PSC confirma Márcio Fernandes no comando para a Copa Verde

A diretoria do PSC confirmou hoje que o técnico Márcio Fernandes segue no comando da equipe de futebol para a disputa da Copa Verde, após acerto oficializado entre as partes. A estreia do Papão no torneio está programada para 29 de outubro. Havia dúvida sobre a permanência de Márcio após o insucesso do clube na Série C.

Ele está no Papão desde 3 de dezembro do ano passado. Em 41 partidas na temporada 2022, obteve 21 vitórias, nove empates e 11 derrotas, entre Parazão, Copa do Brasil e Brasileiro da Série C, com aproveitamento total de aproximadamente 60%. O time marcou 65 gols e sofreu 41. Apesar do bom índice técnico, o técnico não conquistou o título estadual e o acesso à Série B, metas prioritárias do clube neste ano.

No acerto com o Papão, ficou acertada também a permanência do auxiliar-técnico Márcio Fernandes Júnior (filho do treinador) e do preparador físico Jayme Ferreira.

Requerimentos de pesar e comenda aos heróis do naufrágio são apresentados na Câmara de Belém

A vereadora Lívia Duarte (PSOL) protocolou na Câmara Municipal de Belém requerimentos, projeto e decreto referentes ao naufrágio da embarcação vinda do Marajó, Dona Lourdes II, próximo à Cotijuba, na quinta-feira, 8, que deixou pelo menos 22 mortos. Entre as proposições estão votos de pesar pelas vítimas; a realização de audiência pública sobre as condições do transporte aquaviário; votos de aplausos às pessoas que resgataram os náufragos, diminuindo as consequências da tragédia; e a criação do diploma de mérito “Heróis das Águas”.

“Esse naufrágio não tem nada de acidente. É uma tragédia anunciada. Não é de hoje que a população relata casos de embarcações à deriva por pane, fogo no motor e superlotação”, observa Lívia no pedido de votos de profundo pesar pelo falecimento dos 22 passageiros. Já são 13 mulheres, 5 homens, 3 crianças e 1 pessoa não identificada. As autoridades de Segurança Pública continuam as buscas por mais possíveis vítimas.

Lívia Duarte também formalizou o pedido de votos de solidariedade às famílias enlutadas pela perda de entes queridos, bem como aos 65 sobreviventes identificados e àqueles que continuam desaparecidos, bem como aos participantes da manifestação “Marajó pede socorro” e “a todos que perderam alguém por uma tragédia que poderia ter sido evitada”, finaliza o requerimento.

No requerimento para a realização da audiência pública, Lívia menciona “relatos constantes de embarcações superlotadas e que dão pane e viagens regulares suspensas. Com esses problemas, muitas vezes as pessoas recorrem a barcos clandestinos para conseguir chegar ao destino, apesar da situação precária, como ocorreu no último dia 8 de setembro”, conclui.

Deverão ser convidados para a audiência os órgãos responsáveis pela legalização das embarcações e fiscalização aquaviária em Belém e no Pará, bem como sobreviventes, familiares de vítimas e pessoas e órgãos envolvidos no socorro aos passageiros. A data ainda será marcada.

Reconhecimento
Sobre os homens que resgataram grande parte das vítimas do naufrágio – José Cardoso Lemos (Zezinho) e sua família, Cláudio Roberto Costa Barata, Jassé da Silva Coutinho e Joás da Silva Coutinho -, Lívia Duarte direciona três requerimentos. O primeiro deles é de votos de aplausos pelo ato de bravura. “É dever desta Casa reconhecer o ato heroico dessas pessoas além de prestar agradecimento e respeito pelos seus esforços e trabalho duro para ajudar as vítimas”, justifica.

Na esteira do reconhecimento aos “serviços inestimáveis” prestados ao município, Lívia formalizou o Projeto de Resolução que institui na Câmara Municipal de Belém o Diploma de Mérito “Herói das Águas”, que será destacado a quem praticar atos de bravura nas águas de Belém. E, ainda, a psolista já formalizou o decreto legislativo para que essa comenda, assim que for aprovada na Câmara, seja concedida a Zezinho, Cláudio, Jassé e Joás.

Lívia também enviou ofício aos 41 deputados e deputadas estaduais pedindo informações sobre as diligências tomadas sobre o naufrágio e o funcionamento do porto Camará, de onde partiu o barco Dona Lourdes II. (Foto: Roberta Brandão)

Contagem regressiva

Em cinco dias iremos às urnas, e diremos não ao neofascismo bolsonarista. Se depender de você e de mim, certamente nosso país jamais será fascista. Mesmo aos trancos e barrancos, vamos seguir construindo uma sólida democracia e um avançado Estado de direito que tenha lugar para todos: indígenas e negros, evangélicos e católicos, ateus e umbandistas, mulheres e LGBTQIA+, pobres e imigrantes. Que venha 2 de outubro! Já escuto o canto da vitória do amor sobre o ódio e da liberdade sobre a servidão. Será um grande dia para todos nós!

[Iran de Souza, professor e jornalista]

Parceria entre Hospital Ophir Loyola e Polícia Científica aumenta doações de córneas no Pará

Mais de 100 córneas já foram captadas desde abril de 2022, ajudando a devolver a visão a pessoas que esperavam na fila de transplantes

Após a queda durante a pandemia de Covid-19, o número de doações de córneas voltou a crescer no Pará. O resultado é fruto da parceria entre o Banco de Tecido Ocular do Hospital Ophir Loyola e o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), da Polícia Científica do Pará (PCEPA). A cooperação técnica foi retomada em abril deste ano, e já foram captadas 102 córneas até o momento. Uma parceria estratégica, que busca ampliar o número de transplantes realizados no Estado e zerar a fila de espera.

Os resultados, referentes ao período de abril a setembro de 2022, foram apresentados nesta segunda-feira (26), no auditório do Imol. A programação reuniu as equipes de ambas as instituições e pacientes, a fim de agradecer a todos os envolvidos no processo de captação de doadores. Responsável técnico pelo Banco de Tecido Ocular do HOL, o oftalmologista Allan Costa ressalta a importância de se estabelecer uma cultura de doação, para combater a falta de informação e, consequentemente, a fila de espera, que tem mais de 1.200 pessoas aguardando por uma córnea.

“Estamos trabalhando para qualificar equipes e quebrar tabus, como convicções religiosas ou receio da deformidade do rosto do cadáver. É necessário envolver toda a sociedade nesta questão de saúde pública. Precisamos atingir as famílias, e mostrar que muitas pessoas precisam desse ato de solidariedade. Os tecidos oculares são retirados com técnicas cirúrgicas que não deixam vestígios, e são devidamente reconstituídos. A aparência do doador não é modificada, e o corpo pode ser velado normalmente”, informa o médico Alan Costa.

Com o objetivo de mudar a realidade paraense, as equipes da Central Estadual de Transplante, Banco de Tecidos Oculares e Imol estiveram em agosto no Ceará, estado que possuía uma fila extensa de pacientes aguardando por córnea, mas conseguiu mudar esse cenário e hoje é um dos que mais realizam transplantes no Brasil. “Buscamos qualificar as nossas equipes com esse case de sucesso em nosso País, trazer essa expertise e colocar em prática aqui, reforçando a parceria com o Instituto Médico Legal, a exemplo dos Bancos de Tecidos Oculares de lá. E já começamos colher os frutos dos nossos esforços”, destaca.

O diretor do Imol, Hinton Cardoso Júnior, também garante que há condições de reproduzir essa parceria com sucesso. “Somos uma fonte de captação de tecidos oculares e, após o desenvolvimento de algumas ações, conseguimos aumentar o número de córneas para transplante após a queda ocasionada pela pandemia. Em abril, retornamos com a cooperação técnica, treinamos no Ceará e já conseguimos acelerar nossas captações. Isso é importante para que possamos vislumbrar também, futuramente, a fila zero no Pará”, informa.

Riscos à visão – A córnea é um tecido fino e transparente semelhante ao vidro de um relógio, localizado na superfície do olho. Quando a transparência dessa estrutura é afetada por doenças como ceratocone, distrofia de Fuchs, lesões, infecções, queimaduras ou substâncias químicas, a visão pode ser reduzida ou totalmente perdida. O transplante é indicado para restabelecer essa transparência. Os casos extremos ocorrem com crianças após sofrerem acidentes e em idosos que perdem a visão por uma determinada enfermidade que, geralmente, acomete os dois olhos.

A agente administrativa da PCEPA, Leiliane Pinheiro, 36 anos, perdeu a córnea após usar uma lente de contato fora da validade, em 2010. Um dia foi retirar a lente e começou a sentir dor, que se estendeu por sete dias. Em 24 horas perdeu totalmente a visão do lado direito. A córnea estava muito machucada. Foi diagnosticada com uma bactéria irreversível e encaminhada ao Hospital Ophir Loyola, onde foi submetida ao transplante.

“Além de perfurar a córnea, a bactéria poderia migrar para o cérebro. Um tecido chegou a tempo de fazer a cirurgia e, com 15 dias após a retirada do tampão, eu já estava enxergando. Estou há 12 anos com essa córnea, e consigo levar uma vida normal. Se não fosse a doação de alguém, não sei como seria a minha vida. Hoje, a córnea está fraca, e provavelmente terei de passar pelo transplante novamente. Mas não tem uma noite que eu não agradeça a Deus, porque eu renasci”, conta.

Quem pode doar córnea – A doação pode ser realizada por qualquer pessoa que for a óbito, de 2 até 70 anos. Há critérios específicos de exclusão, como pacientes portadores de HIV e dos vírus causadores de Covid-19 e hepatites B e C. Os tecidos oculares podem ser retirados até seis horas após o óbito. Preservadas, as córneas têm até 14 dias para serem implantadas em um receptor. Para fazer a doação, a família pode entrar em contato com Banco de Olhos pelos fones (91) 3265-6759 e (91) 98886-8159 ou com a Central Estadual de Transplantes (91) 97400-6456.

Rock na madrugada – Led Zeppelin, “Immigrant Song”

Vídeo oficial de “Immigrant Song”. O visual e a trilha sonora ao vivo são uma mistura digitalizada de duas apresentações separadas: as imagens são de um show da banda no Sydney Showground, na Austrália, em fevereiro de 1972; a música é de um show na Long Beach Arena, em Los Angeles, no verão de 1972.