Em atuação constrangedora, Leão perde para o lanterna e afunda

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo conseguiu o que parecia impossível: regredir em relação ao período mais ruim do trabalho de Paulo Bonamigo. Caiu para o fraco Atlético Cearense, ontem, em Fortaleza, por 3 a 1. Podia até ter vencido o jogo mesmo jogando mal, mas perdeu várias chances no primeiro tempo por pura afobação nas finalizações.

Teve um gol (de Rodrigo Pimpão) mal anulado. O atacante estava em condição legal. Vanilson estava adiantado, mas não teve participação na jogada. Nem esse prejuízo causado pela arbitragem pode ser colocado na conta da derrota azulina.

No desenvolvimento da partida, o time foi incapaz de mostrar tranquilidade para superar o time da casa, que apenas se defendia. A própria escalação da equipe demonstrou que o técnico Gerson Gusmão continua apostando na estrutura deixada pelo antecessor.

A novidade foi a presença do meia Albano, cuja escalação era cobrada há tempos. O problema é que as intervenções de Albano no jogo foram erráticas. Todas as tentativas de lançamentos e passes não resultaram em nada e o ataque continuou a sofrer com a falta de opções criativas.

Rodrigo Pimpão foi o atacante mais acionado, mas também errou muito nas decisões, repetindo o que tem sido constante nos últimos jogos do Remo. Pela direita, Netto até buscava a linha de fundo, mas era pouco lançado em condições para tentar concretizar as jogadas.

No intervalo, Gerson Gusmão surpreendeu ao lançar Marco Antônio, volante que estava sem jogar há várias partidas. Limitado, saiu da equipe ainda durante o Campeonato Estadual pelo excesso de erros de passe. Não fez nada diferente do que fazia antes: seguiu errando muito ao longo da segunda etapa.

A distância entre os setores da equipe se acentuou em relação até aos piores jogos do Remo, como diante do Altos-PI. A zaga, com Marlon e Igor Moraes, mostrou intranquilidade mesmo diante de um ataque pouco agressivo do Atlético no primeiro tempo.

Na etapa final, após a entrada de Leandro Carvalho, o Remo passou a pressionar pelo lado esquerdo. Com a entrada de Brenner, o time encorpou a presença na área adversária, mas as jogadas não encaixavam. Em meio a isso, Leandro recuou uma bola longa para Vinícius, que se atrapalhou no domínio e permitiu que Wanderlan chegasse tocando para as redes.

O gol – e a nova falha do goleiro – desnorteou o Remo por alguns minutos, mas o time seguiu insistindo mesmo aos trancos e barrancos e Leandro acabou marcando o gol de empate logo a seguir, após boa tabelinha com Brenner.  

Mas o pior estava por vir. Em jogada rápida pela esquerda, o Atlético entrou na área do Remo, envolveu a marcação e a bola sobrou para Wilker acertar um tiro indefensável no ângulo direito do gol azulino. Não deu nem tempo para uma tentativa de reação: em contra-ataque fulminante, com a zaga remista aberta, o Águia cearense fechou o caixão em 3 a 1. 

Papão passa sufoco, mas vence e avança

Não foi o jogo esperado pela torcida que lotou a Curuzu e fez festa o tempo inteiro. Ao contrário de outras jornadas, o PSC mostrou-se inseguro e hesitante nos primeiros movimentos do confronto com o Confiança. Ficou tão nervoso com as estocadas do adversário que o volante Mikael tomou um cartão amarelo, por reclamação, logo aos 7 minutos.

Era um prenúncio do que viria a ocorrer inúmeras vezes ao longo do confronto. Com dificuldades para superar as linhas de marcação, o PSC esgotava seu repertório de jogadas pelos lados e encarava um problema inesperado. Os laterais Igor Carvalho e Patrick Brey, muito vigiados, não conseguiam suprir os atacantes com cruzamentos e passes.

O Confiança incomodava seguidamente com avanços de Tcharlles, muito bem assistido por Carlos Eduardo e Mateuzinho. A defesa do Papão mostrava instabilidade, principalmente quando Tcharlles buscava dribles e fintas. Sem conseguir detê-lo, os defensores apelavam para faltas.

Preso ao embate no meio-campo, o PSC pouco agredia. A primeira jogada mais forte só veio aos 24 minutos, com Marcelo Toscano. Ele entrou na área e bateu rasteiro para uma boa defesa do goleiro Ewerton. Minutos depois, o atacante Marlon conseguiu se desvencilhar da marcação e desferiu um chute perigoso, à meia altura, à direita da trave.

No final da primeira etapa, Tcharlles e Carlos Eduardo criaram duas situações perigosas dentro da área do Papão, contidas com dificuldade pelos zagueiros pelo goleiro Tiago Coelho.  

Depois do intervalo, o técnico Márcio Fernandes resolveu povoar mais o ataque, colocando Danrlei e Robinho em campo. Saíram Toscano, que jogava bem, e o volante Mikael, por segurança, em função do amarelo.

A mexida funcionou logo de cara. A 1 minuto de jogo, o lateral Patrick Brey se aproximou da área e cruzou rasteiro. Danrlei e Robinho pressionaram a última linha defensiva e a confusão na pequena área confundiu o goleiro. Oportunista, Robinho entrou com bola e tudo, abrindo o marcador.

Foi o que bastou para o estádio da Curuzu explodir em festa, comemorando o que parecia o início de mais uma bela vitória. Não foi bem assim. O PSC não se tranquilizou em campo e jogadores importantes – José Aldo, João Vieira e Genilson – levaram cartões amarelos em jogadas ríspidas.

O Confiança continuou tocando bem a bola e criando problemas. Chegou a acertar a trave em tiro de média distância. Para complicar, José Aldo tomou o segundo amarelo após uma sarrafada no meio-campo. Uma falta desnecessária e uma expulsão que tornou o final do jogo ainda mais tenso.

Nos instantes finais, o time sergipano quase empatou. Tiago Coelho teve que se desdobrar para evitar o gol aos 40 minutos. Quando o árbitro encerrou a partida a vibração da torcida foi de alívio e satisfação. Apesar da atuação fraca, o PSC somou mais três pontos e alcançou a pontuação do líder Mirassol (26 pontos, só perde na quantidade de vitórias).

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 11)

Delegada que investiga o assassinato de dirigente do PT é militante bolsonarista

“Então a delegada Iane Cardoso do Nascimento, responsável pelas investigações do assassinato de Marcelo Arruda pelo apoiador de Bolsonaro, fazia postagens nas redes sociais contra Lula e o PT? Será que não vai haver interferência miliciana na apuração desse ato terrorista?”. Sérgio A. J. Barretto, biólogo

“A policia que tentou esconder o ATIRADOR é quem vai investigar o crime ? A delegada quer indiciar os 3 homens que deram chutes no ATIRADOR ASSASSINO…”. Suzana GuaraniKaiowá

“A Delegada que vai investigar o assassinato do petista pelo bolsonarista fazia postagens de ódio contra a esquerda nas redes sociais igual o bolsonarista assassino. No mínimo deveria se declarar impedida”. Pedro Ronchi, professor

“Marcelo Arruda é herói. Ele conseguiu evitar uma chacina. Jorge Guaranho é bandido, agente do terror que Bolsonaro defende desde que estava no Exército. E Bolsonaro é uma espécie de Nero do século XXI, empoderado pelo ódio e ignorância ao sul do Equador. Triste Era Bolsonaro”. Joaquim de Carvalho, jornalista

“A delegada de foz já estava criando uma narrativa para desculpar o assassino. Segundo ela, o que havia motivado o crime tinha sido “cascalhos” jogados contra o carro. Biolsonarista nenhum (ou nenhuma) presta. Todos têm desvio sério de caráter. Não importa que profissão exerçam”. Fernando Horta, historiador e professor

“O bolsonarista que matou um pai de família a tiros por causa de discurso de ódio era contra o aborto e a favor da vida. Eles são a favor da vida só no útero, se nascer e não apoiar Bolsonaro pode matar, né?”. Pedro Ronchi, biólogo