Papão fatura 1º clássico

POR GERSON NOGUEIRA

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O clássico foi mais equilibrado do que o placar de 3 a 0 sugere, mas o PSC, mesmo com problemas na articulação, foi implacável no aproveitamento: teve três chances, marcou três gols. A Tuna, ao contrário, desperdiçou as poucas possibilidades surgidas.

Foi o segundo triunfo por três gols obtido pelo PSC neste Parazão. Na estreia, foi 3 a 1 sobre o Bragantino, adversário que se mostrou até mais difícil e competitivo que a Tuna.

O clássico começou com muita correria. A Lusa tentava impor pressão, mas não criava chances claras para definir. O PSC trocava passes, mas os erros na saída de bola não permitiam organizar o contra-ataque.  

O PSC veio com um esquema diferente e um ataque modificado em relação ao primeiro jogo. Entrou num 4-4-2, com Marlon e Marcelo Toscano no ataque. Márcio Fernandes resolveu se resguardar fechando o meio com quatro jogadores (Bileu, Christian, Ricardinho e José Aldo).

Já a Tuna, jogando em casa, entrou no 4-3-3, mas sem a ofensividade que o sistema indica. Apesar de três atacantes – Fidélis, Paulo Rangel e Jayme –, o meio-campo mostrava-se conservador, sem oportunizar situações para que o ataque pudesse se destacar na partida.   

Só aos 15 minutos surgiu a primeira oportunidade: Genilson vacilou no desarme e Paulo Rangel, livre na entrada da área, fez um disparo forte, bem defendido por Elias. Aos 16’, Toscano finalizou com perigo.

O gol nasceu do único jeito possível num jogo bastante amarrado pela marcação. Após escanteio cobrado da direita por Ricardinho, a bola quicou na pequena área e o zagueiro Genilson desviou para as redes, aos 36’.

Pouca coisa mudou no início do 2º tempo. A Tuna insistia com cruzamentos de Edinaldo e Jayme, a zaga do PSC cortava, às vezes com dificuldade, mas a vantagem permanecia bicolor.

Aos 17’, Michel cruzou e Charles cabeceou com muito perigo. Era a chance do empate. Um minuto depois, Dioguinho, que substituiu Toscano, apareceu pelo centro do ataque e cabeceou para fazer 2 a 0.

Aos 46’, depois de uma furada de Marcão não aproveitada pela Tuna, o Papão ainda teve tempo de fazer 3 a 0, aos 46’. Foi uma linha de passe na área tunante: Patrick Brey tocou para Robinho, este para Danrlei, que passou a Dioguinho. Este girou sobre a marcação e bateu rasteiro, no canto direito, para fechar o placar do clássico.

O Papão mereceu a vitória, embora com problemas na articulação, mas novamente teve mais objetividade e capricho nas finalizações. A Tuna foi esforçada, mas não teve a mesma eficiência ofensiva. (Foto: John Wesley/Ascom PSC)

Sem criatividade, Leão não sai do 0 a 0

Paragominas e Remo fizeram um dos piores jogos do Parazão até agora, muito em função do baixo rendimento do time azulino. Apesar de controlar a posse de bola na maior parte do tempo, o Leão não tinha inspiração para se impor sobre os donos da casa. Faltou criatividade e talento.

A melhor chance só veio aos 25 minutos de partida. Brenner foi lançado entre os zagueiros e chutou forte em direção ao gol, mas Dida espalmou para escanteio. Bruno Alves cobrou falta com perigo nos minutos finais. E ficou nisso.

Lento e desarrumado, o Remo tinha imensas dificuldades para entrar na área e não arriscava chutes de média distância. Ronald era quem mais incomodava o setor defensivo do Paragominas com jogadas pelo lado esquerdo, mas era pouco acionado.

Sem receber lançamentos e com cruzamentos que chegavam sempre descalibrados, Brenner era obrigado a sair constantemente da área para buscar jogo. O Paragominas se defendia com até oito jogadores, mas no segundo tempo começou a se soltar, aproveitando brechas na marcação azulina.

Ted Love e Maranhão ameaçaram em ataques rápidos na metade da segunda etapa. O Remo fez substituições, mas o cenário não se alterou. De certa forma, até piorou. Tiago Mafra, Lailson, Marco Antonio e Luan substituíram Ronald, Paulo Henrique, Uchoa e Bruno Alves, mas o time continuou travado.

Nos acréscimos, Marlon cobrou falta e Luan testou para as redes, mas o lance foi anulado por impedimento. Lance difícil, mas o azulino estava à frente da linha de zagueiros e o auxiliar acertou na marcação.

A bem da verdade, a atuação do Remo não merecia mesmo terminar em vitória. Bonamigo terá muito trabalho pela frente.

Tenista do Pará faz boa figura na Rota do Sol

Um tenista paraense vem se destacando em todas as etapas do Circuito Nacional da Confederação Brasileira de Tênis, a Rota do Sol. Eduardo Lima, 16 anos, é uma das surpresas da competição com trajetória brilhante e cinco troféus conquistados.

As competições começaram no dia 5 de janeiro. Ao todo, são sete etapas de competições na categoria infanto-juvenil reunindo os melhores tenistas do país. Torneios já foram realizados em Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife e Maceió. Terminam na terça-feira, dia 1º de fevereiro, em Salvador.

O último feito de Eduardo aconteceu na quarta-feira, 25, sagrando-se campeão na categoria simples e também nas duplas contra atletas de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe que eram considerados favoritos. Dudu, como é mais conhecido, tem chances de garantir novas vitórias. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 31)

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