Salles vira piada ao espalhar fake news dizendo que Bolsonaro “evitou 3ª Guerra Mundial”

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O ex-ministro Ricardo Salles, que ganhou notoriedade por promover um completo desmonte das políticas ambientais no país, usou suas redes sociais para promover a imagem de Bolsonaro em sua viagem à Rússia, disparando uma fake news tão grotesca que virou motivo de piada nas redes. 

Salles compartilhou uma imagem falsa, dizendo que o canal CNN atribuiu a participação decisiva do mandatário para evitar uma Terceira Guerra Mundial entre a Rússia e a Ucrânia. 

Diretor premiado e jornalista polêmico, Arnaldo Jabor morre aos 81 anos

Foto de arquivo de 08/04/2016 do cineasta e jornalista Arnaldo Jabor, de 81 anos. — Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo/Arquivo

O cineasta, escritor e jornalista Arnaldo Jabor, de 81 anos, morreu nesta terça-feira (15) em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, na região central da cidade. Jabor havia sido internado após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Jabor dirigiu “Eu sei que vou te amar” (1986), indicado à Palma de Ouro de melhor filme do Festival de Cannes. É colunista de telejornais da TV Globo desde 1991.

Arnaldo Jabor teve extensa carreira dedicada ao cinema, à literatura e ao jornalismo. No cinema, dirigiu sete longas, dois curtas e dois documentários. Também era cronista e jornalista.

Formado no ambiente do Cinema Novo, Jabor participou da segunda fase do movimento, um dos maiores do país, conhecido por retratar questões políticas e sociais do Brasil inspirado no neorrealismo italiano e na nouvelle vague francesa.

Mesmo antes de se tornar um premiado diretor e roteirista, já mostrava paixão pela sétima arte. Foi também técnico sonoro, assistente de direção e crítico de cinema. Ele se formou pelo curso de cinema do Itamaraty-Unesco em 1964. Em 1967, produziu o documentário “Opinião Pública” (foto abaixo), seu primeiro longa metragem e uma espécie de mosaico sobre como o brasileiro olha sua própria realidade.

Arnaldo Jabor: 40 years of Public Opinion | Imagem-Tempo

O primeiro longa de ficção que Jabor produziu, roteirizou e dirigiu foi “Pindorama”, em 1970. Ele tinha um excesso de barroquismo e de radicalismo contra o cinema clássico. No ano seguinte, foi indicado à Palma de Ouro, o maior prêmio do festival de Cannes, na França.

Sucessos de bilheterias e obras premiadas marcaram a carreira do cineasta. Três anos mais tarde, fez um dos grandes sucessos de bilheteria do cinema brasileiro: “Toda Nudez Será Castigada”, uma adaptação da peça homônima de Nelson Rodrigues. Por ele, Jabor venceu o Urso de Prata no Festival de Berlim em 1973.

O filme tem críticas à hipocrisia da moral burguesa e de seus costumes. É a história do envolvimento da prostituta Geni, interpretada pela atriz Darlene Glória, com o viúvo Herculano, personagem de Paulo Porto. O papel deu a Darlene o prêmio Kikito de Melhor Atriz no Festival de Gramado. O filme também ganhou um troféu no evento.

Nelson Rodrigues seguiu inspirando Jabor. O filme “O Casamento” (1975) foi adapatado de um romance do escritor e faz uma crítica comportamental da sociedade. Ele premiou a atriz Camila Amado com o Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante e o Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado.

Outro sucesso do roteirista e diretor foi “Tudo Bem” (1978), o início de sua “Trilogia do Apartamento”. O filme investiga, num tom de forte sátira e ironia, as contradições da sociedade brasileira que já vivia o fracasso do milagre econômico.

Os protagonistas são Fernanda Montenegro e Paulo Gracindo. Em atuações consideradas primorosas, eles gravaram em um apartamento de classe média da época. O filme tem um elenco coadjuvante estelar, com Zezé Mota, Stênio Garcia, Fernando Torres, José Dumont, Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães, entre outros.

“Tudo Bem” venceu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Brasília e deu a Paulo César Peréio o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante na competição. O longa também foi selecionado para ser exibido no Festival de Berlim e na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes.

Eu Te Amo - ( De Arnaldo Jabor ) com Sonia Braga | Amazon.com.br

Em 1981, Jabor escreveu e dirigiu o premiado “Eu te amo”, que consagrou Paulo César Pereio e Sônia Braga no cinema brasileiro. O Industrial falido pelo milagre dos anos 70 conhece uma mulher e a convida para sua casa, onde vivem um intenso romance em meio às crises existenciais. A produção era de Walter Clark e a fotografia, de Murilo Salles.

Cinco ano depois, voltou com outro sucesso de bilheteria e crítica. “Eu Sei que Vou Te Amar”, de 1986, conta a história de um casal em crise, interpretado pelos jovens Fernanda Torres e Thales Pan Chacon. Foi mais um sucesso do cineasta gravado entre quatro paredes em uma casa projetada por Oscar Niemeyer, e deu o prêmio de melhor atriz para Fernanda Torres no Festival de Cannes.

Nos anos 1990, Jabor se afastou do cinema por “força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional”, segundo seu site oficial.

A partir de 1991, ele passou a escrever crônicas para jornais e também a fazer comentários políticos em programas de TV da Globo — “Jornal Nacional”, “Bom Dia Brasil”, “Jornal Hoje”, “Fantástico” — e de rádio na CBN.

Arnaldo Jabor está internado em SP após sofrer AVC

No “Jornal da Globo”, dividia os comentários com Paulo Francis e Joelmir Beting. A partir dos anos 2000, assumiu sozinho a coluna. Nela, abordava temas como cinema, artes, sexualidade, política nacional e internacional, economia, amor, filosofia, preconceito.

Nesse tempo, também se dedicou à literatura, com a publicação de oito livros de crônicas. O primeiro deles, “Os canibais estão na sala de jantar”, foi lançado em 1993. Já os dois últimos, “Amor é prosa”, de 2004, e “Pornopolítica” (2006), se tornaram best-sellers.

Nascemos sós. Morremos sós. Nosso... Arnaldo Jabor - Pensador

Em 2010, voltou a filmar depois de 24 anos afastado de uma de suas maiores paixões. Assinou roteiro e direção de “A Suprema Felicidade”, contando a história de Paulo (Jayme Matarazzo), um adolescente que precisa lidar com as frustrações do pai (Dan Stulbach) e se aproxima do avô (Marco Nanini). Mais uma vez, o filme é indicado e leva categorias técnicas (direção de arte, figurino) em festivais brasileiros e internacionais.

Nem a pandemia parou Arnaldo Jabor – longe da redação, gravava as colunas em casa. Graças ao avanço da vacinação, conseguiu voltar pra redação da TV Globo, em São Paulo. O último comentário foi no dia 18 de novembro, quando comentou sobre as suspeitas de interferência no Enem. (Com informações do G1 e Época)

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Botafogo fica perto de acordo com técnico português

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O Botafogo chegou um acordo financeiro com o Luís Castro, que tem contrato com o Al Duhail. John Textor e pessoas de sua confiança negociam com o clube do Qatar a questão da multa contratual. O clube não aceita liberar por menos de R$ 5,8 milhões. Existe ainda a possibilidade de tentar a vinda pouco mais à frente.

Já que o campeonato do Qatar acaba dia no 13 de março, seria mais fácil esperar um pouco mais pela liberação do treinador, que ainda teria pouco menos de um mês para trabalhar a equipe para o Brasileiro. Quanto à multa rescisória, o Al-Duhail não dá sinais de que libera Castro por menos.

A decisão de John Textor de rescindir contratos de patrocinadores e fornecedor de material esportivo do Botafogo surpreendeu a muitos. Mas o empresário americano é bem claro quanto à situação: não estava satisfeito com o modelo atual.

“Quero que o uniforme não pareça um painel de propagandas, mas sim uma camisa de futebol. Se você olhar a Premier League, a Bundesliga, LaLiga, veja o uniforme dos times. Claro que há o patrocinador máster, talvez outro na manga ou no ombro… Mas, honestamente, o uniforme atual do Botafogo não tem a mensagem que queremos passar sobre o clube”, afirmou Textor em entrevista à ESPN.

John Textor: ‘Botafogo tem um uniforme lindo. Quero que não pareça um painel de propagandas’

“Acho que temos um uniforme lindo, sofisticado, alvinegro, com a linda Estrela Solitária no escudo. Quero que as pessoas vejam o coração do Botafogo no uniforme, mais do que cinco ou seis propagandas na barriga, no ombro, nas costas, no calção… É muita coisa! Por isso alguns contratos estão sendo cancelados”, acrescentou.