Leão se reforça na reta final

POR GERSON NOGUEIRA

Terminou ontem o prazo para que os times se reforçassem para a reta final da Série C e o Remo fechou a “janela” com cinco aquisições: um atacante (Thiaguinho), um goleiro (Victor Lube), um zagueiro (Lomar), um volante (Pablo) e um meia (Soares). Dos cinco, Lomar, Pablo e Soares devem ter escalação imediata, em vista dos muitos desfalques e das necessidades técnicas para o jogo decisivo de domingo contra a Aparecidense, no Baenão.

Pablo fez boa figura no Vila Nova na Série C 2020, chegando a atuar e fazer gol contra o próprio Remo. Com 22 anos, é um segundo volante por vocação, com características de meia. Tem boa movimentação e aparece bem nas jogadas de aproximação. É tudo o que o Remo precisa para dar um novo rosto ao meio-campo.

Para a criação, setor mais carente do time, o meia Soares (foto) foi anunciado ontem e deve estrear diante da Aparecidense. Os problemas do Remo no setor são conhecidos e de longa data. Desde que assumiu o comando, Gerson Gusmão já utilizou Albano, Anderson Paraíba e Marco Antônio. Nenhum conseguiu funcionar a contento.

Soares, 24 anos, viveu bons momentos no Vitória em 2021, quando jogou a Série B e disputou no total 44 jogos, marcando seis gols. No Sampaio Corrêa, atuou menos (26 vezes) e fez três gols. É meia de articulação, sabe fazer a ligação com o ataque e pode finalmente acrescentar qualidade ao time. Brenner tende a ser o maior beneficiado com sua chegada.

Wendel Lomar, 26 anos, revelado pelo Fluminense, chega e já vai estrear: deve ser o substituto de Marlon (suspenso) formando dupla de zaga inédita com Everton Sena, que entra no lugar de Daniel Felipe, também suspenso. Thiaguinho e Victor Lube vêm para compor elenco.

Papão faz ajustes na defesa para o quadrangular

O PSC reforçou pouco para a sequência da Série C. A boa campanha realizada até agora talvez explique o baixo apetite. De toda sorte, a defesa ganha finalmente um reforço de peso para fazer dupla com Genilson. O colombiano Salazar, que o clube foi buscar no interior do Paraná, chega para ser o titular. A altura (2m) é, por ora, sua principal credencial – não que altura seja a solução para todos os problemas.

O zagueiro é visto desde já como a solução para a instabilidade da defesa, que se sustenta basicamente na regularidade de Genilson. Ele vinha jogando a Série D pelo Azuriz. Sem Lucas e Douglas, lesionados, e com as muitas falhas de Bruno Leonardo, surgiu a necessidade imperiosa de reforçar o setor para a etapa mais aguda da disputa.

Naylhor, zagueiro recentemente contratado junto à Tuna e que foi titular na última partida, não mostrou segurança. Ainda precisará de um tempo maior para se adaptar ao time.

O volante Jean Henrique vem recomendado por Márcio Fernandes, com quem trabalhou no Londrina, e deve fazer sombra para Mikael, o atual titular e que nos últimos jogos mostrou queda de rendimento.

Direto do blog campeão

“Quando frequentou o ‘banco de reservas’do Botafogo(RJ), as atuações de Ricardinho já oscilaram entre baixa performance e contusões. Se fechou contrato com o Paysandú, omitindo seu real estado físico-clinico, sua boa biografia pelo Vozão do Ceará ficará manchada. Artigo do DOL, de 29/07/2022, destaca como manchete, que ‘mesmo com pouco tempo no Paysandu, Ricardinho já é considerado pilar da equipe’. Pilar fissurado? Menos, menos…!! Resta saber se ainda terá contrato renovado, na temporada 2023, para ‘jogar’ no DM”. George Carvalho

“Gerson, precisamos treinar triangulações pelas laterais. No esquema do Gusmão, pode botar 5 atacantes, e o gol não sai. A bola não chega ao centroavante. O lateral direito é fraco na defesa e inexistente no ataque. A cada jogo, o Remo piora em campo. Não importunamos a defesa do Ferroviário no primeiro tempo. Só o gol salvador do Marco Antônio, por sinal um fraco jogador. As ‘invenções’, terço inferior, médio e final, só servem para entrevistas patéticas”. Ronaldo Passarinho

“O Remo atual é um time que aceita muito fácil a marcação adversária porque realmente tem pouca mobilidade. Não vejo solução para um jogo de movimentação mais ativa e não por falta disso pelas pontas, mas pela falta de apoio dos laterais. Os pontas comumente ficam isolados e frequentemente sofrem com marcação direta e sobra. Um meia próximo da área aproveitaria melhor o espaço ou ajudaria a abrir as pontas, retendo a marcação em si, além de manter Brenner  próximo da área adversária por mais tempo”. Lopes Junior

“Já se perdeu na memória a última vez que o Remo teve um time minimamente organizado e que empolgasse o torcedor. Pelo Baenão já passaram vários técnicos nos últimos tempos e todos fracassaram em montar um time decente. Dentro de campo o time é um bando, que mais parece formado à beira do gramado, minutos antes de cada partida. O Remo pode alcançar a classificação e até ser campeão da Série C com esse time, mas estará fadado a repetir o fracasso vergonhoso do último rebaixamento da Série B, se continuar sob essa administração amadora dentro e fora de campo”. Miguel Silva

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 04)

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