Caso Marielle: as suspeitas de chantagem sobre Bolsonaro

Por Luis Nassif

Fato: a não descoberta do mandante do assassinato de Marielle só tem uma explicação: sua enorme influência política. A partir daí, duas hipóteses: ou alguém ligado aos Bolsonaro ou às forças de intervenção, chefiadas por Braga Neto. Não há outra hipótese de poder político

O próprio Ministro da Justiça da época, Raul Jungmann, falou em personagens influentes. Não estava se referindo obviamente a nenhum chefe de milícia.

Pergunto: qualquer país que se pretenda civilizado pode conviver com esse nível de desinformação?

O assassino era contrabandista de armas e vizinho do presidente da República. E os filhos do presidente eram ligados ao chefe do escritório do crime. Como pode a ex-7ª potência do mundo normalizar esse nível de suspeição em relação ao seu presidente? Bater no Monark é fácil.

Braga netto disse que poderia apontar culpados, mas não queria “protagonismo”. Como assim? Ele era o interventor do Rio.

Em 2018, ainda no governo Temer, Braga Netto diz que a solução está próxima. Depois se cala e se torna o superpoderoso Ministro de Bolsonaro. Não há nada de estranho nisso?

Há duas hipóteses terríveis. Espero que nenhuma se confirme. A 1ª, de envolvimento da intervenção com a morte de Marielle (menos provável). A segunda, a de um general que, dispondo de informações, chantageou o presidente da República, livrando-o da suspeita de um crime abjeto

Trio de ferro domina Parazão

POR GERSON NOGUEIRA

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A classificação dos grupos do Parazão revela um cenário que lembra a avassaladora hegemonia dos grandes da capital ao longo dos anos 70/80/90, período pré-estadualização do campeonato. Naqueles anos de futebol-raiz, o trio PSC-Remo-Tuna foi absoluto na conquista de títulos.

No certame deste ano, as três chaves têm a liderança dos três dinossauros. O PSC é o primeiro colocado no grupo A, com 9 pontos em três jogos. No grupo B, a vantagem é cruzmaltina, com 7 pontos em quatro rodadas. O Remo encabeça a pontuação no grupo C com 10 pontos em quatro partidas.

Curiosamente, a segunda posição é ocupada por times considerados azarões na disputa. O vice-líder do grupo bicolor é o Paragominas, com 4 pontos. A vice-liderança no grupo da Tuna é do Itupiranga, com 6 pontos. Já no grupo C, do Remo, o segundo colocado é o Caeté, com 6 pontos.

A primeira impressão, disputada metade da fase classificatória, é que o reinado dos maiorais está de volta. Pode ser uma visão precipitada porque a distância entre os líderes e os demais times não é tão segura, a ponto de garantir classificação tranquila.

O Papão mantém cinco pontos à frente do Jacaré e o Remo tem quatro pontos de vantagem, mas a Tuna tem o Itupiranga colado em seus calcanhares – a diferença é de um ponto apenas.

Há muito a acontecer ainda no campeonato, inclusive quanto à definição dos dois melhores terceiros colocados ao final desta etapa. Surpresas podem ocorrer, levando em conta que a tendência é de evolução dos times.

Por ora, o desempenho de times interioranos tradicionais, como Águia e Castanhal, está abaixo das expectativas. Bragantino e Independente dão sinais de que irão brigar pelas primeiras posições. (Resultados do sábado podem alterar esse cenário; a coluna é fechada na sexta-feira à noite)

De todos, o Castanhal é o que menos entregou até agora em relação ao que prometia. Organizado e com um volume de contratações superior ao dos demais interioranos, parecia apto a fazer grande campanha. Até o momento isso não aconteceu.

A derrota em casa na última rodada, de virada para o Itupiranga, acendeu de vez o sinal de alerta no clube. Por essa razão, o técnico Cacaio deixou o cargo após mais de um ano no comando. Robson Melo assumiu na sexta-feira, um dia após deixar o Tapajós.

Em campeonato de tiro curto, não há tempo a perder na busca por ajustes importantes. É provável que, além do Castanhal, outros times façam movimentos no sentido de corrigir rota e salvar a campanha.

Bola na Torre

A apresentação é de Guilherme Guerreiro, com participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba baionense. O programa começa às 22h, na RBATV. A quinta rodada do Parazão é o tema em debate. Na edição, Lourdes Cézar.

Rodada pode encaminhar classificações

A quinta rodada do campeonato pode começar a definir a classificação para a segunda fase. O Remo, que enfrenta a Tuna às 18h, no Baenão, somará 13 pontos em caso de vitória e estará praticamente garantido. O mesmo ocorre com o PSC, que joga com o Tapajós, pela manhã, no estádio do Souza. O Papão pode chegar a 12 pontos, com um jogo a menos.

A Tuna faz uma campanha de recuperação, com duas vitórias consecutivas. Sem a mesma força do elenco de 2021, que garantiu a conquista do vice-campeonato, a Lusa aposta no combo juventude + experiência.

O Remo chega ao primeiro clássico ensaiando um modelo de jogo baseado em ataques rápidos, alternando lançamentos longos e triangulações. Funcionou bem contra o Itupiranga, mas só deu certo no 1º tempo diante do Tapajós. A marcação forte do time santareno criou problemas para o meio-campo do Leão, principalmente depois da saída de Gedoz.

No Souza, o PSC joga para consolidar a campanha 100%. Venceu todos os jogos sem sustos. A armação, com Ricardinho e José Aldo, municia um ataque ainda em evolução. Sem Henan, lesionado, Danrlei deve entrar jogando. O Tapajós perdeu o técnico Robson Melo, mas deve seguir com a postura de marcar muito e explorar a velocidade de seus atacantes.

A queda de Enderson e as dores da ingratidão

Enderson Moreira conduziu o Botafogo ao acesso à Série A e à conquista do Brasileiro. Teve papel exponencial na guinada que tirou o time das últimas colocações e conduziu à liderança absoluta. Acima de tudo, mostrou competência para agregar um elenco claramente mediano, coisa que seu antecessor Chamusca passou longe de alcançar.

Começou o Campeonato Carioca, um tradicional moedor de cabeças, e vieram os primeiros problemas deste novo patamar do Botafogo, agora um clube S.A. Ninguém que acompanha futebol e conhece a frieza das relações nutria grandes ilusões quanto à permanência da comissão técnica.

Ainda assim, o anúncio do desligamento de Enderson teve forte impacto junto ao torcedor botafoguense. O sentimento de gratidão foi fulminado pela demissão sumária, fria como lâmina, fato agravado pela explicação adicional de que é necessário avançar para outro nível.

Enderson certamente está calejado pelas agruras de uma profissão sempre sob ameaça. Talvez o proprietário do clube, John Textor, esteja certíssimo em querer um técnico estrangeiro, mas um botafoguense-raiz jamais deixará de ver esse desfecho com uma ponta de tristeza e impotência. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 13)

Pênalti no final dá o título mundial ao Chelsea

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Em jogo de muita marcação e pouca criatividade, o Chelsea levou a melhor sobre o Palmeiras e conquistou o seu primeiro Mundial de Clubes. Com mais imposição ofensiva, o time inglês venceu por 2 a 1 com gol de pênalti nos minutos finais. Lukaku abriu o placar para o Chelsea, já no segundo tempo, e Raphael Veiga, de pênalti, empatou. A partida foi para a prorrogação, quando os ingleses foram superiores e fizeram o gol da vitória com Kai Havertz, de pênalti.

Apesar da derrota, o Palmeiras deixará os Emirados Árabes Unidos com o bolso cheio. Mesmo com a derrota na final do Mundial de Clubes para o Chelsea por 2 a 1, a equipe de Abel Ferreira receberá US$ 4 milhões (R$ 21,1 milhões na cotação atual) como premiação pela segunda colocação do torneio. O clube inglês receberá US$ 5 milhões (R$ 26,4 milhões na cotação atual) por ter sido campeão.

Gol de Havertz em Chelsea x Palmeiras

Os valores são consideravelmente menores dos que os recebidos na final da Libertadores, por exemplo. Ao vencer o Flamengo, o Palmeiras levou para casa US$ 15 milhões (R$ 84,15 milhões na cotação da época). Já a equipe carioca, vice-campeã, embolsou US$ 6 milhões (R$ 33,66 milhões).

Thiago Silva com a Bola de Ouro de melhor jogador do Mundial de Clubes da Fifa

Os três melhores jogadores do Mundial são brasileiros. Thiago Silva foi eleito o melhor, Dudu ficou em segundo lugar e Danilo foi o terceiro.

Ministro do STF cobra informações sobre autorização de garimpo em terras indígenas

Corrida do ouro na Amazônia: garimpo ilegal ameaça povo ianomâmi -  26/06/2020 - UOL Notícias

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou informações ao general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, sobre autorizações de atividades de garimpo em área da Amazônia conhecida como “Cabeça do Cachorro”, que concentra diversas terras indígenas e unidades de conservação no município de S. Gabriel da Cachoeira (AM). Diante da relevância e da repercussão da matéria, as manifestações, a serem prestadas em 10 dias, vão auxiliar a Corte no julgamento definitivo da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 924, que trata do tema.

A ação foi ajuizada pelo Partido Verde (PV) contra atos de assentimento prévio para extração de ouro na região expedidos pelo general Heleno, na condição de secretário-executivo do Conselho de Defesa Nacional (CDN). O PV alega, entre outros pontos, que as comunidades afetadas não foram ouvidas, como exige a Constituição Federal, e que a instalação de garimpos de ouro na região causará danos irreparáveis ao meio ambiente e à saúde das populações indígenas e ribeirinhas locais, em razão da contaminação do solo e das águas por mercúrio.

No despacho, o ministro Nunes Marques aplicou a regra da Lei das ADPFs (Lei 9882/1999) que permite ao relator solicitar informações, a serem prestadas no prazo de 10 dias, às autoridades envolvidas na matéria. Em seguida, os autos serão encaminhados para manifestação da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República (PGR).