Papão dispara na liderança

POR GERSON NOGUEIRA

O time mesclado do PSC nem precisou fazer um grande jogo para superar o Independente, ontem à noite, em Parauapebas. Além de assegurar a liderança geral da 1ª fase do Parazão, a vitória permitiu a Márcio Fernandes avaliar o poder de fogo de seus principais reservas. Apesar da boa movimentação de Polegar e Danrlei, o treinador deve ter reforçado a ideia – manifestada após o Re-Pa – de que o time não tem suplentes à altura.

Os problemas mais visíveis se localizam no meio-campo. Dioguinho, que deveria funcionar como armador diante das ausências de Marlon e Ricardinho, praticamente não exerceu esse papel. Yure também foi discreto e o time dependeu quase sempre dos avanços de seus laterais, com Patrick Brey muito abaixo do rendimento de Polegar.

No ataque, Henan e Danrlei não se entenderam e Robinho foi o mais insinuante. De toda sorte, o PSC alcançou seu objetivo no jogo: garantir os três pontos, chegando aos 17 e fechando a etapa inicial do campeonato em primeiro – não pode mais ser alcançado por Caeté e Remo, ambos com 13 pontos.

Com a bola rolando, a partida teve poucas emoções na primeira parte. O Galo Elétrico não ameaçava o gol defendido pelo estreante Tiago Coelho. A primeira jogada aguda do Papão ocorreu aos 28 minutos, quando Mikael finalizou à direita da trave de Gauther.

No último lance, Polegar foi atingido dentro da área e o árbitro marcou o pênalti. Henan cobrou e mandou rasteiro, à direita da trave.

O problema de articulação voltou a aparecer no segundo tempo. O PSC tinha dificuldades em superar a marcação, o Independente não criava situações de ataque e a partida se desenrolava sem emoções.

As primeiras tentativas, com Dioguinho e Mikael, não deram em nada, mas aos 15 minutos nasceu o gol alviceleste. Danrlei caiu pela esquerda e deu assistência a Robinho. O atacante ajeitou a bola perto da meia-lua e mandou um chute colocado, no canto esquerdo da trave do Galo.

Polegar ainda carimbou o travessão com um chute da entrada da área, aos 29’. Desorganizado, o Independente levantava bolas na área, mas não ameaçava de verdade. O PSC então controlou as ações e saiu do Rosenão com o resultado que lhe interessava.

No sábado, os bicolores enfrentam o desesperado Castanhal (lanterna do Grupo C) no estádio Modelão, enquanto o Independente desafia o Bragantino, no Diogão, brigando para garantir presença na próxima fase.

Ultimato para a FPF convocar a nova eleição

O Ministério Público do Estado entrou de vez no campo minado da eleição para a presidência da Federação Paraense de Futebol (FPF). O órgão emitiu ontem uma recomendação para que a presidente interina Graciete Maués convoque em 72 horas a Assembleia Geral para encaminhar o pleito, que foi adiado de 28 de dezembro do ano passado.

Quando assumiu o cargo, na condição de presidente do mais antigo filiado (Tuna), Graciete avisou que as eleições seriam marcadas para o dia 15 de março, mas com o passar dos dias a promessa virou fumaça. A Comissão Eleitoral da FPF até hoje não divulgou o edital de convocação dos filiados e os prazos para inscrição de chapas.

Por conta disso, o MPPA recomenda que seja publicado um calendário eleitoral, conforme diz o estatuto, contendo prazos estabelecidos pela Lei Pelé. O curioso dessa história toda é que Graciete assumiu a presidência justamente para garantir urgência na convocação da eleição. Ela tinha oito dias após a posse para convocar a AG, coisa que não ocorreu.

No longo arrazoado da recomendação, o MPPA estabelece que não haja mudança na composição do colégio eleitoral da FPF e que sejam mantidos os clubes profissionais, amadores e ligas habilitados a votar, conforme ficou estabelecido nos editais iniciais.

Caso a recomendação não seja acatada pela FPF em até 72 horas, o MPPA deixa claro que “entenderá a evidência do propósito em desrespeitar os princípios da legalidade, razoabilidade e da moralidade que regem os atos da administração pública”, com a presidente interina sujeita a responder judicialmente por omissão.

A ação do MPPA se justifica pelo fato de a FPF ser uma entidade de interesse social, que recebe verbas públicas na forma de subvenções e/ou contratos com órgãos da administração pública. É sua atribuição fiscalizar as associações de interesse sociais e assistencial que atuem no Estado.

Desde 10 de janeiro de 2022, quando se encerrou o mandato de Adelcio Torres, os cargos diretivos da entidade ficaram vagos, visto que não houve a eleição para o triênio 2022-2025 por força de liminar expedida pelo TJPA, caso que tramita na 2ª Turma de Direito Privado do tribunal.

Direto do blog campeão

“A mídia esportiva e dirigentes e jogadores dos dois principais clubes participantes do campeonato paraense abriram o bocão com críticas aos estádios do interior, com certa razão. No entanto, esqueceram que os estádios da capital não são nenhum exemplo de adequação. Essas praças ultrapassadas nunca sofreram uma verdadeira modernização. Vivem de guaribadas aqui e ali. Não é preciso entrar em uma delas para ver e sentir isso. As imagens da TV já dão uma boa dimensão disso. Deixei de ir a esses estádios porque, nessa altura do campeonato (da vida), não dá pra encarar esse tipo de ambiente e ainda pagar por isso. Esse é o tipo de bate-boca onde todo mundo grita e ninguém tem razão. As praças modestas do interior apresentam um diferencial em dias de jogos: o público se comporta melhor. Que o Mangueirão reabra o mais rápido possível”. Miguel Silva Batista

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 24)

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