem 50% dos votos válidos e pode se eleger no 1º turno

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (29), contratada pela Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, mostra a corrida presidencial em votos válidos. Veja o resultado:

Lula (PT): 50% (50% no levantamento anterior, em 22 de setembro)
Jair Bolsonaro (PL): 36% (35% na pesquisa anterior)
Ciro Gomes (PDT): 6% (7% na pesquisa anterior)
Simone Tebet (MDB): 5% (5% na pesquisa anterior)
Soraya Thronicke (União Brasil): 1% (2% na pesquisa anterior)

Diante desse quadro, não é possível afirmar se a eleição será decidida no primeiro turno, segundo o Datafolha. Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

A pesquisa ouviu 6.800 pessoas em 332 municípios entre os dias 27 e 29 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-09479/2022.

Pesquisa estimulada:

  • Lula (PT): 48% (47% no Datafolha anterior, de 15 de setembro)
  • Jair Bolsonaro (PL): 34% (33% na pesquisa anterior)
  • Ciro Gomes (PDT): 6% (7% na pesquisa anterior)
  • Simone Tebet (MDB): 5 (5% na pesquisa anterior)
  • Soraya Thronicke (União Brasil): 1% (1% na pesquisa anterior)
  • Felipe d’Avila (NOVO): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Sofia Manzano (PCB):0% (0% na pesquisa anterior)
  • Vera (PSTU): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Léo Péricles (UP): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Constituinte Eymael (DC): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Padre Kelmon (PTB): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Em branco/nulo/nenhum: 3% (4% na pesquisa anterior)
  • Não sabe: 2% (2% na pesquisa anterior)

2º turno

O Datafolha simulou o cenário de um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro. Não foram pesquisados outros cenários. Lula segue à frente.

  • Lula (PT): 54% (54% na pesquisa de 22 de setembro)
  • Bolsonaro (PL): 39% (38% na pesquisa anterior)

Índice de rejeição:

  • Bolsonaro: 52% (52% na pesquisa anterior)
  • Lula: 39% (39% na pesquisa anterior)
  • Ciro: 24% (24% na pesquisa anterior)
  • Tebet: 15% (15% na pesquisa anterior)

Torcida mostra força do Paysandu nas redes sociais e clube ganha quase 13 mil fãs em um mês

Fonte: Pixabay

O Paysandu não faz a Série C que a torcida sonhava, sobretudo no Grupo C do quadrangular. No entanto, isso não impede que os torcedores mostrem todo o amor pela equipe, inclusive no mundo digital. Alguns números recentes do Ibope Repucom mostram um crescimento de quase 13 mil fãs digitais nas redes sociais do Papão, entre os meses de agosto e de setembro. Isso consolidou o time como o 23º mais popular do Brasil. Um número importante, pois é no online que estão alguns dos melhores investimentos no futebol nacional.
Esses números foram divulgados no meio de setembro, e consideram as redes sociais mais populares do Brasil. O Paysandu aparece com mais de 1 milhão e 200 mil torcedores online, um acréscimo de quase 13 mil fãs em apenas um mês, mesmo na Série C. Ou seja, mesmo que o futebol ainda mostra alguns problemas, estamos vendo que na internet a torcida é tão fiel quanto na arquibancada. O Remo aparece logo abaixo, com uma desvantagem de 30 mil torcedores.
A esperança é que esses números mostram um futuro promissor para o time também em campo, pois redes sociais populares costumam atrair empresas. É algo novo que não existia no passado, mas que na era das tecnologias está ganhando espaço. No Instagram, por exemplo, onde o Papão possui 446 mil seguidores, é possível encontrar diversas campanhas de empresas. Os clubes com milhões de seguidores, como Flamengo e Corinthians, sabem aproveitar isso.
O Paysandu precisa usar esses números também para crescer, pois só assim pode montar um elenco promissor com hipóteses de um dia voltar para a Série A do Campeonato Brasileiro. Não é uma missão fácil, porém só é possível com apoio financeiro. Uma presença forte no Facebook, no Twitter e até mesmo no TikTok podem garantir isso.
Entretanto, para fazer isso, será preciso criar conteúdos e levar a sério esse mundo digital.

Mercado digital em alta
Se olharmos para alguns dados, vamos perceber que o investimento de empresas digitais só cresce no futebol brasileiro. A maior prova disso é que 100% das equipes da Série A do Brasileirão possuem algum site de apostas como patrocinador. É um entretenimento em alta no momento, e as equipes sabem que são populares na internet. O Flamengo conta com pouco mais de 49 milhões de seguidores, e todos com potencial de consumo para isso.
As plataformas e as empresas digitais também ganham com isso, pois conseguem anunciar para um público específico. Alguns dos melhores sites de apostas de slots a dinheiro real, segundo a lista da Vegasslotsonline, oferecem uma variedade de jogos, bônus e ofertas exclusivas para os jogadores. No entanto, sites como o LeoVegas e o Amuletobet Casino ainda precisam de maior exposição para chegar nos potenciais jogadores. O futebol pode ser o caminho mais inteligente para isso.
Como falamos antes, vários sites de apostas estão fazendo isso, e o resultado só pode ser positivo. O Atlético Mineiro, o Flamengo e o Palmeiras são equipes que possuem acordos longos. Talvez, o Paysandu possa aproveitar a boa quantidade de seguidores online para entrar neste universo, e assim conquistar mais recursos para montar uma equipe de alto nível. É tudo uma questão de estudo e avaliação para cuidar dos torcedores.

Mais próximo da arquibancada
Além do potencial financeiro, a força nas redes sociais também pode aproximar o Paysandu dos torcedores. Essas mídias são mais íntimas, com fotos e vídeos dos bastidores, fazendo com que a torcida tenha uma ideia melhor de como está o clube fora dos gramados. Um contato interessante que pode fazer bem, pois os clubes estão nesta tendência, tanto no Brasil como no resto do mundo.
O Real Madrid, o Barcelona e o Manchester United são grandes referências no assunto, assim como as equipes brasileiras. Em agosto deste ano, o Corinthians conseguiu conquistar mais de 1 milhão de seguidores em apenas 30 dias. Um número incrível que só foi possível com investimento em conteúdo, e um foco para aproximar os torcedores. Os vídeos nos bastidores e entrevistas com jogadores foram as principais ferramentas.

Esses números divulgados do Paysandu são interessantes, e mostram todo o potencial que a torcida do Pará possui. São torcedores fiéis, mesmo com a equipe não conseguindo resultados excelentes. Afinal, acompanhar uma equipe na Série C é mais difícil que ver os jogos no Brasileirão. Ou seja, estamos falando de um grande potencial que existe ao misturar redes sociais e paixão pelo Papão.

Foto: Pixabay

Senado dos EUA aprova recomendação de rompimento com o Brasil em caso de golpe

Medida não tem precedentes nas últimas décadas e expressa preocupação dos americanos com a saúde da democracia e as eleições do próximo domingo

O Senado dos Estados Unidos aprovou por unanimidade, na noite desta quinta-feira (28/9), uma resolução apresentada pelo senador Bernie Sanders e outros cinco senadores democratas para defender a democracia no Brasil. Em sua defesa da medida, no plenário do Senado, Sanders afirmou que o texto não era favorável a qualquer candidato e sim favorável ao rompimento de relações e assistência militar entre países em caso de um golpe.

“Não estamos tomando lado na eleição brasileira, o que estamos fazendo é expressar o consenso do Senado de que o governo dos EUA deve deixar inequivocamente claro que a continuidade da relação entre Brasil e EUA depende do compromisso do governo do Brasil com democracia e direitos humanos.”

“O governo Biden deve deixar claro que os Estados Unidos não apoiam nenhum governo que chegue ao poder ao Brasil por meios não democráticos e assegurar que a assistência militar é condicional à democracia e transição pacífica de poder”, afirmou Sanders.

A medida não contava com apoio declarado de nenhum republicano, mas, pelas regras da Câmara Alta, se nenhum senador objeta a um texto de resolução, ele é aprovado por unanimidade na casa.

A aprovação acontece a apenas 4 dias da eleição presidencial no Brasil e após repetidas acusações, sem provas, do presidente Jair Bolsonaro (PL) de que o sistema eleitoral brasileiro não é seguro e de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é “parcial”. De acordo com as pesquisas eleitorais, Bolsonaro, que tenta a reeleição, está atualmente atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“É imperativo que o Senado dos EUA deixe claro por meio desta resolução que apoiamos a democracia no Brasil”, disse Sanders. “Seria inaceitável que os EUA reconhecessem um governo que chegou ao poder de forma não democrática e enviaria uma mensagem horrível para o mundo inteiro. É importante que o povo brasileiro saiba que estamos do lado deles, do lado da democracia. Com a aprovação desta resolução, estamos enviando essa mensagem.”

Na segunda-feira (26/9), o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, disse à BBC News Brasil que “como parceiro democrático, os EUA acompanharão as eleições de outubro com grande interesse”. “Esperamos que as eleições sejam conduzidas de maneira livre, justa e confiável, uma prova da força duradoura da democracia brasileira”, acrescentou.

Na terça, apenas seis dias antes de os brasileiros irem às urnas, a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, afirmou em coletiva de imprensa que os americanos “monitorariam” a eleição no domingo e expressou preocupação com a escalada de violência política nas ruas. “Os EUA condenam a violência e pedem que os brasileiros façam suas vozes serem ouvidas de maneira pacífica”, afirmou Jean-Pierre.

Para a cientista política e ex-assessora legislativa no Congresso dos EUA, Beatriz Rey, o movimento é “mais um endosso político para as ações que tanto a Casa Branca quanto o Departamento de Estado já vem tomando”. A expectativa é que os EUA reconheçam o resultado da urna o mais rapidamente possível após o anúncio do vencedor pelo TSE, no próximo domingo ou no dia 30 de outubro, em caso de segundo turno. (Da BBC News)

Rock na madrugada – INXS, “Never Tear Us Apart”

Grande sucesso do grupo de rock australiano INXS, “Never Tear Us Apart” foi lançado como single em agosto de 1988. Foi incluído no 6º álbum de estúdio da banda, Kick. A música foi escrita pelo tecladista Andrew Farriss, que gravou uma demo blueseira, e a letra é do cantor Michael Hutchence. Never Tear Us Apart virou na versão final uma balada em ritmo de valsa vienense moderna, coberta com sintetizadores e contendo pausas dramáticas antes dos intervalos instrumentais, por orientação do produtor Chris Thomas. O solo de saxofone que fecha a canção é de Kirk Pengilly.

Peça do plano golpista de Bolsonaro, relatório do PL questiona votação eletrônica e afronta o TSE

A quatro dias da eleição, o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, divulgou nesta quarta-feira um relatório que contesta a segurança do sistema eleitoral do país. O documento de duas páginas foi preparado no momento em que o presidente elevou o tom das críticas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e tem reforçado questionamentos, sem qualquer prova, sobre as urnas eletrônicas. Bolsonaro tem indicado que, caso não vença, deve contestar o resultado da votação.

Chamado de “Resultados da Auditoria de Conformidade do PL”, o parecer afirma haver um “quadro de atraso” no TSE em relação a “medidas de segurança da informação”, o que geraria “vulnerabilidades relevantes”. Segundo o documento, essas falhas podem “resultar em invasão interna ou externa nos sistemas eleitorais, com grave impacto nos resultados das eleições de outubro”.

O TSE rebateu as informações e foi incisivo em classificar as conclusões do documento como “falsas e mentirosas, sem nenhum amparo na realidade”. A Corte ainda afirmou que o parecer traz “informações fraudulentas e atentatórias ao Estado Democrático de Direito” e tem o objetivo de “tumultuar o curso natural do processo eleitoral”.

No fim, o texto informa que o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, determinou a “apuração de responsabilidade criminal dos idealizadores” do documento e a “instauração de procedimento administrativo” contra o PL e seus dirigentes em “um eventual desvio de finalidade na utilização de recursos do fundo partidário”.

Antes, a Justiça Eleitoral já vinha descartado a possibilidade de invasões, argumentando que as urnas eletrônicas não são ligadas à internet, tampouco são conectadas entre si, o que impossibilita qualquer intrusão interna por um hacker, por exemplo. A Corte ainda realizou uma série de testes de segurança nos últimos meses, inclusive com a participação de representantes do próprio PL, e nenhuma falha grave foi encontrada.

O documento do PL foi produzido pela equipe do Instituto Voto Legal (IVL) comandada pelo engenheiro Carlos Rocha, que foi contratado pelo partido para fiscalizar a votação. O parecer foi divulgado hoje pelo vice-presidente da sigla, deputado Capitão Augusto (SP).

Segundo a assessoria de imprensa do PL, Carlos Rocha foi credenciado pelo partido para fiscalizar as apurações das urnas eletrônicas. Em junho, o partido, no entanto, desistiu do credenciamento do instituto que ele preside junto ao TSE.

Horas antes da divulgação do documento, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, esteve no TSE reunido com o presidente da Corte, Alexandre de Moraes. Após visitar a sala onde é feita a totalização de votos das eleições — já chamada de “sala secreta” por Bolsonaro —, o cacique do partido do presidente admitiu que não há nada secreto no local.

“Não tem mais. Agora é aberta”.

A interlocutores, Valdemar já afirmou que o partido não encampa o discurso de teor golpista de Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas e que a sigla aceitará o resultado das eleições seja ele qual for. No documento divulgado hoje, no entanto, o partido acusa um “grupo restrito do TSE” de “controlar todo o código fonte dos programas da urna eletrônica e dos sistemas eleitorais”. “Isto cria nas mãos de alguns técnicos um poder absoluto de manipular resultados da eleição, sem deixar rastro”, acrescenta o texto.

A divulgação do relatório também ocorre num momento em que o presidente, que tenta à reeleição, aparece em desvantagem nas pesquisas eleitorais para o adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao GLOBO, Carlos Rocha explicou que o documento é um resumo do relatório de 130 páginas, que foram enviadas ao TSE no dia 19 de setembro. Ele afirma que o objetivo da auditoria é “colaborar de forma construtiva com a Justiça Eleitoral”.

MORAES PEDE APURAÇÃO SOBRE AUTORIA DO RELATÓRIO

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, afirmou que as conclusões do parecer divulgado pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, que questiona a segurança das urnas eletrônicas, são “falsas e mentirosas” e pediu a apuração da responsabilidade criminal de seus idealizadores.

Em nota publicada no início da noite desta quarta-feira, o TSE afirma que Moraes também determinou o envio do documento produzido pelo PL à Corregedoria Geral Eleitoral “para instauração de procedimento administrativo e apuração de responsabilidade do Partido Liberal e seus dirigentes, em eventual desvio de finalidade na utilização de recursos do fundo partidário”.

Segundo a resposta da Corte, “as conclusões do documento intitulado ‘resultados da auditoria de conformidade do PL no TSE’ são falsas e mentirosas, sem nenhum amparo na realidade, reunindo informações fraudulentas e atentatórias ao Estado Democrático de Direito e ao Poder Judiciário, em especial a Justiça Eleitoral, em clara tentativa de embaraçar e tumultuar o curso natural do processo eleitoral”.

(Transcrito de O Globo)