É campeão! Leão vence nos pênaltis e conquista a Copa Verde

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo conquistou, na noite deste sábado, o título da Copa Verde 2021. Era um antigo sonho dos azulinos, que decidiram e perderam em 2015 e 2020. Desta vez, coroando a campanha invicta, o Leão empatou em 0 a 0 com o Vila Nova no tempo normal e venceu na cobrança das penalidades, por 4 a 2. O goleiro Vinícius, ídolo da torcida, agarrou duas cobranças e saiu como o grande herói da final. A vitória foi recebida pela imensa torcida azulina com uma justa recompensa após as atribulações do rebaixamento na Série B.

Remo 0×0 Vila Nova-GO, nos pênaltis 4×2

A partida foi equilibrada ao longo do 1º tempo, mas com o Remo insistindo com jogadas pelos lados. Ronald foi o destaque, partindo sempre em velocidade para finalização ou cruzamentos. A primeira boa chegada foi aos 14 minutos: Ronald passou para Neto Pessoa, que desviou de letra, mas Rafael Donato afastou o perigo. O melhor momento azulino foi em bola lançada por Ronald na área, aos 35 minutos. Neto Pessoa desviou e Felipe Gedoz chegou batendo de voleio para sensacional defesa de Georgemy.

Na etapa final, o jogo caiu muito de rendimento pelo desgaste físico das equipes. Ainda assim, o Remo esteve mais próximo do gol, chegando a reclamar um pênalti aos 10 minutos. Felipe Gedoz foi lançado por Kevem, entrou na área e ao cruzar a bola bateu no braço do lateral Bruno Collaço. O VAR recomendou a revisão, mas o árbitro Dyorgines Padovani gesticulou para justificar a anulação do lance por impedimento, decisão estranha porque a consulta ao monitor deveria ser para análise do pênalti.

O Remo seguiu tentando atacar, mas o cansaço começou a fazer a diferença. Erick Flores foi substituído por Lucas Tocantins, que se lesionou e foi substituído por Tiago Mafra após alguns minutos. Ronald, principal arma ofensiva no primeiro tempo, saiu para a entrada de Jefferson. Paulinho Curuá substituiu Lucas Siqueira, contundido.

Apesar da insistência nos cruzamentos para Neto Pessoa, a defesa do Vila se manteve firme. A única chance veio já nos minutos finais, após cruzamento de Raimar para o centroavante. Neto desviou de cabeça e a bola saiu rente ao poste esquerdo da trave goiana.

Remo 0×0 Vila Nova-GO, nos pênaltis 4×2 (Vinícius)

Na série de penalidades, o Remo venceu por 4 a 2, com gols de Neto Pessoa, Raimar, Marlon e Fredson. Vinícius defendeu as cobranças de André Krobel e Jhonatan Cardoso. Ao final da partida, a torcida, que lotou as dependências do Baenão, fez um grande carnaval no estádio e muitos torcedores invadiram o campo para comemorar com os jogadores.

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O governador Helder Barbalho, remista assumido, acompanhou o jogo e participou da cerimônia de entrega das medalhas e troféus a Neto Pessoa (artilheiro da Copa Verde, com 9 gols) e Ronald, melhor homem em campo na final.

Como premiação, o Remo ganha R$ 150 mil, mais um carro zero quilômetro, além do direito de participar da Copa do Brasil 2022 a partir da terceira fase, com bonificação garantida de aproximadamente R$ 2 milhões. (Fotos: Samara Miranda/Ascom Remo)

Bolsonaro desmascarou a ditadura que é escovar os dentes

Por Renato Terra, na Folha de S. Paulo

Brazil Senate report backs criminal charges against Bolsonaro

Graças ao empenho do presidente Jair Messias Bolsonaro, há dois anos eu conquistei a liberdade de não escovar os dentes. Não sou mais cobaia dessa indústria odontológica. A ficha caiu e a farsa foi desmontada.

O caminho não foi fácil. O hálito da liberdade, por exemplo, afastou minha mulher. Sempre suspeitei que Adalmira tinha um pé no comunismo dental. Aquele antisséptico bucal vermelho nunca me enganou. Mas não desviei um centímetro. Melhor perder o casamento do que perder a liberdade.

Meu ato heroico em prol da liberdade me custou dois molares, um canino e um incisivo central. Em compensação me rendeu um emprego na Jovem Pan. Hoje sou comentarista do quadro Dente por Dente, Olho por Olho, e defendo que o movimento antiflúor é um ato de resistência política. “Melhor perder o sorriso que perder a liberdade” é o meu slogan.

A ditadura da higiene vem tolhendo nossa liberdade há muito tempo. É preciso dar um basta nisso. Antigamente é que era bom. Os homens das cavernas não perdiam a virilidade com esse mimimi de fio dental, pasta de dente, escovinha. E ninguém morria por causa disso.

Eu mesmo não morri depois que parei de escovar os dentes. Não há registro de pessoas que tenham morrido por falta de flúor. O que prova, de maneira inequívoca, que a higiene bucal é uma falácia criada pelos próceres do marxismo sanitário.

O movimento está crescendo. Mais pessoas estão acordando para o risco de terem suas liberdades roubadas. Ontem mesmo me reuni com os líderes dos movimentos antidesodorante e antixampu. Foi um encontro virtual. Cada um na sua casa. Mas consegui mostrar para todos que, graças ao apodrecimento da minha boca, a minha gengiva jamais será vermelha.

(*) Jornalista e humorista

A foto antes da grande final

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A foto do elenco remista e dos integrantes da comissão técnica, tirada ontem após o último treino no Baenão para a grande final da Copa Verde. O jogo deste sábado (17h) contra o Vila Nova marca também o encerramento da temporada azulina. Segundo o presidente Fábio Bentes, “estamos ficando com os que querem e os que ficaram querem superar uma frustração com o título”.

Será a primeira decisão do Leão dentro de seu estádio após 44 anos. A anterior ocorreu no Campeonato Paraense de 1977. Naquele ano, o Remo decidiu e levantou o título estadual com dois jogos no Evandro Almeida diante do maior rival: 2 x 0 (com gols de Mego e Bira) e 0 x 0.