Pesquisa Ipec: Lula aumenta vantagem e segue com chances de vencer no 1º turno

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscila dois pontos percentuais para cima enquanto todos os demais adversários permanecem absolutamente estagnados, exceto Ciro Gomes (PDT), que oscila negativamente um ponto percentual. A pesquisa reapresenta a chance de Lula liquidar a fatura contra o residente Jair Bolsonaro (PL) ainda no primeiro turno, que vinha sendo gradativamente abandonada nos últimos levantamentos.

Somados, Bolsonaro (31%), Ciro (7%), a emedebista Simone Tebet (4%), Felipe D’Ávila (1%), do Novo, e Soraya Thronicke (1%), do União Brasil, têm 44% das intenções de voto dos eleitores entrevistados. Não chegam aos 46% obtidos por Lula (PT). Como, no entanto, as variações são pequenas e dentro das margens de erro, de 2 pontos percentuais, os especialistas ainda apontam que há estabilidade no resultado do levantamento.

Uma estabilidade que, no entanto, é prejudicial para Bolsonaro, já que faltam apenas 20 dias para a eleição, em 2 de outubro. Também é péssima para os demais concorrentes que estão no pelotão de baixo e vêm confirmado pelo Ipec o resultado do Datafolha da semana passada, que praticamente enterrou suas chances na disputa.

Os eleitores foram ouvidos entre 9 e 11 de setembro, o que significa também que a pesquisa já pegou toda a repercussão das manifestações do 7 de Setembro. Apesar dos esforços do presidente para tentar transformar a data num fato novo da campanha, aparentemente as manifestações não trouxeram resultado. A nova aposta de Bolsonaro é a viagem para os funerais da Rainha Elizabeth, da Inglaterra. Mas é pouco provável que ele tenha algum sucesso ou destaque positivo no evento.

A pesquisa mostra que Lula vai melhor:

  • entre quem avalia negativamente a gestão Bolsonaro (foi de 75% par 76%);
  • entre os que vivem no Nordeste (61%, ante 56% do levantamento anterior);
  • entre as famílias com renda mensal de um salário mínimo (55%, ante 56% no levantamento anterior);
  • em residências em que ao menos uma pessoa receba auxílio do governo federal (55%, ante 50% no levantamento anterior);
  • entre pessoas com ensino fundamental (55%, contra 54% na rodada anterior);
  • entre católicos (52%, contra 50% anteriormente);
  • entre pretos e pardos (50%, ante 47% no levantamento anterior).

Já Bolsonaro vai melhor:

  • entre os que acham a gestão dele ótimo ou bom (82%, contra 79% em 5 de setembro);
  • entre evangélicos (48%, ante 46% na semana passada);
  • entre os que vivem no Sul (41%, ante 39% na semana passada) e Centro-Oeste (39%, ante 40% no levantamento anterior);
  • entre homens (mantém-se com 36%);
  • entre quem tem ensino médio (segue com 35%).

O Ipec também pesquisou a intenção de votos no segundo turno. Lula vence por 53% a 36% no cenário pesquisado

Lula lidera a disputa nos votos válidos, que excluem os votos em branco e os nulos.

  • Lula (PT): 51% (50% na pesquisa anterior, de 5 de setembro)
  • Bolsonaro (PL): 35% (35% na pesquisa anterior)
  • Ciro (PDT): 8% (9% na pesquisa anterior)
  • Tebet (MDB): 4% (4% na pesquisa anterior)
  • d’Avila (Novo): 1% (1% na pesquisa anterior)
  • Thronicke (União Brasil): 1% (1% na pesquisa anterior)

(Com informações do G1, O Globo, UOL, Folha de SP)

Marina Silva anuncia apoio à Lula e vê o país sob grave ameaça à democracia

Ex-ministra do Meio Ambiente destacou políticas sociais e ambientais de Lula e disse que só ele é capaz de derrotar Bolsonaro e a “semente maléfica” do bolsonarismo

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse hoje que o país vive um momento relevante e grave da sua história, diante das ameaças à democracia. “Nosso reencontro político e programático se dá diante de um quadro grave da história política, econômica, social e ambiental no nosso país”, afirmou. A ex-ministra concedeu entrevista coletiva ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (12/09), em São Paulo (SP).

“Temos uma ameaça que eu considero a ameaça das ameaças. A ameaça à nossa democracia. Sempre que a democracia é ameaçada há tentativa de corrosão do tecido social em todas as suas dimensões. E sempre que a gente está diante de propostas, atitudes e processos que constituem a possibilidade da banalização do mal, homens e mulheres se unem”, disse Marina Silva, que declarou apoio à candidatura do ex-presidente.

Ao lado de Lula, do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, e de Aloizio Mercadante, coordenador do programa de governo, Marina disse que em situações como a que o Brasil vive hoje, é preciso união de todos para salvaguardar a democracia e combater problemas como o sofrimento do povo, a fome e as mudanças climáticas que ameaçam o Brasil e o mundo.

“Sempre que surge diante de nós a possibilidade de banalizar o mal, brasileiros e brasileiras devem se unir em legítima defesa da democracia, em legítima defesa da Amazônia e dos demais biomas, em legítima defesa das mulheres, em legitima defesa dos mais pobres, em legítima defesa de um país que seja próspero, diverso, justo e sustentável”, afirmou.

A ex-ministra lembrou das políticas públicas de inclusão social e proteção ambiental criadas por Lula, defendeu que elas voltem. Também destacou que o ex-presidente é o único candidato capaz de enfrentar as ameaças pelas quais o país passa.

“Nesse momento crucial da história, quem reúne as maiores e melhores condições para derrotar Bolsonaro e a semente maléfica do bolsonarismo que está se instalado no seio da sociedade é a sua candidatura”, disse a Lula.

Marina contou que o distanciamento que houve com o ex-presidente foi apenas político e programático. “Do ponto de vista das nossas relações pessoais, eu e presidente Lula nunca deixamos de estar próximos, inclusive em momentos dolorosos das nossas vidas. Nunca deixamos de conversar.”

(Foto: Ricardo Stuckert)

O cavaleiro da esperança

Quis o destino que Danrlei, tão criticado pelo gol perdido contra o Vitória na abertura do quadrangular, fosse o responsável pelo renascimento das esperanças do PSC na Série C. Nessas reviravoltas próprias do futebol, o atacante baionense saiu de campo aclamado como herói do jogo, pelo belo gol de cabeça marcado logo no início do 2º tempo.

Depois de um primeiro tempo de poucas oportunidades, muito em função da dura marcação do Figueirense e da pouca agressividade do ataque, o PSC mudou de postura na etapa final a partir da entrada de Danrlei e do lateral Patrick Brey.

O time mostrou limitações para aprofundar o jogo. Uma situação específica influiu nesse rendimento pouco efetivo: as improvisações sucessivas na lateral direita. João Vieira substituiu o lesionado Igor Carvalho, mas Wesley e até Mikael tiveram que atuar por ali ao longo dos 90 minutos.  

Como compensação, no meio-campo, José Aldo fazia o que não tinha feito ao longo das últimas partidas. Alongava passes, acelerava as subidas da equipe e aparecia junto à área como opção de jogo para os companheiros.

A boa atuação do volante/meia ajudou Marlon a se soltar um pouco mais. Foi dele o chute mais perigoso do período. Aos 23 minutos, recebeu dentro da área e chutou rasteiro para excelente defesa de Wilson, em dois tempos.

Alguns cruzamentos perigosos e um chute de Robinho que desviou na zaga se constituíram nos lances emocionantes dos primeiros 45 minutos. O Figueirense pouco se arriscou além do meio-campo e, quando chegou ao ataque, mostrou-se confuso, com muitos erros de passe e definição, principalmente por parte de Tito e Léo Artur.

Logo no intervalo, Márcio Fernandes fez as mexidas necessárias e que o jogo exigia. Botou Danrlei e Patrick Brey em campo, tirando Mikael e Marcelinho. Deu certo.

Aos 6 minutos, Leandro Carvalho acertou um cruzamento perfeito. Danrlei atacou a bola e cabeceou para as redes. Um típico gol de centroavante, com força e precisão. A vantagem no placar incendiou o estádio, que passou a apoiar o Papão com mais intensidade ainda.

A situação desfavorável fez o Figueirense mudar por atacado. O técnico Júnior Rocha botou em campo Gustavo Ramos, Natan e John Cley, substituindo Andrew, Muriel e Jean Silva. Mais do que a simples troca de nomes, o time passou a atacar com mais frequência, o que abriu espaço para o jogo preferido do PSC: o contra-ataque.

Foi assim que as chances foram se repetindo. Danrlei poderia ter marcado o segundo gol e Patrick Brey levou perigo ao entrar na área para finalizar. No pós-jogo, Márcio Fernandes avaliou, com razão, que o time produziu no segundo tempo um futebol que permitia um placar mais folgado.

Importante mesmo é a motivação que a primeira vitória traz. Depois de três insucessos e de um começo de crise, o time voltou a jogar bem, alcançou os três pontos e voltou a acreditar na possibilidade do acesso. (Foto: John Wesley/Ascom PSC)

Lado emocional continua causando prejuízos

A comissão técnica do PSC fez tudo que estava ao seu alcance para dar ao time plenas condições técnicas e emocionais para o confronto decisivo diante do Figueirense. A concentração foi antecipada para sexta-feira e o período de convivência entre os atletas foi aproveitado com palestras, dinâmicas de grupo e testemunhos pessoais, a fim de dar ao grupo a solidez mental que vinha faltando em alguns jogos.

Em campo, o resultado final provou que as medidas foram eficazes. Tecnicamente, o PSC jogou como todos esperavam. Apesar de mudanças pontuais, motivadas por contusões, a equipe foi valente, buscou a vitória e superou as dificuldades impostas pelo sistema fechado do adversário.

No âmbito do preparo emocional, porém, as coisas continuam perigosamente pendentes. O volante Mikael, com alentado histórico de indisciplinas, voltou a fazer das suas. Arrumou uma discussão com o zagueiro Genilson, levando ambos a serem advertidos com cartão amarelo.

Genilson, melhor defensor do time, estava pendurado. Com o cartão recebido fica fora do difícil compromisso de sábado contra o ABC, em Natal. Um prejuízo tão grande quanto perfeitamente evitável.

Chances matemáticas embalam o sonho do acesso

Último colocado no grupo C, com três pontos, o PSC é o time com menores chances de acesso. Precisa fazer uma campanha perfeita no “returno” do quadrangular, vencendo todos os três jogos. Como toda grande conquista começa pelo primeiro passo, este foi dado ontem.

O triunfo de 1 a 0 impediu que o Figueirense avançasse rumo à classificação e o empate entre ABC e Vitória contribuiu imensamente para a euforia que tomou conta dos bicolores desde o fim da partida na Curuzu.

E esse entusiasmo é justificado. Caso vença o ABC, o PSC chegará a seis pontos e entrará definitivamente na briga pelo acesso, passando a depender de suas forças – se o Figueirense não vencer o Vitória, em Salvador.

Resultados perfeitamente possíveis. E tem outro a considerar: apesar das previsíveis dificuldades do jogo em Natal, o PSC tem até atuado melhor como visitante, o que redobra a expectativa do torcedor.

Ainda sobre o estudo do professor Wilton Moreira

O comentário de domingo sobre o estudo do professor Wilton Moreira a respeito do tricampeonato do Norte e o título do Nordestão, conquistado pelo Remo entre 1968 e 1971, foi encaminhado pelo grande benemérito Ronaldo Passarinho. Wilton tinha especial apreço pelos feitos do Leão nesse período particularmente proveitoso de sua história. Ronaldo, por sinal, foi partícipe direto das gestões remistas à época das conquistas. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 12)