Datafolha confirma: Lula lidera intenções de voto e vence no 1º turno

Em montagem, o ex-presidente Lula, o presidente Jair Bolsonaro, Sergio Moro e Ciro Gomes

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém folgada dianteira na corrida presidencial para 2022 neste momento, com o atual titular do Planalto, Jair Bolsonaro (PL), em segundo lugar. A entrada do ex-juiz Sergio Moro (Podemos) na disputa, por sua vez, embolou a chamada terceira via.

É o que mostra pesquisa do Datafolha realizada de 13 e 16 de dezembro com 3.666 pessoas com mais de 16 anos, presencialmente em 191 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Foram feitas duas simulações, uma fechando o leque de candidatos e outra, o expandindo aos nomes até aqui colocados. Nelas, a vantagem de Lula sobre os rivais é suficiente para garantir a vitória do petista já no primeiro turno.

Resposta estimulada e única, em %

Lula (PT) 48

Jair Bolsonaro (PL) 22

Sergio Moro (Podemos) 9

Ciro Gomes (PDT) 7

João Doria (PSDB) 4

Em branco/nulo/nenhum 8

Não sabe 2

Fonte: Pesquisa Datafolha presencial com 3.666 pessoas com 16 anos ou mais de 13 a 16 de dezembro. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos

Porque atacaram Ciro e Cid Gomes

Por Juca Ferreira

É muito óbvio que essa operação contra Ciro e Cid Gomes é missa encomendada e faz parte da disputa eleitoral. Não é preciso ser muito inteligente, nem ser bem informado para perceber que justiça e combate à corrupção passaram longe! É isso que se chama Lawfare.

Vejam o significado da palavra no Wikipédia e como o povo brasileiro e o país está vivendo uma guerra invisível: – “Lawfare é uma palavra-valise introduzida nos anos 1970 e que originalmente se refere a uma forma de guerra na qual o direito é usada como arma. Basicamente, seria o emprego de manobras jurídico-legais como substituto de força armada, visando alcançar determinados objetivos de política externa ou de segurança nacional. Wikipédia.“

Eu acrescentaria “emprego de manobras jurídico-legais e também ilegais com aparência de legalidade.”

Toda a preparação do impeachment da presidenta Dilma é uma aula sobre essa estratégia golpista de utilizar as leis e as instituições para falsificar e corromper a democracia. Lawfare é o uso despudorado das instituições mais importantes e decisivas da República, Congresso, Justiça, Polícia Federal, MPF etc… e a contribuição milionária da imprensa para fins antidemocráticos.

É disso que se trata!Corromper a democracia, manipular a vontade popular e falsificar resultados eleitorais.

Essa ação contra o presidenciável Ciro e seu irmão, faz parte da estratégia que tem em Moro o agente e peça principal e podemos deduzir que virão, pela segunda vez, tentar modificar fraudulentamente o resultado eleitoral.

Ou seja, tentar mais uma vez impedir que prevaleça a vontade popular de ter Lula como presidente. Para isso, terão que usar mais uma vez métodos ilícitos para falsear a vontade popular já manifesta e registrada em todas as pesquisas. O povo brasileiro quer, de novo, Lula presidente do Brasil.
Essa é a grande questão e o maior desafio político sob o ponto de vista da democracia na atual conjuntura.

Farão de tudo! Não se enganem, de tudo!

Vão tentar atacar o Lula, vão atacar o PT, tentar manipular a opinião pública, já estão comprando legendas partidárias com muito dinheiro do orçamento secreto, fardo de tudo, como fizeram na preparação do impeachment e, podemos esperar, vão vir com muitas fake news, instrumento essencial da Lawfare.

Essa operação contra Ciro Gomes e seu irmão foi uma operação para esvaziar rapidamente a candidatura do Ciro e tentar imediatamente a migração desses votos para Moro. Moro não está emplacando, tem rejeição alta, não tem proposta, nem discurso e fala feito marreco. Mas é da maior confiança do Departamento de Estado Norte Americano e das nossas elites econômicas. Com o que resta da imagem de juiz justiceiro da lava-jato, tentarão atrair os decepcionados com o governo e frustrados com a baita crise que o país está vivendo, para tentar dar uma sobrevida ao processo golpista. Dizem e eu acredito, não tenho provas mas tenho convicção, que essa candidatura foi construída lá nos EEUU. Ele teria voltado candidato para o Brasil, para cumprir essa missão.

Os articuladores dessa candidatura têm pressa. Não se importarão se parte desses votos que pretendem roubar com truques e golpes abaixo da cintura migrarem também para Bolsonaro. Um dos dois, o que crescer, será o candidato do capitalismo periférico, dependente e globalizado.
Precisam eliminar as candidaturas avulsas de centro-direita e amealhar urgentemente votos suficientes para gerar a impressão de que o golpe segue com chances eleitorais, o que em física chamam de força inicial e que gera nos fenômenos da física a velocidade inicial. Querem, com isso, freiar o crescimento que Lula vem tendo em setores do voto de centro e imantar alguma energia nessas duas peças da estratégia da direita.

Moro só terá chance de crescer quando a extrema direita e principalmente os que apoiam e dão sustentação a Bolsonaro – capital financeiro, agronegócio etc.. – se convencerem que Bolsonaro já não tem recuperação, eleitoralmente falando. Ambos não demonstram muita capacidade de chegar bem até o segundo turno das eleições, por isso, a direita precisa alimentar as duas candidaturas e fortalecer seus nomes. No momento, a idéia parece ser botar as fichas nos dois, Marreco e Bozó e provocar imediatamente, através de anabolizantes antidemocráticos, uma migração dos votos da direita, extrema-direita e parte do centro.

Nos últimos meses, Bolsonaro só faz cair e não parece ser capaz de inverter o crescimento da rejeição e a queda na aceitação do eleitorado, mesmo recorrendo sem limites a muitos recursos legais e ilegais, ações demagógicas, confronto com o STF, programas elaborados de última hora dentro da lógica eleitoral e armas ilegais e antidemocráticas que o exercício do poder sem controle lhe dá, tipo orçamento secreto.
É preocupante ver militares ocupando o TSE. Não é para boa coisa essa recente militarização do TSE, instituição responsável pela lisura do pleito e pelo anúncio do resultado é que terão as urnas em suas mãos durante todo o processo.

Mas, o presidente ainda tem algo em torno de 20% das intenções de voto, o que não é desprezível. Não está morto…

Ao Moro, lhe faltam os atributos pessoais necessários e só pode vingar como candidato fabricado por um marketing pesado, no modelo Collor, como um androide fabricado em laboratório.
E, o tema/mania pelo qual tem fixação, já não tem o apelo que teve no momento de afastar a Dilma. Ele e a lava-jato foram bastante desmoralizados pelas revelações dos crimes cometidos pelos promotores e por ele próprio, como juiz que comandava a operação LavaJato e principalmente pelos prejuízos que causaram ao país e a falência quase total do processo que ajudou a fabricar.

O povo está enfrentado as consequências: o desemprego, queda da atividade econômica, inflação, fome, crise sanitária, causadas ou agravadas pelo governo e por todo o processo de interrupção da nossa democracia. Hoje, o país aparenta para muitos ser um país sem futuro.

O sofrimento e a dor estão nos dando uma grande lição e obrigando a todo mundo ficar esperto, a não deixar se enganar de novo.

O marreco e seus fiadores vão tentar construir uma imagem, um personagem, mas precisam já, imediatamente, de resultados e que Moro dê a impressão de ser um candidato viável. Para isso, precisam piratear e hackear os votos de Ciro e de outros pré-candidatos. Como ladrões pé de chinelo que roubam perto casa, vão roubar os vizinhos do mesmo campo político-ideológico.

A operação contra a vontade popular e o ataque à democracia já começou… ou melhor ganha contornos de operação militar, porque já estão operando ininterruptamente desde antes de afastaram a presidenta legítima e legalmente eleita.
As forças democráticas, os partidos políticos do campo democrático, a cidadania e os movimentos populares precisarão ficar espertos e vai ser necessário intensificar a luta contra o golpe/processo, aumentar a força da resistência. E, a campanha eleitoral terá que ganhar novos contornos. Estamos entrando em uma nova fase da disputa. É ab lisura do processo eleitoral e o destino do Brasil que está em jogo.

Com a chama vitoriosa

POR GERSON NOGUEIRA

São Bento chega a acordo e rescinde contrato com o centroavante Henan | são  bento | ge

Dizem que a conquista do acesso equivale a um título importante. Fiel a esse princípio, o PSC não economiza esforços para formar um elenco competitivo e qualificado para obter o acesso à Série B, depois de ver a classificação escapar entre os dedos nas últimas três disputas de Série C.

Além da busca por jogadores que se enquadrem ao esquema a ser utilizado pelo técnico Márcio Fernandes, é visível a preocupação em trazer jogadores que tenham a tradição vitoriosa do acesso.

O artilheiro Henan, 34 anos, um dos primeiros reforços confirmados, reúne como poucos essa credencial. Subiu com o Vila Nova em 2020 e ajudou o Criciúma a chegar à Série B neste ano. Fez 11 jogos pelo Tigre e marcou um gol, justamente o que garantiu a vaga na partida contra o PSC.

Outro ex-jogador do Criciúma, Genilson, de 31 anos, foi anunciado ontem. Zagueiro experiente, ele carrega também a fama de colecionador de acessos. Foram cinco até hoje, com o Juventude para a Série A, com o São Bernardo para a Série A2 Paulista e com o Criciúma em 2021.

É óbvio que o critério de contratações não se limita a jogadores que tenham obtido acessos, mas é inegável que este aspecto conta muito na hora da escolha. A experiência positiva agrega valor e é sempre destacada por todos como ponto importante na aura de otimismo que todo time deve ter.

No caso bicolor, tudo começa pelo próprio técnico. Márcio Fernandes tem sido muito feliz nos últimos trabalhos. Dirigiu o Vila Nova na Série C 2020, garantindo a subida e o título da competição. Neste ano, fez com que o Londrina permanecesse na Série B, o que vale tanto quanto um acesso.

Além dos campeões de acesso, a diretoria aposta em caras novas, como o lateral direito Polegar, revelação do futebol cearense, e Robinho, que jogou a Série B pelo Confiança. 

Os dois formam junto com o zagueiro Carlão, o goleiro Tiago Coelho (que será apresentado hoje) e Dioguinho, todos ex-remistas, a ala mais jovem do elenco, contrabalançando com atletas mais rodados.

Aliás, ontem, o Papão anunciou outra aquisição. É o volante Dênis Pedra, 33 anos, que estava no Amazonas, de Manaus, e já defendeu São Raimundo e Tapajós, ambos de Santarém. Pedra é uma indicação do coordenador Ricardo Lecheva, que atuou como técnico no futebol baré. Terá como companheiros de meio-campo o também volante Bileu e o meia José Aldo, que renovou contrato para jogar a Série C.

Assim, aos poucos, o PSC vai reformulando o elenco para 2022. Poucos remanescentes deste ano ficarão na Curuzu. Outros reforços devem ser contratados nos próximos dias, incluindo dois jogadores considerados “diferenciados”, segundo a promessa da diretoria.

Loco Abreu e as juras de amor pelo Botafogo

Poucos jogadores na moderna história do Botafogo foram tão marcantes quanto o uruguaio Sebastián Loco Abreu,  responsável por gols importantes e atitudes lendárias com a camisa alvinegra. Impossível não lembrar das famosas deixadinhas em cobranças de pênalti, estilo que levava a torcida à loucura após segundos de puro suspense.

“Loco por ti – As juras de amor eterno entre Loco Abreu e a Estrela Solitária” conta a fulgurante passagem pelo Botafogo com o olhar do próprio jogador. O lançamento no Rio teve Loco presente, ao lado dos dois autores, o jornalista Gustavo Rotstein e o biógrafo Marcos Eduardo Neves.

É um passeio sentimental do período que Loco viveu no Botafogo, com direito a alguns perrengues, principalmente com técnicos e dirigentes. Em campo, porém, honrou o manto alvinegro como poucos, exibindo a flama e a bravura típica dos grandes jogadores uruguaios.

“Eu fui adotado pelo clube, pela torcida, porque eu consegui rapidamente entender o sentimento do torcedor, com o sentimento do clube”, descreve Loco, que é jornalista formado e um boleiro diferenciado, capaz de observações que a média dos jogadores não consegue formular.

Faz falta até hoje, não só pela presença técnica – exímio cabeceador e finalizador no último trecho – mas pela atitude e a fibra, características que todo grande ídolo precisa ter. E Loco é muito ídolo para os botafoguenses.

Um paraense campeão no automobilismo paulista

Teve vitória paraense, domingo (12), no circuito de Interlagos, em São Paulo, na Fórmula Vee. O piloto Augusto Santin triunfou na categoria master, sagrando-se bicampeão paulista. Foi seu terceiro título em quatro anos disputando a competição.  

Com o mesmo número de pontos (306) do francês Laurent Guerinaud, o paraense levou o título por ter mais vitória, nove contra sete. “Nossa disputa foi sempre acirrada, do começo ao fim do campeonato. E nesta última prova chegamos até nos tocar na pista”, disse Santin.

Na classificação geral, Santin terminou em segundo lugar, apenas dois pontos atrás de Guerinaud. Além do bicampeonato, ele foi campeão da Copa ECPA 2021, disputada em Piracicaba. Conta com apoio da Seel.

A Fórmula Vee anuncia nos próximos dias o calendário para a temporada de 2022, com o Campeonato Paulista, a ECPA e a FVee Open (exclusiva para iniciantes). 

Santin, pouco conhecido entre nós, é um batalhador das pistas e com muito esforço conseguiu acumular prestígio no automobilismo paulista, o mais competitivo do país.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 16)

CNJ afasta juiz federal que liberou madeira apreendida pela PF

Em decisão unânime, o Conselho Nacional de Justiça autorizou, nesta terça-feira (14), a abertura de processo administrativo e afastamento do juiz federal Antonio Carlos Almeida Campelo, da 4ª Vara da seção judiciária do Pará. O magistrado liberou parte da carga de madeira apreendida em uma operação da Polícia Federal contra extração ilegal – que motivaria a abertura de inquérito para investigar o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

A operação apreendeu mais de 131 mil metros cúbicos de madeira em tora, interceptadas em balsas na divisa entre Pará e Amazonas. Na época da apreensão, o juiz substituto da vara havia decidido que o caso deveria ser analisado pela Justiça Federal do Amazonas. Campelo, que estava de férias, revogou a decisão. 

A corregedora, ministra Maria Thereza de Assis Moura, avaliou as decisões como incomuns e os fatos “gravíssimos”. Um dos pontos destacados foi o fato de o juiz “sempre revogar decisão dos colegas que eram os competentes [para julgar os casos]”. A corregedora também citou que as decisões foram proferidas durante as férias ou quando outros juízes estavam ausentes.