Datafolha: Lula chega a 47% e aumenta chance de vitória no 1º turno

Lula chega à última semana de campanha com 47% das intenções de voto contra 33% de Bolsonaro

A dez dias das eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 47% das intenções de voto no primeiro turno e lidera a corrida presidencial. O atual detentor do cargo e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), está 14 pontos percentuais atrás, com 33%. Ciro Gomes (PDT) soma 7%, após oscilar um ponto para baixo, e está tecnicamente empatado com Simone Tebet (MDB), que manteve-se com 5%. Os dados são da nova pesquisa do Datafolha, contratada pela “Folha de S. Paulo” e pela TV Globo.

O percentual de intenções de voto em Lula oscilou dois pontos para cima em relação aos 45% que marcava há uma semana. A variação está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos. Já Bolsonaro continuou com os mesmos 33% que atingiu no levantamento anterior.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira aponta que, em um eventual segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria Jair Bolsonaro (PL) por 54% a 38%.

  • Lula (PT): 54%
  • Bolsonaro (PL): 38%

(Com informações de O Globo)

A verdade triunfa: foi golpe, sim!

“Se o jornalismo da velha mídia tivesse dignidade e respeito pela profissão, viria a público pedir desculpa a Dilma por ter endossado um golpe de estado por pedaladas fiscais – manobra descartada como crime pelo MPF. O silêncio de quem condenava é confissão de mau-caratismo”.

Tiago Barbosa, historiador e jornalista

“Seis anos depois do impeachment de Dilma por infundado crime de responsabilidade, MPF arquiva acusação de pedaladas fiscais. Como dissemos a presidenta foi vítima de golpe misógino que desembocou no retrocesso do Brasil. Meu eterno apoio a essa mulher guerreira que nos honra”.

Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT

“Enquanto Cunha comprava votos para derrubar a ficha limpa Dilma sem crime de responsabilidade, Lira segura mais de 140 pedidos de impeachment do Bozo repleto de crimes de responsabilidade. É muita injustiça praticada por seres trevosos”.

Sergio Morales

Professor recebe voz de prisão em colégio militar por ter adesivo de Lula afixado no carro

Na manhã desta quarta-feira, 21, o professor Luiz Carlos Nascimento Aragão, conhecido como Carlito, foi preso por militares da Aeronáutica no estacionamento da Escola Tenente Rego Barros, na qual ele trabalha como professor há vários anos. Os militares queriam obrigá-lo a retirar o carro do estacionamento em função de carregar nos vidros propaganda do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva. Como se recusou, recebeu voz de prisão.
Segundo o professor, no mesmo estacionamento, vários carros tinham propaganda de apoio a outro candidato e os seus condutores não foram incomodados pelos militares, fato que demonstra a parcialidade na atitude dos mesmos, segundo ele.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pelo colégio, informou que a ordem de prisão foi por desacato ao descumprir ordem para retirar o adesivo e a bandeira. Para Carlito, porém, o episódio se configura como perseguição política. Professor de História, servidor civil e atua empregado desde 1996 no colégio Tenente Rego Barros, ele relata que há um mês tem estacionado na área externa do colégio com o carro adesivado, mas nesta quarta-feira foi abordado por militares pedindo que ele retirasse os adesivos porque caracterizariam propaganda eleitoral.

Após o pedido, o professor se recusou a sair do local, mostrando que havia outros carros com adesivos políticos, mas que apenas ele havia sido abordado. Depois de ter ouvido a voz de prisão, o professor resolveu sair do estacionamento e deixou o carro em outro local, mas manteve o adesivo e a bandeira. 

“Estou sendo preso por, segundo ele, estar desobedecendo, estar estacionado aqui, quando há um carro com propaganda ali, que está estacionado, outros já saíram. Há um mês que eu estou estacionando. Nunca foi proibido. A escola me autorizou a vir para cá e não lá para dentro. Então, estou sendo preso e quero deixar claro que isso é uma arbitrariedade, isto é uma perseguição política porque eu estou com a bandeira do PT; se eu não estivesse, não teria esse problema”, disse o professor em vídeo gravado após ter recebido a ordem de prisão.

Segundo o advogado Robério D’Oliveira, não houve infração à legislação eleitoral. “Se fosse um adesivo com a imagem de Buda, de Jesus, do Flamengo, não importa, o automóvel é particular e o fato de estacionar em uma repartição pública não infringe a legislação eleitoral. Esse tipo de conduta fere o direito à liberdade de expressão, que consta na Constituição brasileira, que está acima de qualquer esfera, inclusive a militar”, disse.

Mistérios insondáveis

POR GERSON NOGUEIRA

O futebol, por não ser ciência exata, nem sempre tem explicações lógicas para os acontecimentos. Há cinco anos (três no atual sistema de disputa), o PSC luta pelo acesso à Série B, mas, por algum motivo, sempre bate na trave. Desta vez, novamente tudo parecia apontar para um desfecho feliz. O time foi bem na fase de classificação da Série C, alcançou a maior pontuação (33 pontos) e dava pinta de que entraria voando no quadrangular.

Foi a fase decisiva começar e velhos contratempos apareceram. O time perdeu os três primeiros jogos e praticamente inviabilizou o sonho do acesso após a derrota para o Figueirense (2 a 1). Teve um espasmo, a tal melhora da morte, vencendo o ABC (1 a 0) em casa. Ficou nisso. No jogo em Natal, as esperanças sucumbiram de vez.

Começam então os questionamentos sobre os motivos do fracasso. O clube se manifestou oficialmente ontem através do coordenador técnico Lecheva. Sem fazer rodeios, ele admitiu que não encontrou ainda respostas para as muitas perguntas relacionadas à queda de rendimento no quadrangular.

Nem as resenhas internas levaram a um consenso sobre as razões do insucesso. Lecheva elogiou a estrutura e as condições de trabalho que o clube propiciou ao elenco. Relatou as dificuldades para fechar contratações, mas ressaltou que os pedidos do técnico Márcio Fernandes foram atendidos, na medida do possível.

Um aspecto parece seguir martelando na cabeça dos jogadores e da cúpula do futebol: o incrível gol sofrido contra o Figueirense, quando o goleiro Thiago Coelho saiu catando coquinhos e perdeu o tempo da bola. Até hoje há quem justifique a lambança com o fato de a linha da pequena área ter sido pintada com tinta, o que teria influído na trajetória da bola.

É uma hipótese que chegou a ser levantada logo depois do jogo, mas que ganhou ares de desculpa para a falha grotesca, que mudou a história do jogo e talvez da própria trajetória do Papão no quadrangular. No momento do gol de Léo Artur, o PSC tinha desempenho superior ao do Figueirense e controlava a vantagem estabelecida com o gol de José Aldo.

“Algumas coisas inexplicáveis acabaram acontecendo. Uma resposta lógica para essa queda de rendimento nessa reta final eu não tenho, o que posso dizer é que o PSC soube se impor aos adversários na maioria dos jogos”, avalia Lecheva. O comentário evidentemente não encontra amparo na realidade. No quadrangular, o time só se impôs diante do ABC.

Por fim, um esclarecimento e uma pista. Lecheva diz que a saída do executivo Fred Gomes foi decidida pela diretoria. O coordenador apenas foi comunicado da decisão. A informação confirma o que a coluna relatou sobre o caso.

A pista diz respeito à permanência ou não de Márcio Fernandes após o jogo de sábado contra o Vitória. A defesa que Lecheva fez do atacante Dioguinho, esquecido durante todo o campeonato e só lembrado por Márcio Fernandes nos minutos finais do jogo com o ABC, sinaliza de certa maneira para a saída do treinador. A conferir.  

Em plena era digital, a Copa ressuscita figurinhas  

A Copa do Mundo, maior evento esportivo do mundo, provoca alguns fenômenos interessantes. É a oportunidade para que no Brasil, de quatro em quatro anos, todo mundo lembre que futebol pode ser uma festa e não apenas aquele festival de chutões e trombadas do Campeonato Brasileiro.

Outro aspecto curioso diz respeito à febre dos álbuns de figurinhas. Há uma procura cada vez maior pelas imagens dos jogadores, uma disputa à parte para ver quem consegue completar o álbum.

Por sorte, ainda não chegamos ao nível da Argentina, onde a crise desencadeada pelo sumiço das figurinhas já motivou até uma reunião governamental. A Union Kiosqueros de la República Argentina (Ukra), que representa os donos de bancas de jornais, e os diretores da empresa Panini se reuniram com a Secretaria de Comércio para buscar uma solução.

Desde o início das vendas, no mês passado, as figurinhas do álbum – que foi distribuído gratuitamente pelo DIÁRIO aqui no Pará – simplesmente desapareceram. Mesmo quando os estoques são refeitos, o item some das bancas em questão de horas.

O mercado paralelo e a ação de cambistas podem estar por trás da inesperada crise. No Brasil, por enquanto, a preocupação dos colecionadores é apenas torcer para evitar repetição das figurinhas, o que representa um prazer adicional ao hábito quase secular de eternizar os craques nas páginas dos álbuns.

Tudo é possível no generoso e amplo mundo da bola

“Sou fã de futebol, flamenguista, mas ainda não comecei a estudar. Mas, já comprei meu álbum de figurinhas. O Alex Escobar também falou para eu ficar tranquila, ele vai me direcionar. Porque, para mim, tudo é pênalti. Caiu, ‘é pênalti’, fez um gol errado, ‘é pênalti”, ri ao falar sobre seu talento no futebol”.

Jojo Todynho, cantora/celebridade e futura analista de futebol na Globo

Acesso do Cruzeiro é novo triunfo de Ronaldo

Por 3 a 0, o Cruzeiro passou pelo Vasco, ontem à noite, no Mineirão, e assegurou antecipadamente a volta à Série A nacional. Um feito e tanto para um clube que penou por três anos na Segunda Divisão e esteve à beira da falência, antes de ser resgatado pela adesão à SAF pelas mãos de seu ex-artilheiro Ronaldo Fenômeno.

Foi ele que comandou a festa, entrando em campo para abraçar os jogadores e o técnico Paulo Pezzolano ao final da partida. Carismático, Ronaldo é um astro em modo contínuo, mesmo na pele de cartola. Agradeceu ao time, aos funcionários e acenou para a massa cruzeirense nas arquibancadas. 

Resumiu bem o feito: “Hoje é o dia da glória”. 

Olho vivo: eleitor também pode ser multado

Por Alexandre Rollo (*)

É preciso que se diga desde logo que a legislação eleitoral não se aplica apenas aos candidatos, partidos, coligações e federações partidárias. Ela vale para todas as pessoas que estejam sob a jurisdição brasileira. Isso também ocorre com a legislação civil, penal, tributária etc.

Todas e todos estão sob o império da lei, qualquer que seja a sua natureza. Isso significa, no campo da propaganda eleitoral, que a pessoa não pode, por exemplo, fazer campanha do seu candidato, sem observar as limitações impostas pela lei eleitoral. Eu não posso, por exemplo, colocar uma faixa na minha casa (propriedade privada), pedindo voto para o meu candidato. A lei proíbe isso e todas as pessoas precisam respeitar essa proibição.

Mas o tema dessas reflexões não envolve a propaganda eleitoral e suas vastas e lamentáveis limitações, mas sim as pesquisas e as enquetes. Primeiro ponto: qual a diferença entre pesquisa e enquete?

A pesquisa possui caráter científico, precisa ter uma metodologia, precisa informar o período de sua realização, precisa ter plano amostral, ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução, nível econômico, dentre outros requisitos. Já a enquete é um mero levantamento informal e amador de opiniões sem qualquer caráter científico.

Essa diferença é importantíssima porque está vedada desde o dia 16 de agosto, a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral. A proibição existe para que não se confunda, nem se influencie o eleitor, com a divulgação de “resultados” de enquetes.

Como o eleitor não sabe a diferença entre pesquisa e enquete, quem divulga o “resultado” de uma enquete pode induzir o eleitor em erro. Pesquisas geram influência no eleitor. É por isso que existe uma séria de regras para as empresas que trabalham neste setor.

Vendo o resultado da pesquisa, o eleitor pode praticar o chamado “voto útil”, deixando de votar no candidato de sua preferência (que está mal nas pesquisas), para votar no “menos pior” dentre aqueles que estão nas duas primeiras colocações, evitando que alguém vença no primeiro turno ou ajudando algum dos candidatos a vencer no primeiro turno (por exemplo). A divulgação de resultados de enquetes poderia gerar o mesmo efeito.

Avolumam-se nas redes sociais enquetes onde o proprietário do perfil indaga a seus seguidores em quem eles pretendem votar. Essa conduta é proibida pela legislação eleitoral e o responsável por ela fica sujeito à determinação de remoção desse conteúdo (sob pena de prática de crime de desobediência), além de poder ser condenado ao pagamento de multa de R$ 50.000,00 a R$ 100.000,00, sem prejuízo de responder a eventual processo crime, caso a enquete seja travestida de pesquisa eleitoral (a pessoa realiza uma enquete, mas a divulga como se pesquisa fosse para aumentar o poder de influência sobre o eleitor).

Não bastasse isso, há enquetes que sequer são realizadas. A pessoa apenas divulga um “resultado” sem ter tido o trabalho de consultar nenhum eleitor. Daí porque se proíbe a realização de enquetes nos 45 dias anteriores ao pleito. A sanção pecuniária para quem desrespeita a proibição é bastante elevada, já que a pena mínima, vale repetir, é de nada menos do que R$ 50.000,00. Fica portanto a dica: Eleitor, muito cuidado com a multa!

(*) Alexandre Rollo — Advogado, especialista em Direito Eleitoral e Administrativo; conselheiro estadual da OABSP; doutor e mestre em Direito das Relações Sociais pela PUC/SP.