Remo decide jogo no 1º tempo e consolida liderança no grupo B

Remo e Tapajós fizeram um jogo movimentado, com marcação forte e lances agudos no primeiro tempo. Logo no início, aos 2 minutos, Thárcio abriu o placar para o Tapajós após jogada rápida pelo lado esquerdo do ataque. Depois do impacto, o Remo procurou se aprumar na partida e partiu em busca do empate, que veio aos 9 minutos com Erick Flores, mas o lance acabou anulado pela assistente Bárbara Costa Loiola. Por mais de cinco minutos, o jogo ficou paralisado pela confusão criada em campo. Os jogadores do Remo não aceitavam a marcação, houve empurra-empurra e muito tumulto.

O Remo continuou pressionando e rondando o gol defendido por Jader. Aos 19′, Bambelo subiu para cabecear e botou a mão na bola. Brenner cobrou o pênalti e empatou. A pegada remista continuou forte no ataque. Bruno Alves, Brenner e Pingo perderam boas chances, mas, aos 45′, Erick Flores aproveitou um rebote e da entrada da área acertou o canto esquerdo de Jader, virando o marcador para 2 a 1. Nos acréscimos do primeiro tempo, Felipe Gedoz foi lançado na área e finalizou entre os zagueiros, mas Jader defendeu em dois tempos.

O jogo continuou com forte disputa no meio-campo na etapa final, mas a intensidade diminuiu. O Remo buscou postura mais cautelosa, principalmente depois que Gedoz foi substituído por Pedro Sena e o time diminuiu as ações ofensivas. Ainda assim, após bom passe de Sena, Brenner perdeu excelente chance, aos 16 minutos. O Tapajós tentava chegar ao empate nos contra-ataques, com Debu e Thárcio, mas não acertava nas finalizações.

Com o resultado, o Remo atingiu 10 pontos e ampliou sua vantagem na liderança do grupo C. O Tapajós permanece na lanterna do grupo B, com 4 pontos.

Controle e objetividade

POR GERSON NOGUEIRA

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Sem precisar forçar muito o jogo, o PSC conquistou sua terceira vitória no Parazão superando o Caeté por 2 a 0, ontem, na Curuzu. Poderia ser uma vitória mais ampla, caso o ataque não tivesse desperdiçado as chances surgidas especialmente nos 20 minutos finais. Foi a confirmação da boa caminhada da equipe neste começo de campeonato.

O primeiro tempo foi de domínio absoluto do Papão, que manobrou à vontade, chegando sempre em condições de finalização à área bragantina. Ricardinho arriscou dois chutes de média distância, Henan também levou perigo. Aos 22 minutos, Danrlei substituiu Henan, lesionado.

As jogadas eram agudas, mas a afobação atrapalhou a chegada ao gol, que só veio aos 29’, em cruzamento de Igor Carvalho para o cabeceio de Marlon. O PSC abriu o placar e seguiu pressionando, enquanto o Caeté apenas se defendia distribuindo chutões. Só levou perigo em um lance isolado, que a zaga bicolor abafou.

No segundo tempo, o Caeté parecia ter acordado. Chegou a pressionar em jogadas de PC Timborana e Genilson, mas o goleiro Elias se saiu bem. Ironicamente, quando o time de Bragança mais se assanhava veio o apagão elétrico, que paralisou a partida por 20 minutos.

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Aos 22’, após um contra-ataque puxado por Robinho, o PSC fez o segundo gol. A bola foi passada para Danrlei, que girou e deu assistência para Ricardinho encher o pé, sem chances para o goleiro Artur.

O Caeté ainda tentou o gol, em disparo de Genilson que Elias botou para escanteio. Danrlei teve duas boas chances, mas aí quem apareceu para evitar foi o goleiro Artur. Justa vitória do PSC, que mantém campanha 100% e liderança do grupo A com um jogo a menos.

A rodada ainda teve vitórias da Tuna sobre o Paragominas (por 2 a 1), Bragantino em cima do Amazônia (1 a 0) e do Itupiranga sobre o Castanhal (2 a 1), resultado que derrubou o técnico Cacaio. À noite, em Marabá, Águia e Independente ficaram no 0 a 0. (Fotos: John Wesley/Ascom PSC)

Remo tenta consolidar modelo de jogo

Para o confronto de hoje, 20h, diante do Tapajós, o desafio do Remo é consolidar uma forma de jogo, de preferência repetindo a boa atuação diante do Itupiranga na rodada passada. Com sete pontos, o time luta para chegar aos 10 e se tranquilizar na liderança do Grupo C do Parazão.

Mais importante a essa altura é a busca de consolidar um sistema que só funcionou com eficiência na terceira rodada, contando com o retorno de Felipe Gedoz ao meio-campo. Com Pingo, Uchoa e Gedoz, o ataque passa a funcionar com Bruno Alves, Brenner e Erick Flores.   

A diferença em relação aos primeiros jogos é que Gedoz faz com que o setor ofensivo tenha alternativas, principalmente pelos deslocamentos de Flores, que facilita a aproximação entre a armação e o ataque.

Na zaga, Marlon (suspenso pelo terceiro amarelo) cede vaga para Kevem estrear no Parazão, tendo Daniel Felipe como parceiro. Everton Sena será opção de banco.

Sob o comando de Robson Melo, o Tapajós conseguiu derrotar o Castanhal na rodada passada, mas segue na lanterna do grupo B, com 4 pontos.

Série C: tabela da primeira fase divide opiniões

A tabela básica do Brasileiro da Série C, anunciada ontem, reacendeu as discussões sobre quem ficou melhor aquinhoado com a distribuição dos jogos, visto que a competição tem turno único na fase inicial, mas sem ida e volta. O PSC estreia fora de casa, diante do ABC, em Natal. O Remo recebe o Vitória-BA. Na rodada final, os bicolores recebem o Floresta e o Leão enfrenta o Botafogo-SP.

Ontem, antes do jogo na Curuzu, o técnico Márcio Fernandes reclamou da tabela justamente porque os jogos são apenas “de ida”. Mas, no geral, o PSC terá 11 jogos em Belém (contando com o Re-Pa), enquanto o rival fará 10. Em compensação, o Remo será o mandante do clássico, com torcida única no Baenão.

O adeus de Tata, um amigo do futebol paraense

Mário Felipe Peres, o Tata, que teve presença marcante no futebol paraense ao longo dos anos 1990, morreu ontem em S. Paulo, aos 68 anos. Treinou o PSC em 1993, 1994 e 1995. No Remo, trabalhou em 1994. A carreira como técnico foi relativamente curta, pois preferiu seguir como auxiliar de Muricy Ramalho, a partir de 1999.

Paulista de nascimento, Tata foi um meia habilidoso com as camisas de Santos, Portuguesa de Desportos e Juventus. Como homem de confiança de Muricy, conquistou títulos no Náutico, Internacional, São Caetano, S. Paulo e Santos. Trabalhava como observador dos times adversários.

Do tipo bonachão, bom de papo, Tata conquistou uma legião de amigos ao longo da carreira, vários deles no futebol paraense. Sobre o velho companheiro, Muricy postou um texto emocionado lembrando do começo de ambos no bairro Caxingui, em S. Paulo.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 10)