Papão vence Confiança em jogo difícil e alcança pontuação do líder da Série C

Em jogo difícil e muito equilibrado, o Paysandu derrotou o Confiança por 1 a 0 na noite deste sábado (9), no estádio da Curuzu, em Belém, pela 14ª rodada da Série C. O único gol da partida foi marcado por Robinho, após cruzamento de Patrick Brey da esquerda, logo no primeiro minuto do segundo tempo. Foi, a rigor, a única finalização correta do ataque do PSC na etapa final, apesar da pressão exercida depois que Danrlei entrou no intervalo da partida.

Sempre buscando o gol, o Confiança impôs um jogo ofensivo no primeiro tempo, principalmente em contra-ataques puxados por Tcharlles. Nervoso, o time do PSC se excedia nas faltas e o volante Mikael Levou um cartão amarelo logo aos 7 minutos, por reclamação. A melhor chance bicolor aconteceu aos 24 minutos, em chute cruzado de Marcelo Toscano. Os sergipanos estiveram próximos do gol em tentativa aguda, aos 41′, após bate-rebate dentro da área.

No segundo tempo, Genilson e José Aldo foram advertidos (ambos estavam pendurados e não jogam na próxima partida, contra o Vitória, assim como Mikael) num retrato da intranquilidade do PSC em campo. Um clima instável causado principalmente pelas dificuldades impostas pelo Confiança. O gol de Robinho logo a 1 minuto poderia ter acalmado os ânimos, mas o jogo continuou tenso. O visitante chegou a mandar uma bola na trave e, nos minutos finais, assustou com um cabeceio no canto direito, que obrigou o goleiro Tiago Coelho a fazer grande defesa.

O Paysandu quebra uma sequência de três jogos sem vitória na competição. Na segunda colocação, o Papão tem 26 pontos, mesma pontuação do líder Mirassol, mas o time paulista tem duas partidas a menos. O Confiança caiu para a zona de rebaixamento – está agora na 17ª posição, com 14 pontos.

Elba de calças, Carlinhos Brown tenta calar gritos de “Fora Bolsonaro” em show

Por Kiko Nogueira, no DCM

A única maneira de não se decepcionar com Carlinhos Brown é não esperar nada dele. Sempre foi um enganador, com aquele sambarilove em letras de músicas — “meia lua inteira, sopapo na cara do fraco, cocar de coqueiro baixo” — e entrevistas que o fez chegar aonde chegou: jurado de programa de calouros.

Em show recente, ele mostrou um novo talento: a covardia cívica ao tentar conter os gritos de “Fora Bolsonaro” vindos da plateia.

Carlinhos rebateu com uma aula de isentismo tacanho: “Não me meto nisso. Sem política. Eu sou o Brasil que deu certo”.

A papagaiada prossegue: “Vamos fazer a construção desse país”. Depois entra numa ladainha sobre “política cultural”. No público, uma mulher se indigna: “Não precisa se meter, não. A gente quer se meter nisso”.

É isso mesmo: o Brasil deu errado e está em sua quadra mais trágica sob um genocida, mas o Carlinhos “deu certo”.

Não chega a ser novidade. Em 2020, Carlinhos foi a João Doria vender “projetos na área da cultura”. O governador de São Paulo estava ainda, na época, surfando na truculência, mas isso não foi problema para Carlinhos Brown.

Ninguém sabe no que deu, mas é difícil um encontro entre essas duas figuras sair de graça.

Carlinhos se acha o último gênio baiano, mas é uma Elba Ramalho de dreadlocks.