Remo fecha acordo vantajoso com a Fazenda Nacional

O Remo anunciou, nesta segunda-feira, um grande triunfo no processo de saneamento financeiro do clube. Através de sua diretoria, informou que finalizou uma negociação com a Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN) e conseguiu ficar totalmente adimplente junto ao órgão. O Leão ainda divulgou que, pelo acordo, reduziu a sua dívida em mais de 15 milhões.

Segundo o clube, esse valor representa uma economia de, aproximadamente, 60% do passivo fiscal azulino junto à Fazenda. O acordo foi conduzido pela diretoria jurídica do Remo, uma assessoria jurídica especializada e um escritório de contabilidade.

Antídoto para a Maldição do Conhecimento

Por Alex Bonifácio (*)

Inteligência Artificial Cérebro - Imagens grátis no Pixabay

Não queremos áreas de inovação, inovar é trabalho de todos”. Esta fala do CEO do Itaú Unibanco poderia soar como uma frase motivacional clichê. Na verdade, ela esconde uma grande preocupação das empresas na frenética corrida pela busca da inovação. Isso porque as companhias perceberam que ter áreas e times focados em gerar novas ideias não basta.

Big techs, inteligência artificial, blockchain, criptoativos. Estes são os novos concorrentes que tiram o sono dos executivos. O presidente do Bradesco falou muito bem sobre isso. “Antigamente, acordava de manhã e sabia que meus concorrentes eram Itaú, Santander, Banco do Brasil e Caixa. Eu mais ou menos sabia as armas que eles iriam usar. Agora, novos competidores podem surgir a qualquer momento”.

Não fosse suficiente o surgimento de tantos stakeholders alienígenas aterrissando sobre suas cabeças, experts em inovação também sofrem com maior frequência da chamada Maldição do Conhecimento. O fenômeno, cunhado por Chip Heath (Stanford) e Dan Heath (Duke University), representa um ciclo fechado no próprio aprendizado individual, nas próprias convicções e certezas construídas ao longo de suas carreiras.

O termo “kodakização” expressa isso ao tratar do clássico caso em que os especialistas da Kodak ignoraram uma tecnologia que eles próprios desenvolveram: a fotografia digital. A decisão culminou com a derrocada da bilionária companhia que decidiu continuar dedicando-se à produção de filmes fotográficos de excelente qualidade.

Felizmente, há um antídoto para tratar a Maldição do Conhecimento: ampliar a base de conhecimento. Este movimento consiste em chamar todo mundo para o jogo da inovação e não apenas os experts. Ele parte de uma premissa tão simples quanto valiosa: as pessoas comuns também conseguem promover importantes inovações e vencer desafios considerados improváveis.

Ao longo da história são numerosos os casos de inovação que surgiram de onde ninguém esperava. Em 1714, por exemplo, os britânicos ofereceram um prêmio para a pessoa que “descobrisse como medir a longitude no alto-mar”. John Harrison, um relojoeiro, foi quem resolveu a questão.

Dentro desse contexto, implantar uma sólida cultura de inovação é essencial para descentralizar as iniciativas e exponenciar as transformações essenciais. Esta será a saída para quem deseja sobreviver e prosperar no futuro. Ao fazer a declaração que abre este texto, o CEO do Itau Unibanco está estrategicamente aplicando o antídoto à Maldição do Conhecimento.

Ele está acionando o poder transformacional dos seus mais de 90 mil funcionários. Em outras palavras, ele está chamando todo mundo para participar do jogo da inovação. Sairão vencedores aqueles que melhor e mais rapidamente implantarem em suas organizações uma cultura amigável à inovação, para que todos – experts e “pessoas comuns” – possam jogar juntos.

(*) Alex Bonifácio é administrador de empresas, palestrante e autor do livro “Impossível – como descobrir oportunidades incríveis para criar transformações na vida, nos negócios e no mundo”.

Carta aberta à Humanidade

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Em manifesto dirigido à população brasileira, intitulado “Carta Aberta à Humanidade”, Chico Buarque, Leonardo Boff, Zélia Duncan, D. Mauro Morelli, Padre Júlio Lancellotti, Carol Proner e outras personalidades denunciam que o Brasil se tornou uma “câmara de gás a céu aberto”.

A carta contém um apelo para que STF, OAB, Congresso Nacional, CNBB e Nações Unidas entrem em ação: “Pedimos urgência ao Tribunal Penal Internacional (TPI) na condenação da política genocida desse governo que ameaça a civilização”.

Autores e autoras do texto afirmam que “o monstruoso governo genocida de Bolsonaro deixou de ser apenas uma ameaça para o Brasil para se tornar uma ameaça global”.

Abaixo, a íntegra do texto:

“Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança.” (Hanna Arendt)

O Brasil grita por socorro.
Brasileiras e brasileiros comprometidos com a vida estão reféns do genocida Jair Bolsonaro, que ocupa a presidência do Brasil, junto a uma gangue de fanáticos movidos pela irracionalidade fascista.
Esse homem sem humanidade nega a ciência, a vida, a proteção ao meio-ambiente e a compaixão. O ódio ao outro é sua razão no exercício do poder.

O Brasil hoje sofre com o intencional colapso do sistema de saúde. O descaso com a vacinação e as medidas básicas de prevenção, o estímulo à aglomeração e à quebra do confinamento, aliados à total ausência de uma política sanitária, criam o ambiente ideal para novas mutações do vírus e colocam em risco toda a humanidade. Assistimos horrorizados ao extermínio sistemático de nossa população, sobretudo dos pobres, quilombolas e indígenas.
Nos tornamos uma “câmara de gás” a céu aberto.
O monstruoso governo genocida de Bolsonaro deixou de ser apenas uma ameaça para o Brasil para se tornar uma ameaça global.

Apelamos às instâncias nacionais – STF, OAB, Congresso Nacional, CNBB – e às Nações Unidas. Pedimos urgência ao Tribunal Penal Internacional (TPI) na condenação da política genocida desse governo que ameaça a civilização.
Vida acima de tudo!

PARA ASSINAR https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeAUTbllrhdBSuBMceaIxrzcSHff70-5uLxVM7LCIhlXWV9ig/viewform?fbclid=IwAR2btZsgOB5OisB3kh0JdXEqIPzkhEiX3royGJR-HG3FPJ3cZVXexp7rj4w”

Chance para novos talentos

POR GERSON NOGUEIRA

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É sempre bonito ver a festa que os garotos fazem após uma conquista importante. Foi assim na manhã de ontem quando o time sub-17 do Remo sagrou-se bicampeão estadual (2019 e 2021) em campanha invicta, que culminou com triunfo sobre o PSC na decisão. Os azulinos venceram as duas partidas pelo mesmo placar, 2 a 1, em confrontos realizados quarta-feira no Baenão e ontem na Curuzu.

A comemoração é mais do que justa até pelo grau de dificuldades que as divisões de base enfrentam. Os meninos lutam contra a falta de estrutura adequada e as raras oportunidades de ascensão à categoria profissional.

Nos últimos anos, a formação de atletas adquiriu uma relevância ainda maior pela carência de atletas jovens e qualificados nos principais clubes do Estado. A necessidade ficou escancarada quando o Remo foi buscar nas divisões de base do Atlético-PR o lateral esquerdo Raimar.

Apesar da desconfiança generalizada, foram os garotos revelados em casa que quebraram o galho em situações críticas da campanha azulina na Série B deste ano. Quando os titulares superlotavam o departamento médico do clube, a saída foi olhar para o almoxarifado. Ronald, Warley, Tiago Mafra entraram na equipe e fizeram boa figura.

No campeonato estadual da categoria, a coisa se complica a cada ano. Os problemas começam pela pouca visibilidade e o baixo nível técnico da competição. O torcedor só toma conhecimento quando a disputa entra nas fases decisivas, passando a merecer atenção maior da mídia esportiva.

Mais do que os títulos conquistados, o que realmente importa é a revelação de jogadores. Nem todo mundo que trabalha com as categorias formadoras parece ter consciência disso, focando mais nas vitórias do que na evolução dos meninos. Garimpar atletas é tarefa que exige dedicação e método, compreensão e persistência.

O desenvolvimento técnico dos atletas deve merecer acompanhamento meticuloso, com a observação das características mais destacadas de cada um, levando em conta também o perfil físico e as habilidades naturais.

Nas duas partidas decisivas, alguns garotos chamaram atenção nos dois times, demonstrando potencial para alcançar sucesso no ramo. O setor ofensivo do Remo conta com jogadores de qualidade, como os meias Ramires e Solano e os atacantes Stuart, Santos e Pedro Vítor.  

O PSC, apesar da derrota na decisão, mostrou alguns valores que devem ser observados com atenção. Os laterais Juan e Valdiran e os atacantes Alisson e Júlio César tiveram boas atuações.

Com contas ajustadas, Papão foca no acesso

A entrevista do presidente Maurício Etttinger ao Bola na Torre (RBATV) neste domingo foi esclarecedora e serviu para detalhar os projetos do PSC para 2022, com ênfase na busca pelo acesso à Série B. Com humildade, ele admitiu a frustração pelo insucesso na Série C deste ano, sem esconder os aspectos que resultaram no mau desempenho.

Longe de apenas valorizar o bicampeonato estadual no futebol, a vitória na regata e o tricampeonato no basquete masculino, Ettinger foi direto: erros estratégicos nas contratações atrapalharam os passos do time na Série C. O planejamento levou em conta que o campeonato com jogos mais espaçados permitia um time mais envelhecido.

“A gente optou por uma característica mais de técnica, mas a competição, principalmente na fase final, mostrou uma linha de força, rapidez e intensidade”, observou o presidente. A entrada em cena de um coordenador técnico (Ricardo Lecheva) vai possibilitar fazer um trabalho mais qualificado na montagem de elenco.

Destacou os esforços para sanear as contas, com ênfase na quitação da dívida com o ex-jogador Arinelson, pendência que se estendia há quatro anos. O empenho para recuperar as finanças após a queda para a Série C há três anos permite hoje ir ao mercado com faca nos dentes, contratando um técnico valorizado, Márcio Fernandes, e atletas de bom nível – Tiago Coelho, João Paulo, Ricardinho, Polegar.

A mescla que tem sido observada no lote de contratações deste final de temporada é uma reação à falha cometida na Série C 2021. Ao mesmo tempo em que foi buscar Ricardinho e Henan, ambos com 35 anos, o clube se preocupou em trazer jogadores mais jovens, como Dioguinho, Marcão e Robinho, na faixa dos 27 anos.

O cuidado em organizar etapas, para responder ao calendário cheio, é outro ponto digno de registro na conversa com Guilherme Guerreiro e com este escriba baionense. A intenção é começar 2022 com um elenco praticamente fechado com 32 atletas. Ao final do Parazão, serão feitas contratações pontuais para encarar o Campeonato Brasileiro.

Ettinger aproveitou para desfazer especulações que circularam quanto à volta do atacante Leandro Carvalho: “Estamos fazendo uma administração mais consciente, dentro do que o clube pode. Falou-se em trazer jogadores mais caros, como o Leandro, mas são coisas que o PSC não pode ainda arriscar e não queremos deixar esse ônus para as próximas gestões”.

Nas próximas semanas, o presidente deve anunciar um projeto inovador para fortalecer a base do Papão. Não detalhou porque contratos ainda estão sendo fechados, mas a iniciativa vai coincidir com a abertura dos primeiros campos no futuro CT exclusivo da base, em Benfica.

Caeté faz manobra ousada e aposta em Josué

Em meio à agenda de reforços dos clubes, quase passou batido o anúncio pelo Caeté da contratação de Josué Teixeira para dirigir o time em sua primeira participação no Campeonato Paraense. Estudioso e disciplinador, o técnico carioca é um especialista em montar equipes emergentes e com poucos recursos. Teve boa passagem pelo Sampaio Corrêa e brilhou no Macaé em 2014, conquistando o Brasileiro da Série C.

Veio para o Remo logo em seguida e é responsável pela indicação do goleiro Vinícius, titular absoluto desde então e hoje ídolo da torcida remista. Se houver uma estrutura que permita a Josué formar uma equipe competitiva, o Caeté pode ser uma das surpresas da competição. Um bom reforço. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 27)