Papão vence e assume liderança geral do Parazão

Independente e PSC fizeram na noite desta quarta-feira (23), em Parauapebas, o jogo atrasado da 3 rodada e os bicolores venceram por 1 a 0. A partida não teve tanta intensidade no primeiro tempo. O placar ficou 0 a 0, apesar de um pênalti desperdiçado pelo Papão nos minutos finais. Henan cobrou para fora. Mesmo com várias alterações no time, o PSC era superior e garantiu a vitória aos 17 minutos do segundo tempo. Em lance individual, Rob que teve a participação de Danrlei, Robinho bateu de fora da área no canto esquerdo do goleiro Gauther. O Galo Elétrico ainda tentou pressionar, mas não conseguiu oferecer perigo. Com o triunfo, o PSC garantiu a condição de líder do Grupo A e o 1º lugar geral do Parazão.

MPPA dá prazo de 72 horas para presidente da FPF convocar eleição

A longa espera pela eleição da Federação Paraense de Futebol parece estar no fim. O Ministério Público do Pará entrou em ação, motivado por reclamações dos candidatos, emitindo na terça-feira (22) uma recomendação para que a presidente interina da instituição, Graciete Maués, cumpra o artigo 22 do estatuto da entidade e convoque em até 72 horas a Assembleia Geral para eleição de presidente, vice-presidente e conselhos da FPF.

Graciete divulgou que as eleições estariam marcadas para o próximo dia 15 de março, mas a Comissão Eleitoral da FPF ainda não divulgou o edital de convocação dos filiados e os prazos para inscrição de chapas, previsto para acontecer na primeira semana de fevereiro.

O MP ainda recomenda que seja publicado o calendário eleitoral, com todos os prazos estabelecidos pela Lei Pelé. Graciete foi eleita interinamente na condição de presidente do mais antigo filiado (a Tuna) e está no cargo justamente para dar celeridade ao processo de convocação das novas eleições, após o cancelamento do pleito inicialmente marcado para 28 de dezembro.

Também é recomendado que não haja mudança no colégio eleitoral da FPF e que sejam mantidos os clubes profissionais, amadores e ligas aptos a votarem, conforme foi divulgado nos editais iniciais.

Caso a recomendação não seja cumprida em 72h, o MP “entenderá a evidência do propósito em desrespeitar os princípios da legalidade, razoabilidade e da moralidade que regem os atos da Administração Pública e com Graciete Maués podendo responder judicialmente por omissão”.

No primeiro pleito, três chapas estavam concorrendo: a de Adelcio Torres, que busca um terceiro mandato seguido à frente da FPF; de Paulo Romano (dissidente) e de Ricardo Gluck Paul, ex-presidente do PSC.

A várzea voltou, viva a várzea!

POR GERSON NOGUEIRA

É feio, arcaico, ridículo. A troca de notas enraivecidas entre as diretorias de PSC e Remo soam como prolongamento bizarro do Re-Pa do último domingo. Uma versão piorada do que se viu em campo. Irritados com o tratamento recebido no estádio da Curuzu, dirigentes do Leão criticaram os bicolores, cobrando mais profissionalismo e respeito.

Respeito é o que o Papão também exige em nota que desmente qualquer problema nos bastidores do Re-Pa. As versões são conflitantes. O Remo alega que seus jogadores foram obrigados a passar por entre a torcida antes e depois do clássico. Alegam que o executivo Fred Gomes teve a inacreditável atitude de chutar um dos membros da delegação.

Na longa nota publicada na segunda-feira (21), os azulinos criticam também a hostilidade exposta na forma de objetos atirados contra o ônibus e os jogadores. No repiquete, os bicolores informam que diretores do rival provocaram a torcida e que propagam mentiras.

Outra queixa remista diz respeito ao espaço que foi destinado à diretoria no estádio da Curuzu. Relatam ter ficado num cubículo, sendo obrigados a limitar a presença de diretores e colaboradores. O PSC diz se amparar em normas da CBF, que limitam a quantidade de visitantes.

Em contrapartida, informaram que no Re-Pa pela Copa Verde também foram encaminhados a um espaço diminuto, ficando ao lado de uma torcida organizada. O tiroteio parece longe de uma trégua, mas desde já é possível observar quem perde com a papagaiada.

Perdem todos, principalmente o fragilizado futebol do Pará, cujo campeonato estadual só se realiza por obra e graça do suporte financeiro oportunizado pelo governo do Estado. Sem a ajuda oficial, o torneio já teria sido extinto, tamanho é o imobilismo dos dirigentes e a inoperância da federação, que segue sem presidente eleito.

No fundo, o atual clima de várzea é coerente com a bagunça de um futebol que mal se sustenta de pé. Rivalidade pode ser saudável, desde que não escorregue para a baixaria. (Foto 1: reprodução da internet; foto 2: John Wesley/Ascom PSC)

John Textor, o Sassá Mutema do Glorioso

O Botafogo já incomodava muita gente mesmo quando era um clube falido e sem conquistas reluzentes nos últimos anos. Imagine agora, transformado em clube-empresa e sob controle do empresário americano John Textor. Bestificado, vejo aqui e ali manifestações inquietas de velhos rivais, alguns propondo até fair play financeiro para barrar a recuperação do Glorioso. Calma, muita calma nessa hora.

Por enquanto, Textor tem sido porta-voz de boas notícias. É improvável que seja sempre assim, mas o rol de novidades ainda está no começo. E o torcedor está encantado, com razão. A busca de um técnico estrangeiro – o português Luís Castro deve ser o escolhido – é o primeiro ato prática.

Óbvio que o acionista majoritário quer fazer do Botafogo um clube formador de jogadores para negociação com o mercado europeu. Castro viria com essa missão, experimentado que é na prática portuguesa de intermediar transações envolvendo atletas importados do Brasil.

As investidas sobre Cavani e Luiz Suárez também agitam o mercado da bola. A mídia paulista demonstra desconforto, especialmente porque Luís Castro optou pelo Botafogo ao invés do Corinthians. É, realmente os tempos estão mudados. Até o contido PVC subiu nas tamancas.

Só a perspectiva de ter (de novo) um time respeitado e em condições de brigar em pé de igualdade com os maiorais do futebol brasileiro – todos montados em recursos pouco justificados – é um alento e tanto para os botafoguenses. Deixem a gente curtir o momento.

Sobre Baião: “Lá onde o rio se parte em dois”

Reproduzo aqui o comentário de Lúcio Flávio a respeito do lançamento de “Lá onde o rio se parte em dois: memórias, patrimônio cultural e tombamento na cidade de Baião”, de Stéfano Paixão:

“É a sua (de Stéfano) dissertação de mestrado, transformada em livro. Pode servir de estímulo e inspiração a pessoas que, como ele, não realizam apenas uma pesquisa acadêmica. Stéfano é de Baião, com ascendentes vivendo no município há muitos anos.

Na sua pesquisa, ele não reuniu apenas dados dispersos de um acervo rico sobre Baião. Também reconstituiu a história da sua família e iluminou suas raízes pessoais, conforme ele declara em entrevista ao Diário do Pará, minha única referência sobre ele.

É, ao mesmo tempo, a recuperação das informações sobre um pedaço do Pará e um retorno proustiano à vida do autor, biógrafo e auto-biografado. Um convite a vencer a inércia para reconciliar a população nativa com a sua história”.

Baião agradece penhoradamente.

Janela roqueira: adeus ao pioneiro Mark Lanegan

Quem se emocionou com o vocal rústico e inconfundível que identificativa o Screaming Trees lá pelos idos de 1990 sabe o tamanho da perda. Mark Lanegan morreu ontem na Irlanda, aos 57 anos, de forma discreta como foi sua vida pós-grunge e com muita estrada a percorrer ainda.

Daqui dos rincões do Norte, deixo meu eterno agradecimento a esse roqueiro de estirpe, que jamais traiu a filosofia simplista do rock surgido em Seattle com Nirvana, Pearl Jam, Alice In Chains e outros. “Nearly lost You” e “All I Know” estão no setlist definitivo deste escriba de Baião. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 23)