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Vitória para levantar moral

POR GERSON NOGUEIRA

Com boa atuação em momentos pontuais do jogo, o Remo derrotou ontem à tarde, por 3 a 1, o melhor time do Brasileiro da Série C e retornou ao G8 da competição. A primeira etapa teve o predomínio dos sistemas de marcação, com poucas chances de gol para cada lado. Um golaço de Leonan no fim da primeira etapa abriu caminho para a vitória azulina, que se complementaria no 2º tempo, a partir da entrada do azougue Ronald.

Disputado palmo a palmo, o 1º tempo ficou muito preso à disputa de meio-campo, com poucas chances claras de gol. O Remo só ameaçou aos 21 minutos, quando Marlon cruzou para um cabeceio fraco de Rodrigo Pimpão. Em seguida, o Mirassol deu uma pontada perigosa: Osman cruzou, a bola passou por Gleyson e Vinícius espalmou no susto. Negueba pegou o rebote e mandou por cima do travessão.

O Remo tinha dificuldades de conduzir a bola e repetia o mesmo erro de outros jogos: exagerava nos toques laterais improdutivos, sem aprofundar as jogadas. Um raro momento agudo ocorreu aos 40’. Pimpão chutou forte e obrigou o goleiro a espalmar. Erick Flores, muito bem na partida, limpou o lance, mas finalizou rasteiro e fraco.

No finalzinho, após cobrança de escanteio, Leonan pegou a sobra na entrada da área e fez um golaço: dominou com o pé esquerdo e acertou um chute perfeito de direita. A bola entrou rente ao poste esquerdo de Jefferson. O gol premiou um lampejo ofensivo do Remo, mostrando que a postura ofensiva poderia ter sido mais explorada.

Com a vantagem, o Remo voltou do intervalo mais confiante e preenchendo mais os espaços no meio, o que naturalmente empurrou o Mirassol para uma postura mais reativa. As coisas melhoraram ainda mais quando Bonamigo trocou Pimpão e Fernandinho por Ronald e Bruno Alves.

O que faltava em velocidade e desprendimento passou a sobrar no ataque, aumentando as dúvidas sobre a não escalação de Ronald contra o Cruzeiro no meio da semana. Em poucos minutos, Ronald desarticulou a marcação, abrindo espaço para os companheiros.

Aos 18 minutos, uma bola cruzada na área foi desviada pelo goleiro e rebatida de volta por Netto junto à linha de fundo. Bruno Alves cruzou de novo e Daniel Felipe cabeceou para ampliar o placar.

Um descuido na marcação, aos 23’, permitiu que Léo Duarte fosse às proximidades da área e cruzasse com perigo. Negueba tocou na bola e Everton Bala complementou quase em cima da linha, diminuindo a diferença e colocando fogo no jogo.

Mas, aos 29’, Ronald recebeu a terceira sarrafada seguida e o lance rendeu, com justiça, o cartão vermelho ao volante Daniel. O Remo ganhou espaço, mas errava muitos passes no momento de criar jogadas. Entraram Paulinho Kuruá, Vanilson e Kevem no lugar de Marciel, Brenner e Netto.

Aos 41’, Curuá avançou com a bola desde o meio-campo e chutou com muito perigo, à direita do gol de Jefferson. No minuto final, Vanilson se livrou do marcador ainda no campo de defesa do Remo, disparou em direção à área, fintou o defensor e bateu rasteiro no canto. Um golaço para fechar a boa e importante vitória remista. (Fotos: Samara Miranda e Matheus Sacramento/Remo)

Papão toma gols de pênalti e perde invencibilidade

O São José impôs correria desde os primeiros minutos e se espalhou por todos os lados do campo, aproveitando o conhecimento que tem da grama sintética, piso horroroso até nas imagens da TV. O PSC não se adaptou, errou muito na zaga e nos lados, mostrando que José Aldo é hoje peça fundamental. Sua ausência responde muito pela atuação opaca do time.

Mesmo sentindo a dificuldade em relação ao campo, o PSC foi quem mais chegou perto de abrir o marcador no início da partida. Marcelinho teve grande chance, mas o goleiro Fábio Rampi foi mais rápido e impediu o gol.

Um pênalti mal assinalado pela arbitragem puniu o PSC aos 26 minutos. Após escanteio pela direita, Maradona desviou a bola e ela tocou no ombro e no braço de Marcelo Toscano. Pelas normas vigentes, em situações desse tipo, não há infração. Rampi cobrou e marcou.

A partida seguia muito disputada e aberta, Serginho e Wesley tiveram boas chances, mas não acertaram o gol. Fechado no meio e avançando rápido, na força física, o São José balançou as redes de novo, em outro pênalti. Desengonçado, Bruno Leonardo derrubou Maradona na área, aos 40’, e Rampi se apresentou novamente para cobrar e fazer 2 a 0.

Para tentar ajustar o lado direito na etapa final, Márcio Fernandes substituiu Igor por Leandro Silva. Péssima ideia. Os problemas permaneceram. Leandro levou um cartão amarelo logo no primeiro minuto. Em seguida, aos 3 minutos, Danrlei entrou no lugar de Marcelinho.

Apesar das mudanças, o Papão não criava lances agudos. O São José quase fez o terceiro aos 21’ com Christopher, que bateu de canhota com grande perigo. Nova troca no PSC, com a entrada de Robinho no lugar de Wesley, modificando de novo a configuração do meio.

Robinho, Danrlei e Marlon ficaram mais fixos na frente, enquanto Serginho e Toscano cuidavam de articulação e o volante Mikael era o único jogador de marcação no meio. O time foi à frente, cercou a área do Zequinha, mas não aprofundar jogadas. José Aldo fazia muita falta, tanto pela construção de jogadas como pelo estilo vertical de conduzir a bola.

Fernandes lançou João Vieira e Alessandro, mas o panorama seguiu inalterado. Uma derrota que vai muito para a conta do setor defensivo.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 16)

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