Vitória empata com o PSC e faz a festa do acesso dentro da Curuzu

O jogo foi confuso, amarrado à marcação e de poucas chances. No primeiro tempo, apenas duas boas chances (Mikael e Dioguinho) para o PSC. Na etapa final, o panorama mudou. O Vitória tentou sair um pouco mais, apesar de muito preso à ideia de segurar um empate que lhe garantia o acesso. O Papão também passou a arriscar mais, principalmente com investidas de Dioguinho e Danrlei.

De tanto insistir, o PSC conseguiu marcar através de Genilson, desviando de cabeça uma cobrança de escanteio. A vantagem, porém, durou pouco. Em jogada rápida pelo lado direito do ataque, a bola foi cruzada para a área e acabou rebatida. Dionísio recebeu na intermediária e disparou um chute forte, que desviou no zagueiro Naylhor e enganou o goleiro Tiago Coelho.

O PSC insistiu em busca da vitória e chegou a marcar o segundo gol, mas Genilson estava impedido. O empate final garantiu a festa baiana na Curuzu. Com quatro pontos, o PSC terminou na lanterna do Grupo C do quadrangular do Brasileiro.

MPF apura denúncia de ataque de pistoleiros contra indígenas; empresa nega ligação com o caso

O Ministério Público Federal (MPF) anunciou que a instituição vai apurar as circunstâncias em que ocorreu o episódio divulgado nas redes sociais e na imprensa como um ataque de pistoleiros que deixou três indígenas mortos e um ferido neste sábado (24), na região do limite dos municípios de Acará e Tomé-Açu, no nordeste do Pará.

Moradores atribuem o crime a seguranças de uma empresa exploradora de dendê que está envolvida em disputas de terras na região. Uma outra testemunha afirmou que as vítimas são do movimento de indígenas, quilombolas e ribeirinhos e que os criminosos “chegaram para matar”, noticiou o site.

O ataque atingiu indígenas da Comunidade Braço Grande, da etnia Turiwara de Tomé-Açu. A emboscada aconteceu no Km 1 da estrada para o Acará, próximo a Vila Socorro. Os seguranças armados chegaram num carro vermelho com quatro pessoas fardadas e foram logo atirando em direção às pessoas.

Há suspeita de serem agentes de segurança da empresa Brasil BioFuels BBF que desenvolve duas atividades agroindustriais na Vale do Acará e no Baixo Tocantins, na região do nordeste do Pará. O IML fez a remoção de um corpo e vários feridos ainda estão sendo socorridos.

O indígena Adernilson, ferido a bala, foi transportado para o Hospital Metropolitano. Há policiais na área, mas o clima é de muita tensão e circulam rumores de que alguns militares estariam a serviço da BBF.

EMPRESA NEGA LIGAÇÃO COM O OCORRIDO

Em nota enviada ao blog, a assessoria de comunicação da empresa BBF nega ligação com o episódio e informa que acionará a Justiça contra caluniadores:

“A BBF lamenta os atos de violência noticiados e esclarece de forma veemente que não tem nenhuma ligação com o ocorrido. No veículo alvejado, segundo consta, a Polícia encontrou grande soma em dinheiro e arma de fogo. Um dos alvejados é criminoso e possui diversas rixas com gangues locais e com outras comunidades, sendo recentemente preso com munições de arma de fogo.

A empresa reforça que entrará com medidas judiciais contra Parate Tembé, que vem tentando associar de forma caluniosa o nome da BBF a esses fatos trágicos ocorridos nesta manhã, objetivando ações de terrorismo e vandalismo contra a empresa e seus funcionários.

Por fim, a BBF esclarece que não possui em sua frota veículos de cor vermelha, conforme mencionado”.

Eles poderiam estar vivos

“Eles Poderiam Estar Vivos” é um documentário independente, dirigido e produzido pelos irmãos Gabriel e Lucas Mesquita. O filme traz depoimentos de pessoas que perderam familiares e amigos durante a pandemia da Covid-19 e entrevistas de profissionais da área da saúde como médicos, epidemiologistas e pesquisadores, que relatam o desespero vivido dentro dos centros de saúde e questionam as condutas (não) tomadas pelo governo para evitar tantas mortes de brasileiros.

O longa tem como objetivo mostrar como a estratégia do governo durante a pandemia e o negacionismo perante a vacina, propagado pelo próprio Jair Bolsonaro, são responsáveis por pelo menos metade das mais de 680 mil mortes que aconteceram no Brasil desde 2020 pela infecção por novo coronavirus.

Um candidato desesperado e à beira de um ataque de nervos

Por Ricardo Noblat, no Metrópoles

Bolsonaro é um candidato desesperado e à beira de um ataque de nervos, mas Ciro Gomes (PDT) também. Cada um com suas razões. A diferença está nas consequências do desespero de ambos. Um presidente no exercício do cargo que insiste em dizer que só aceitará os resultados das eleições se elas tiverem sido limpas e justas sugere que tentará ignorá-las, se derrotado. É muito grave.

Cabe à Justiça e a mais ninguém concluir se as eleições foram limpas e justas. Os militares acham que cabe igualmente a eles, e a mando de Bolsonaro irão fiscalizá-las. E quem os fiscaliza?

O medo de Ciro não é de perder a Presidência pela quarta vez, ele sabe que perderá. Esperneia na maca porque corre o risco de chegar desidratado no próximo dia 2. Seria uma humilhação.

Em 1998, ele teve 10,97% dos votos. Quatro anos depois, 11,97%. Em 2018, 12,47%. O que mais o assombra é o que aconteceu com Marina Silva, que em 2014 teve 21,32% dos votos, e em 2018, 1%.

Ciro e Bolsonaro culpam Lula por suas dificuldades. Lula é culpado de a Justiça ter anulado suas condenações e seus processos. Lula é culpado por Bolsonaro ter sido um péssimo presidente.

Lula também é culpado de Ciro não ter conseguido atrair o apoio de um único partido além do seu, de não dispor de palanques nos estados, e de até no Ceará, onde se criou, estar em terceiro lugar.

Que ironia! Pelo menos no Ceará, Ciro poderia ter contado com um palanque para chamar de seu, e com o apoio sabe de quem? Do PT. Ali, há mais de 10 anos, ele e o PT eram aliados. Não são mais.

Desta vez, Ciro quis ter um candidato ao governo para chamar de seu, exclusivamente seu, e conseguiu. Com isso, rachou sua própria família. E seu candidato é o terceiro colocado.

Quem pariu Ciro que o embale. O historiador Lira Neto, autor de uma magnífica biografia de Getúlio Vargas, não pariu Ciro, mas o conhece muito bem por ser cearense. Lira escreve:

“Ciro reúne, em si, representação mais atrasada do patriarcado latifundiário cearense, do qual é originário, confeitado por verniz moderno, urbano, que nunca perdeu conexões com o poder de mando. Recente conversão ao discurso moralista, direitista, merece investigação acadêmica”.

É controverso dizer que a conversão de Ciro ao discurso direitista é recente. Ele nasceu para a política nas franjas da Arena, partido que sustentou a ditadura militar de 64.

Lembro-me de que no fim dos anos 1990 falou-se muito de uma foto em que Ciro supostamente carregava nos ombros o ex-ministro César Cals, das Minas e Energia. Nunca a vi. Não sei se existia.

Ciro diz-se vítima da campanha de Lula pelo voto útil. Onde está escrito que o apelo ao voto útil é ilegal ou imoral? Em 2018, contra Fernando Haddad (PT), Ciro defendeu o voto útil para si.

Ele está à beira de um ataque de nervos, sim, o que no seu caso não é incomum. A internet está prenha de vídeos em que Ciro perde a calma e parte para a agressão a pretexto de qualquer coisa.

Gaba-se de não levar desaforo para casa, de não se deixar intimidar, e de intimidar os outros. Já chamou eleitor de burro, e já ofendeu a própria mulher.

Mas há cálculo político na maneira como ele tem se comportado nas últimas semanas. Ciro aspira ocupar o espaço de Bolsonaro contra Lula em 2026. É a sexta vez que Lula disputa a Presidência.

Por que ele, Ciro, não pode disputá-la cinco vezes ou mais? No Chile, o socialista refinado Salvador Allende só se elegeu presidente na quarta vez, e acabou derrubado por um golpe.

Como é o acordo entre o Grupo City e o Bahia que vai gerar R$ 1 bilhão em investimentos

Por Rodrigo Mattos

Em reunião nesta sexta-feira, o Bahia detalhou a proposta do City para compra da SAF do clube com investimento previsto de R$ 1 bilhão. Foram condições negociadas por um ano em conjunto para construir um acordo entre as partes. Cabe agora ao sócio do clube decidir se aceita os termos. A apresentação das principais informação foi feita pelo presidente do Bahia, Guilherme Bellintani. Em sua fala, ele deixou claro que o Bahia foi um dos clubes que negociou com o Grupo City, entre outros do Brasil. Foi a negociação que avançou e, se aprovado, será o único clube do grupo no Brasil.

“Investimento de R$ 1 bilhão. Um número que novamente não tivermos dificuldade para atingir. O investidor disse desde o começo que não veio ao Brasil para ter um time de segunda linha, que quer um time competitivo, que quer um clube que amplie o investimento esportivo. Se ele quer isso, não precisará de pouco dinheiro”, disse Bellintani. Primeiro, é importante entender que, deste valor, são R$ 800 milhões obrigatórios a serem aportados pelo Grupo City.

Outros R$ 200 milhões são projetados, porém, não são exigíveis por contrato. Alguns do pontos do acordo foram antecipados pelo blog como a previsão de pagamento integral da dívida e o investimento mínimo garantido na folha salarial do clube. Então, vamos ponto a ponto entender a proposta na mesa do Bahia:

Dívida

São destinados R$ 300 milhões para o pagamento integral da dívida. A estimativa do clube é de que o valor do débito gire entre R$ 260 e 270 milhões, mas há a possibilidades de imprevistos com ações. Por isso, há uma margem. O Bahia confirmou que haverá um pagamento forte de curto prazo da dívida. “Grande parte do acordo, 70%, 80%, será pago no curto prazo”, disse Bellintani. O que não será quitado de imediato são débitos que estão em discussão e que o clube entende que não são devidos parcialmente ou plenamente.

Investimento em contratações

A previsão é de gasto de R$ 500 milhões em contratações de jogadores no período de 15 anos. É um gasto mínimo neste item, segundo o presidente do Bahia. Em média, isso significa R$ 33 milhões por ano com contratações de jogadores. “A formação do City é investir em jovens atletas. O termo é investimento mínimo. Se olhar o plano do negócio, esse número vai ser atingido em menos de 15 anos”, disse Bellintani.

Dinheiro para infraestrutura

Há outros R$ 200 milhões previstos para investimento em infraestrutura e divisão de base. Esse aporte não é obrigatório. Trata-se de um valor que deve ser aportado porque foi identificada essa necessidade. Em sua palestra, Bellintani deixou claro que trata-se de um valor projetado e não exigível em contrato.

Gasto mínimo no futebol

O acordo prevê que o Grupo City tem que garantir um investimento de 60% de sua receita no futebol do clube. É um percentual padrão no futebol europeu em clubes sustentáveis, dentro das regras de Fair play local. O valor mínimo garantido é de R$ 120 milhões. Se o clube gerar receita maior, por conta de torcida ou acordos melhores, o valor da folha terá de ser incrementado proporcionalmente.

Esse montante mínimo é compatível com o percentual de 60% da receita do Bahia em seus melhores anos, que girava em torno de R$ 200 milhões. Sem dívida, trata-se de um montante que está longe do topo da cadeia do futebol brasileiro, mas está acima do dinheiro disponível para a maior parte dos times da Série A.