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Deputado propõe agravar pena por crime de quem tem ódio à pobreza

O presidente Jair Bolsonaro seguidamente transita de motocicleta sem capacete. Nessas ocasiões, muitas vezes é inclusive escoltado pela Polícia Rodoviária Federal, que faz vista grossa a essa que é considerada pelo Código de Trânsito uma infração gravíssima sujeita, inclusive, à perda da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Genivaldo de Jesus Santos era um homem preto e pobre. Andava de motocicleta sem capacete na cidade de Umbaúba (SE). Foi abordado por agentes da Polícia Rodoviária Federal, que o trancaram em um camburão e ali dentro jogaram bombas de gás lacrimogêneo. Genivaldo tinha 38 anos. Deixa mulher e dois filhos.

O presidente Jair Bolsonaro participou de uma motociata na sexta-feira em Goiânia. Ele estava de capacete. Mas na sua garupa estava o deputado Vitor Hugo (PL-GO), sem o equipamento de proteção. Não houve punição pela infração.

Há um nome para esse tipo de atitude que discrimina as pessoas pobres e as trata com violência desmedida e covardia: aparofobia. O termo une duas palavras gregas: aparos (pobre) e fobia (ódio ou rejeição). Ou seja, aparobia é a aversão a pobre. Se tivesse sido aprovado um projeto de autoria do deputado Fábio Trad (PSD-MS), o assassinato de Genivaldo praticado pelos policiais rodoviários implicaria uma pena de 12 a 30 anos de prisão. (Do Correio Braziliense)

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