F1 repudia insulto racista do bolsonarista Piquet ao heptacampeão Lewis

A Fórmula 1 e a Mercedes publicaram nesta terça-feira comunicados condenando falas racistas e discriminatórias contra o heptacampeão Lewis Hamilton, após a divulgação de um vídeo em que o ex-piloto Nelson Piquet o chama de “neguinho” ao comentar tentativa de ultrapassagem sobre Verstappen em 2021. As organizações não citaram o brasileiro nas notas, mas ressaltaram o esforço de Hamilton para combater o racismo e aumentar a diversidade no esporte.

O vídeo de Piquet é de uma entrevista dada no ano passado ao canal Enerto, no YouTube, mas que viralizou nas redes sociais nesta segunda. Procurada pela reportagem, a assessoria do ex-piloto não quis se manifestar sobre o caso.

“Falas discriminatórias e racistas são inaceitáveis e não podem ter espaço na sociedade. Lewis é um incrível embaixador do nosso esporte e merece respeito. O esforço incansável dele para aumentar a diversidade e a inclusão é uma lição para muitos e algo com que estamos comprometidos”, ressaltou a nota da F1.

“Condenamos veementemente qualquer uso de falas racistas e discriminatórias. Lewis tem liderado os esforços para combater o racismo no nosso esporte e é um verdadeiro campeão de diversidade dentro e fora das pistas. Juntos, compartilhamos o desejo de um esporte diverso e inclusivo, e esse incidente ressalta a importância fundamental de continuarmos nos esforçando para um futuro melhor”, afirmou a Mercedes. (Com informações de O Globo e Extra)

Cansado de problemas, PSG avisa que não quer mais ficar com Neymar

Os rumores sobre uma possível saída de Neymar do Paris Saint-Germain seguem a todo vapor. Segundo o jornalista Marcelo Bechler, da ‘TNT Sports’, o clube francês estaria disposto a ouvir propostas de outros clubes pelo brasileiro, e não que havia comunicado que o jogador está fora dos planos da equipe. Paris Saint-Germain não acredita mais que Neymar seja ‘inegociável’, como foi em 2019. De acordo com o jornalista, se o clube francês receber uma boa proposta pela transferência do astro brasileiro, ele está disposto a ouvir. O contrato do jogador vai até 2025.

O brasileiro tem contrato com o clube até 2025, porém um representante teria entrado em contato com o pai do jogador para informá-lo da decisão. A informação foi anunciado pela Rádio Montecarlo e confirmada pelo “El País”. O motivo da mudança seria o novo perfil de atletas que o PSG busca, além da “indisciplina sistemática na rotina de treinos e recuperação” de Neymar. Ainda segundo a publicação, uma conversa com Kylian Mbappé — que teve seu contrato recentemente renovado — também pesou para a decisão.

Os cataris donos do PSG fizeram de Neymar o jogador mais caro da história do futebol quando o contrataram por 222 milhões de euros do Barcelona em 2017. Segundo o jornal francês L´Equipe, o vínculo do brasileiro seria renovado automaticamente até 2027 por gatilhos estabelecidos previamente no contrato.

O salário de Neymar, porém, é um empecilho para outros clubes procurarem uma negociação. O valor é de 35 milhões de euros anuais (cerca de R$ 193 milhões), é considerado muito acima do padrão para grandes equipes. Ainda segundo a publicação, o Paris Saint-Germain negociava com Dembélé quando a continuidade de Mbappé ainda era incerta. Com a permanência do atacante, as negociações esfriaram. Porém, com uma possível saída de Neymar, o jogador do Barcelona pode voltar a ser alvo do clube francês.

Em entrevista nesta terça-feira, o zagueiro do Chelsea, Thiago Silva, revelou que gostaria de atuar ao lado do craque brasileiro no clube inglês. Ele (Neymar) tem que ir pro Chelsea (risos). Se tiver que sair, tem que ir para lá. A expectativa, se vier a acontecer, é a melhor possível. Neymar dispensa comentários pela qualidade. E além disso, é um super amigo. Espero que se concretize e não fique só nas notícias. Mas eu não sei de nada – disse o zagueiro.

Thiago Silva atuou com Neymar no Paris Saint-Germain, antes do zagueiro ir para o Chelsea, e são parceiros na Seleção Brasileira. Neymar tem vínculo com o clube até 2025 e, recentemente, revelou que deseja cumprir o contrato até o final. O Paris Saint-Germain, portanto, passa por um processo de reformulação e o presidente da equipe disse que a permanência do astro brasileiro não é garantida. (Com informações de O Globo, Folha de SP e Lance)

Oposição protocola pedido de abertura da CPI do MEC

Parlamentares de oposição protocolaram nesta terça-feira (28) o requerimento de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar as denúncias de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Educação (MEC). Para que a comissão inicie os trabalhos, é necessário que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), faça a leitura do documento em plenário.

A criação da comissão ganhou força depois que, na última semana, o ex-ministro da educação Milton Ribeiro foi preso em uma operação da Polícia Federal que investiga possíveis irregularidades na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão vinculado ao MEC. O ex-ministro foi solto no dia seguinte, mas as investigações continuam.

Para senadores oposicionistas, a criação da CPI será uma forma de investigar o caso de maneira independente de órgãos ligados ao governo.

“A investigação em curso conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal está sob forte intervenção e sob forte ameaça. Desde a semana passada, é de conhecimento de todos, de áudio do ex-ministro Milton Ribeiro, que o presidente da República interveio de forma clara para impedir que a investigação avançasse, em um claro crime”, de obstrução às investigações e de uso de informações privilegiadas”, disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor da criação da CPI, após o protocolo.

O regimento do Senado prevê que o requerimento de abertura da Comissão precisa ser assinado por, no mínimo, 27 senadores – um terço dos 81 que compõem a Casa. Além disso, o documento deve indicar o fato a ser apurado, o número de integrantes, o prazo de duração e o limite de despesas para a realização das atividades. (Com informações do G1)

Lula nega entrevista ao O Globo e cobra correção de “tratamento editorial difamatório”

O ex-presidente Lula enviou uma carta ao jornal O Globo explicando porque negou um pedido de entrevista feita pelo veículo, para compor uma série  sobre ex-chefes de Estado.  No texto, Lula afirmou que, além das Organizações Globo terem liderado o lawfare para fazer com que ele não fosse candidato presidencial em 2018, não  se retrataram sobre o que chamou de “perseguição judicial” estabelecida contra ele.

Lula deixa claro que não confunde “as organizações com as diferentes condutas profissionais de cada um de seus jornalistas”, mas reafirmou que, “enquanto não for reconhecido e corrigido o tratamento editorial difamatório das Organizações Globo não será possível acolher um pedido de entrevista como parte de uma normalidade que não existe, pelos parâmetros do jornalismo e da democracia”.

“Prezado Bernardo,

Agradeço o convite para uma entrevista para o jornal O Globo em uma série sobre ex-presidentes da República. Seu convite destoa da censura imposta pelas Organizações Globo. Não confundo as organizações com as diferentes condutas profissionais de cada um dos seus jornalistas.

O que me impede de atendê-lo é o notório tratamento editorial que as Organizações Globo adotam em relação a mim, meu governo e aos processos judiciais ilegais e arbitrários de que fui alvo, que têm raízes em inverdades divulgadas pelos veículos da Globo e jamais corrigidas, apesar dos fatos e das evidências nítidas, reconhecidas por juristas no Brasil e no exterior.

As próprias sentenças tão celebradas pela Globo são incapazes de apontar que ato errado eu teria cometido no exercício da presidência da República. Fui condenado por ‘atos indeterminados’.

Ao invés de ser analisada com isenção jornalística, a perseguição judicial contra mim foi premiada pelo O Globo. As revelações do site The Intercept foram censuradas, escondendo as provas de que fui julgado por um juiz parcial, em conluio com os promotores, que sabiam da fragilidade e falta de provas da sua acusação.

Enquanto não for reconhecido e corrigido o tratamento editorial difamatório das Organizações Globo não será possível acolher um pedido de entrevista como parte de uma normalidade que não existe, pelos parâmetros do jornalismo e da democracia”. (Da CartaCapital)