Rock chora a morte de Mark Lanegan, um dos heróis do grunge

O cantor e compositor Mark William Lanegan morreu na manhã desta terça-feira (22) em sua casa em Killarney, na Irlanda. “Um amado cantor, compositor, autor e músico, ele tinha 57 anos e deixa sua esposa Shelley. Nenhuma outra informação está disponível no momento. Pedimos, por favor, respeite a privacidade da família”, diz o breve comunicado postado em seu perfil no Twitter.

A fase mais produtiva de Lanegan foi à frente do Screaming Trees, banda de grande sucesso no circuito grunge de Seattle (EUA) ao longo dos anos 90, impulsionada por suas letras e vocal rascante. Nesse mesmo período, Lanegan participou do megaprojeto grunge Mad Season.

Responsável pelo grande hit “Nearly lost you”, do Screaming Trees, Lanegan teve uma trajetória de colaborações musicais diversas, dos colegas do rock de Seattle à eletrônica do Bomb the Bass. Teve também uma breve passagem no Queen Of The Stone Age.

Começou a carreira no Screaming Trees ainda em 1984. O hard rock com doses de psicodelia do grupo foi muito influente na consolidação da cena grunge.

Exibição de “Velhos Baionaras II” é prestigiada pelo prefeito de Belém

O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, participou na noite desta segunda-feira, 21, do lançamento do documentário “Velhos Baionaras II”, realizado no Cine Líbero Luxardo, na Fundação Cultural do Tancredo Neves (Centur). O filme mostra a identidade cultural do município de Baião, cidade a 204 quilômetros da capital Belém e uma das mais antigas do Estado. A obra busca inventariar aspectos da história e da memória do povo baionense, com destaque para rezadeiras e mestres de bois.

“Tive a oportunidade de conhecer o Pará. É muito rica a cultura de Baião, a fotografia e a trilha sonora do filme são excelentes. Podemos fazer essa ponte com a nossa Secretaria Municipal de Educação para pensar em fazer uma edição e ser divulgado em escolas de Belém”, comentou o prefeito Edmilson Rodrigues. 

O lançamento da obra contou com duas sessões, uma às 19h, e outra às 20h30, exibidas no Cine Líbero Luxardo. O documentário possui mais de 60 minutos. “O que moveu esse trabalho foi a vontade de revelar a cultura de Baião. Reunimos uma equipe, onde lançamos um olhar para essa cultura de resistência, do quilombos e dos povos da floresta”, explica o diretor do filme, Dario Jaime Souza (foto).

A obra é, de certa forma, a continuação do espetáculo teatral “Contadores Aluados e sua Carroça de Estrelas”, de 2011, e do documentário “Velhos Baionaras, Tesouros Vivos”.

“É para o povo de Baião. Um trabalho que começou lá em 2010, num trabalho de ressignificação da cultura popular. Tentamos encontrar a raiz dessa identidade e trazer essa memória”, disse o produtor Stéfano Paixão.

Re-Pa: súmula relata tumultos, expulsões e objetos atirados no gramado

A súmula do clássico Re-Pa do último domingo relata os vários incidentes ocorridos no estádio da Curuzu. O árbitro Marco José Soares de Almeida (FPF-PA) relatou que a torcida do Papão arremessou objetos (sapatos, chinelos e copos) em direção ao gramado. Em nota, o clube se defendeu dizendo que “algumas pessoas foram identificadas e posteriormente detidas por arremessar objetos para o campo”. A súmula também registra que o PSC apresentou um boletim de ocorrência da situação à arbitragem.

A súmula também detalha as expulsões do zagueiro Kerve e do meia-atacante Victor Diniz, do PSC. Após o gol bicolor, os dois se viraram para o banco de reservas do Remo e fizeram gestos obscenos provocando os jogadores rivais. Outro fato relatado foi a confusão entre a Polícia Militar e os torcedores, logo após a partida. A situação foi tensa, com várias pessoas caindo e passando mal, incluindo crianças, em decorrência do gás de pimenta disparado pelos policiais.

O assistente Rafael Ferreira Vieira citou que o zagueiro Marcão, do PSC, chutou e quebrou uma placa de publicidade durante a comemoração do gol de empate.

CLUBE SE MANIFESTA

“O Paysandu Sport Club lamenta profundamente que alguns torcedores tenham saído feridos do Banpará Curuzu, no último domingo (20), após o clássico Re-Pa. O clube já cobrou esclarecimentos e providências da Polícia Militar e analisa as imagens registradas pelo circuito de monitoramento interno do estádio. O Paysandu ressalta que jamais medirá esforços para receber da melhor forma possível sua imensa e apayxonada torcida, que é o maior patrimônio do clube, e ontem novamente protagonizou um espetáculo lindo. Inclusive, o Paysandu agradece ao apoio dos mais de 15 mil bicolores que estiveram na Curuzu. O clube também comunica que algumas pessoas foram identificadas e posteriormente detidas por arremessar objetos para o campo.” (Foto: John Wesley/Ascom PSC)

Diretoria do Remo denuncia hostilidade e violência na Curuzu; PSC nega e exige respeito

Em nota divulgada nesta segundaa-feira, 21, a diretoria do Remo rebateu manifestação do PSC e reafirmou a denúncia sobre os tumultos ocorridos na Curuzu após o Re-Pa de domingo. Reclama também da falta de segurança no estádio, citando transtornos vividos pela delegação remista antes, durante e depois da partida:

“O Clube do Remo vem a público repudiar os fatos ocorridos no Estádio Banpará Curuzu contra sua diretoria, comissão técnica e staff. Inclusive repor a verdade que foi deturpada através de uma nota, pelo Paysandu Sport Club. Ocorre que, o estádio Banpará Curuzú não possui estrutura adequada à prática esportiva e os atletas visitantes são obrigados a acessar o estádio no meio de torcedores, tendo inclusive que descer do ônibus no meio da rua para adentrar ao estádio.

A visível falha estrutural ocasionou uma série de constrangimentos ao Clube do Remo desde a sua chegada às proximidades do estádio até a sua saída. Diversos objetos foram arremessados no ônibus que conduzia a delegação remista, agressões verbais foram proferidas e a integridade física da delegação ameaçada, uma vez que, relembramos, a delegação visitante é obrigada a descer no meio da torcida e da rua.

Conforme definido pela Federação Paraense de Futebol (FPF), o limite de integrantes das delegações de equipes visitantes é de 50 (cinquenta) pessoas, sendo 29 nas adjacências do gramado e 21 nas dependências dos estádios. Ocorre que, para o funcionamento dos trabalhos dentro da normalidade, os profissionais do staff devem, e precisam, ter acesso ao vestiário antes, no intervalo e ao final do jogo, entretanto, não foi o que ocorreu no estádio do rival.

O Paysandu ofereceu uma cabine de clube visitante com capacidade para 10 pessoas ao clube do Remo, mas na prática apenas 3 pessoas conseguem assistir à partida e desempenhar suas funções, pois a localização desse camarote impede a visualização completa do gramado, somado a isso, um tapume obstrui a visão de quem está no espaço destinado ao visitante.

Devido a uma sucessão de transtornos, o Clube do Remo foi obrigado a remanejar 11 pessoas de sua delegação para o vestiário, sem possibilidade de assistir a partida e o espaço não contava com o ar-condicionado funcionando em condições minimamente razoáveis. Todos os fatos foram relatados aos delegados do jogo, mas sem soluções efetivas.

Além disso, durante o primeiro tempo do jogo, colaboradores do departamento de Marketing e Comunicação do Clube do Remo, que estavam no gramado exercendo seu trabalho, foram hostilizados pela torcida rival com gritos homofóbicos e gestos obscenos. Ainda no primeiro período de jogo, o senhor Luciano que se apresentou como coordenador de segurança do time mandante, e que também estava no gramado, ameaçou o staff do marketing azulino, chegando a ser contido pelo segurança que estava a serviço do Remo. Todos estes relatos foram testemunhados por pessoas da imprensa paraense, que trabalhavam no mesmo local.

Nos preparativos para a saída, integrantes da delegação foram levados por uma área onde estavam presentes pessoas ligadas ao rival, as quais não hesitaram em provocar e proferir palavrões e demais agressões verbais. Nesse contexto destaca-se a atitude lamentável do executivo de futebol do Paysandu, Fred Gomes, que estava na cabine da comissão técnica, e proferiu diversas palavras de baixo calão contra o preparador de goleiros azulino.

A sequência de fatos lastimáveis neste último jogo parece não ter fim. O motorista da delegação azulina foi agredido com um chute, enquanto se deslocava até o ônibus para colocar ele em posição na rua para a saída do time.

O Clube do Remo lamenta ainda o tumulto ocorrido e a agressão sofrida pelos torcedores do Paysandu Sport Club, fato que demonstra a total falta de preparo e zelo por parte da instituição para com seus próprios torcedores.

Destacamos que o Clube do Remo recebeu em 2021 vários clubes tradicionais do futebol brasileiro como Atlético Mineiro, Vasco, Goiás, Cruzeiro e Botafogo e foi referência positiva pela nova estrutura do Banpará Baenão. Ao contrário do estádio do nosso rival, o ônibus da delegação visitante adentra no estádio e conta ainda com novo espaço para visitantes com capacidade para 30 pessoas, totalmente isolado e garantindo a segurança, trabalho dos funcionários e acesso aos vestiários, tudo isso sem a necessidade de circular no meio de torcedores.

Finalmente, repudiamos a tentativa do clube mandante de tentar mudar o foco do ocorrido com afirmações falsas e levianas e cobramos uma resolução digna dos fatos. Não podemos esperar que ocorra algo pior pra que alguma atitude seja tomada pra corrigir essas situações relatadas.

Reafirmamos por fim que, no Banpará Baenão, todos os envolvidos no jogo terão sua segurança, integridade e dignidade resguardadas pelo maior Clube da Amazônia.”

NOTA OFICIAL DO PSC

Antes, a diretoria do PSC havia emitido nota afirmando que o rival “recebeu toda a assistência necessária” e refutando críticas que tinham sido feitas ainda no pós-jogo pelos dirigentes do Remo. Abaixo, a manifestação do Papão:

“O Paysandu repudia as informações mentirosas repassadas pelo Clube do Remo à imprensa sobre a receptividade no Banpará Curuzu e informa que a delegação do rival recebeu toda a assistência necessária no estádio, conforme prevê o Regulamento Geral de Competições (RGC) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com vestiário bem estruturado, camarote reservado para dez pessoas da diretoria e cabine de imprensa.

Vale ressaltar que a realidade de ontem foi totalmente diferente do que ocorreu no clássico do ano passado, no Banpará Baenão, onde a direção bicolor ficou em um espaço improvisado, próximo de uma torcida organizada. Na época, a direção bicolor não veio a público reclamar por entender que o estádio do rival não oferece condições adequadas para receber o staff dos clubes visitantes.

O Paysandu também repudia o comportamento de alguns integrantes do rival, que provocaram a torcida bicolor ainda no gramado, como o diretor Dirson Neto, que incitou a violência ao bater no vidro e fazer gestos obscenos para o público. Já na saída do estádio, nas dependências internas, o preparador de goleiros Juninho mais uma vez se exaltou e iniciou uma discussão com funcionários do Paysandu. A segurança do clube interviu para proteger o patrimônio bicolor, mas sem agir com violência em momento algum.

O clube exige respeito e nunca irá tolerar esse tipo de atitude antidesportista e antiprofissional dentro das suas dependências.”

Ed Motta detona Raul e elogia Paulo Coelho

Em live no seu canal do YouTube na última sexta-feira (18), o cantor Ed Motta não poupou críticas a Raul Seixas, ídolo da música brasileira falecido em 1989. A declaração gerou debate entre fãs, que passaram a comparar o trabalho dos dois artistas. 

“Raul Seixas tem uma falha de caráter terrível na vida dele: ele foi funcionário de gravadora, ou seja, ele trabalhou contra os colegas. Eu não tenho medo nenhum de falar contra o Raul Seixas, que era uma puta de uma merda, ruim pra caralho musicalmente, de tudo”, disparou Ed Motta. 

Para o cantor, “quem fazia o que ele tinha de mais brilhante, que era o texto, era o Paulo Coelho”. Então, esse cara era um idiota, era um funcionariozinho de gravadora, gravando uns discos de merda, entendeu? E nego vem: ‘canta Raul’. Que porra, que que é isso, bicho? Um cara desqualificado de tudo, porra!”, prosseguiu. 

Entre outras críticas, Ed disse que Raul Seixas, por trabalhar em gravadora, atuava “contra os colegas” e que “não serve nem para limpar o chão de onde bota a guitarra”. 

A declaração gerou discordância e muitas críticas entre fãs de Raul Seixas e espectadores da live. “Toco há anos nos botecos na noite, nunca vi e ouvi ninguém gritar ‘Toca ED!!’, é só o famigerado: ‘Toca Raul!!’. Fim”, escreveu um internauta, por exemplo, em meio a outros comentários parecidos. (Com informações da Fórum)