Leão bate rival e vai decidir a Copa Verde

Neto Pessoa comemora gol de pênalti para o Remo

POR GERSON NOGUEIRA

Neto Pessoa sai consagrado das semifinais da Copa Verde com boas atuações nos dois clássicos diante do PSC, fato raro nos últimos anos no futebol do Pará. Neste sábado, no Baenão, ele foi o autor dos gols que garantiram a vitória e a classificação do Remo para a final do torneio. Marcou o primeiro aos 16 minutos de jogo aproveitando cruzamento de Marlon e liquidou a fatura nos minutos finais cobrando pênalti. Nas duas partidas, ele marcou quatro gols.

O gol deu tranquilidade ao Remo. O time passou a tocar a bola sem a mesma agressividade inicial. Apesar da empolgação do torcedor, o recuo foi visível. A ideia era atrair o PSC e sair em contra-ataques rápidos. O problema é que as bolas eram esticadas, mas não chegavam a Tiago Mafra e Neto Pessoa.

Aos poucos, o PSC foi se estabilizando em campo e passou a fazer triangulações junto à área azulina. Com Jhonnatan e José Aldo controlando a meia-cancha, os homens de lado chegavam constantemente às proximidades da área para cruzamentos perigosos. Ratinho tentou uma meia bicicleta e assustou Vinícius ainda no 1º tempo.

Danrlei foi lançado na área pela esquerda e Fredson deu o bote para o desarme, quase cometendo pênalti. O Remo seguia encolhido, com Gedoz e Erick Flores muito distantes um do outro, o que dificultava a construção de jogadas. Nos 15 minutos finais da primeira etapa o PSC foi dominante, recuperando bolas no meio e avançando em direção à área.

Remo x Paysandu, Copa Verde, Baenão

Apesar dessa intensa presença no campo defensivo do Remo, o PSC pouco ameaçou de fato, até porque os jogadores não chutavam de fora da área, preferindo cruzar de forma previsível. O Remo se safou da pressão, mas também deixou de criar situações de ataque.

Para o segundo tempo, observando o mau funcionamento do setor de meio-campo, o técnico Eduardo Baptista trocou Erick Flores por Ronald, Tiago Mafra por Lucas Tocantins e Wellington por Kevem. O time continuou com dificuldades para executar a transição ofensiva, mas ganhou jogadas em velocidade pelos lados.

Ronald foi quem mais se destacou partindo sempre com a bola dominada ou recebendo nas costas da marcação para cruzamentos rasantes em direção à área. Surpreendeu a defesa do Papão ao limpar jogada no bico esquerdo da área e disparar um chute forte, que passou perto do travessão. Depois, lançado por Gedoz, foi derrubado por Yan mas o árbitro goiano não deu a penalidade.

A torcida do Remo fazia um carnaval nas arquibancadas, mas o time tinha que se desdobrar para segurar as estocadas do PSC. Marlon chegou a fazer um gol, aos 20′, mas estava em impedimento. Depois, Tiago Santos chutou cruzado próximo ao gol.

Nos instantes finais, Ronald avançou após um passe preciso de Paulinho Curuá (que substituiu Pingo, lesionado) e cruzou rasteiro para Neto Pessoa. Antes que o centroavante chegasse na bola, foi atropelado pelo zagueiro Victor Salinas. O próprio Neto cobrou o pênalti e ampliou para 2 a 0, aos 48′, fechando o placar e garantindo a comemoração azulina no Baenão.

FINAIS DA COPA VERDE

Vila Nova x Remo – quarta-feira, dia 8 – 20h – Estádio OBA

Remo x Vila Nova – sábado, dia 11 – às 17h – Estádio Baenão

Ouça mais uma vez a música que mudou tudo pra mim

Por André Forastieri

Minha música favorita da minha banda favorita faz aniversário esta semana. É “London Calling”, do Clash. O compacto saiu na Inglaterra no distante 7 de dezembro de 1979.

Não ouviu? Impossível. É a única música deles que toca em rádio rock. Eu não aguento mais ouvir. Eu não aguento não ouvir mais.

Você precisa ouvir de novo. Prestar atenção. Decorar. Você precisa de London Calling, o álbum. Ouve aí no streaming, compra, baixa, rouba. Os sobreviventes da banda estão ricos e perdoam. E o defunto não ia protestar.

Quando ouvi “London Calling”, pela primeira vez, fiquei maluquinho da silva. O engraçado é que não ouvi, vi. Foi no programa Som Pop, da TV Cultura, o único lugar que passava clipes no Brasil em 1980.

Os caras de preto, tocando na barca que atravessa o Tâmisa, tomando chuva na cara. Estou arrepiado até hoje.

Para ter uma ideia de como o mundo mudou: durante muito tempo, a única música do Clash que eu conhecia era “London Calling”. O disco, ninguém tinha em Piracicaba e não existia para compar.

Eu só fui ter meu primeiro disco do Clash em 1981, segundo colegial, Sandinista. Álbum triplo, PQP.

Tinha rock e reggae e jazz e dub e umas variações muito loucas sobre as mesmas canções. “Police On My Back”, “Somebody Got Murdered”, “The Call Up”, “Charlie Don’t Surf”, “Career Opportunities”… cacete.

No ano seguinte, mais um disco e ainda nada do disco London Calling na minha vida: Combat Rock. Tenho até hoje a resenha de Pepe Escobar, amarelada, em frangalhos, que recortei da Folha de S. Paulo.

É o meu disco favorito do Clash e conheço cada barulhinho de cor e salteado. É o famoso disco que eu matava aula para ouvir.

Tudo aos contrários, só fui comprar meu vinil do London Calling em 1983, já morando em São Paulo, acho que na Hi-Fi da rua Augusta. Se não me engano, comprei junto com Rio do Duran Duran, Black And White dos Stranglers e o primeiro dos Specials, gastando minha grana de aniversário de 18 anos.

Eu era eclético e não sabia.

Perto dos outros discos do Clash que eu tinha ouvido, London Calling era bem simples, direto e reto. Mas é uma música melhor que a outra, e principal, elas funcionam melhor ouvidas uma na sequência da outra.

Como Combat Rock, não tem sentido ouvir uma faixa isolada de London Calling. Tem que ouvir todas na ordem correta. Se der para virar de lado a para b, melhor ainda.

Pra completar tem a melhor capa de disco do rock. Minha mulher me deu a camiseta outro dia, Paul Simonon malhando o baixo no palco. O que o Clash uniu, nada separa.

O Clash acabou em 86 e nunca fez uma tour de reunião. Felizmente. Eu sabia que isso nunca ia acontecer. Foi porque o Joe Strummer deu o contra. Ele morreu em 2002 e uma turnê caça-níqueis dessa nem tem mais como acontecer.

Eu prefiro meus heróis nas páginas dos gibis e sei que a história não é feita por grandes homens, mas tenho orgulho de pisar no planeta onde Joe Strummer viveu.

O Clash é a banda que me fez pensar grande, ser valente, cortar o cabelo, não entrar em igrejinha, detestar bicho-grilo, largar Piracicaba, ir pra vida de peito aberto, com medo e com um tesão louco.

É a banda da minha geração, a banda que nos gerou, minha turma, meus irmãos. Quando a vida está cinza e a rotina anestesia, Londres me chama, me incendeia – acende o fogo nas minhas veias.

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Leão e Papão disputam vaga na final da Copa Verde

Estádio Baenão, do Remo, em Belém — Foto: Lívia Alencar/Honra Essa Camisa

Remo e PSC se enfrentam neste sábado, às 17h, no estádio Evandro Almeida (foto), decidindo vaga na final da Copa Verde 2021 contra o Vila Nova-GO. O Leão tenta conquistar o título inédito da competição regional. Já o PSC corre atrás do terceiro título da CV. As equipes empataram no primeiro jogo, quarta-feira à noite, na Curuzu, por 2 a 2.

No confronto de hoje, não há vantagem para nenhum dos lados. Em caso de novo empate, a vaga será definida na cobrança de penalidades. O Remo perdeu cinco peças após o rebaixamento à Série C. Deixaram o clube os zagueiros Romércio e Rafael Jansen, o lateral Tiago Ennes, o meia-atacante Mateus Oliveira e o atacante Wallace.

Provável escalação: Vinícius; Wellington Silva, Fredson, Marlon e Igor Fernandes; Pingo, Arthur (Lucas Siqueira) e Felipe Gedoz; Erick Flores, Lucas Tocantins e Neto Pessoa.

O Papão também perdeu vários atletas desde a eliminação na Série C. Com várias baixas após a disputa da terceira divisão, o Papão tem um elenco formado por remanescentes do Brasileiro e atletas da base. Na Copa Verde, o retrospecto bicolor é muito positivo. Chegou a cinco finais e ganhou duas edições.

O auxiliar permanente Wilton Bezerra não tem baixas para o clássico de hoje, devendo repetir o time que começou o jogo de ida.

Provável escalação: Victor Souza; Leandro Silva, Yan, Victor Salinas e Diego Matos; Ratinho, Jhonnatan e José Aldo; Laércio, Danrlei e Marlon.

(Foto: Lívia Alencar)

** A Rádio Clube transmite a partida, com narração de Jones Tavares e comentários deste escriba de Baião.