Josué Teixeira vai dirigir o Caeté no Parazão

Josué Teixeira é o novo treinador do Macaé

O Caeté, vice-campeão da Série B do Campeonato Paraense, surpreendeu ao anunciar nesta sexta-feira, 24, o nome do técnico Josué Teixeira para a temporada de 2022. Ele vem substituir Léo Goiano, que vai dirigir o Independente no Parazão 2022.

Josué tem 63 anos e estava trabalhando no América-RJ. Ficou conhecido no futebol paraense por dirigir o Remo na temporada 2017 durante o campeonato estadual e no começo da Série C. O Caeté, fundado em 2019, conquistou este ano seu primeiro acesso ao Parazão.

No currículo, Josué tem várias conquistas, como o campeonato maranhense pelo Sampaio Corrêa em 2011, campeão da Série C com o Macaé em 2014 e acesso à Série A do Carioca em 2018 e campeão da Copa Rio 2018, ambos com o Americano.

Entre especulações e esperanças

POR GERSON NOGUEIRA

Neto Pessoa está próximo da renovação com o Leão — Foto: Reprodução/RemoTV

Final de temporada é sempre repleto de expectativas quanto a contratações, que, como se sabe, funcionam como combustível extra para a rivalidade que alimenta a vida de Remo e PSC. Não há um dia sequer sem notícias, boatos ou fofocas sobre reforços. Isso serve para preencher a ansiedade das torcidas, ávidas por informação sobre os times. Quanto mais nomes surgem, mais discussões se formam principalmente no território livre (geralmente sem lei) da internet.

Nos últimos dias, a novela que se estabeleceu em torno da renovação de contrato do artilheiro Neto Pessoa com Remo. Desde o final da Copa Verde, é o assunto dominante, com idas e vindas quase diárias. É natural que jogadores e seus empresários também aproveitem o embalo para fomentar leilões e valorizar o atleta cobiçado pelos clubes.

A imprensa, caixa de ressonância dos anseios do torcedor, acaba usada e usando a situação para compensar a ausência de competições. Nesse sentido, o PSC tem se mostrado mais ágil na pauta de contratações. Começou primeiro a cumprir a agenda de anúncios, praticamente logo após o encerramento da participação na Série C do Campeonato Brasileiro. Na verdade, é mais uma questão estratégica. A diretoria decidiu antecipar a agenda. Contratou um coordenador, Ricardo Lecheva, e depois partiu para fechar com o executivo Fred Gomes e o técnico Márcio Fernandes.

Com a cúpula do futebol montada, iniciou-se a remontagem do elenco e a aquisição de reforços. Com uma voracidade maior do que a habitual, o clube tem surpreendido com alguns nomes, com destaque para Ricardinho, Tiago Coelho e João Paulo.

O Remo optou por ajustar o grupo de jogadores negociando inicialmente com os atletas da campanha na Série B que interessavam. Tem levado isso a bom termo e deve a partir deste fim de semana iniciar os anúncios de reforços, até para acalmar os ânimos do torcedor, inquieto com a movimentação do rival. Tudo isso, obviamente, só vai fazer sentido quando as competições se iniciarem a partir de janeiro. Até lá, fica suspenso o debate sobre quem acertou ou errou mais nas aquisições.

Bola na Torre
O programa deste domingo começa às 20h, na RBATV, com apresentação de Guilherme Guerreiro e participação deste escriba de Baião. Terá um formato especial destacando a entrevista com o presidente do PSC, Maurício Ettinger. No programa de fim de ano, o entrevistado será o presidente do Remo, Fabio Bentes. 

Expectativas e (muitas) dúvidas sobre a SAF

O primeiro mundo do futebol já convive com o sistema de clube-empresa há décadas. Na Inglaterra, o próprio torcedor já se adaptou a essa realidade que para o Brasil é inteiramente nova: clubes que têm donos e acionistas. A dificuldade é maior entre nós pelo apego que o torcedor nutre pelo clube que o acompanha desde a infância. Antes de ter uma religião específica ou uma preferência política, o sujeito escolhe um clube – ou é escolhido por ele, como o botafoguense costuma dizer.

E na quinta-feira surgiu, com ar de notícia concreta, a informação de que o Botafogo já estaria vendido a investidores estrangeiros, por R$ 700 milhões. Quem deu a informação foi o jornalista André Rizek. A empresa XP Investimentos, a mesma que coordenou a transação entre Ronaldo Nazário e o Cruzeiro, está por trás das negociações para a venda do Glorioso. 

O mistério norteia esses primeiros negócios da SAF, sociedade anônima de futebol, no Brasil. Do mesmo modo, são imensas as dúvidas sobre como os clubes passarão a ser geridos. Ninguém sabe ao certo também se o valor fechado é exatamente o anunciado, nem se o Cruzeiro foi vendido por R$ 400 milhões. Negócios desse porte nem sempre primam por transparência. 

Fica difícil, portanto, mensurar se o dinheiro corresponde de fato ao valor material de um clube. Para torcedores, como eu, obviamente a Estrela Solitária não tem preço. Tudo o que for pago em moeda nunca estará à altura do que ela representa em afeto e sentimento. 

(Coluna publicada na edição do Diário de sábado/domingo, 25/26)