Remo veste a camisa do CRB

POR GERSON NOGUEIRA

Eduardo Baptista, técnico do Remo — Foto: Samara Miranda/Ascom Remo

As atenções da torcida remista estão voltadas hoje para o estádio Rei Pelé, em Maceió, onde CRB e Vitória se enfrentam a partir das 18h. O jogo vale muito para as pretensões do Remo. Para chegar em situação favorável à última rodada, sem depender de outros resultados para permanecer na Série B, tem que torcer para uma vitória do CRB ou um empate. Com isso, o rubro-negro baiano permaneceria atrás do Leão na pontuação.

Atento ao desfecho da 37ª rodada, o Remo inicia os preparativos para o confronto de domingo contra o Confiança, no Baenão. Para vencer, terá que dispor de seus melhores jogadores. Erick Flores, decisivo diante do Vasco, com duas assistências que resultaram em gols, está confirmado, apesar de ter sido substituído demonstrando certo incômodo físico.

É possível que o meia Felipe Gedoz também esteja de volta, embora o time tenha funcionado bem sem ele no primeiro tempo em São Januário. Como referência no setor de criação, porém, sua presença pode dar ao Remo mais qualidade nas ações de ataque.

Já rebaixado, o Confiança vem para cumprir tabela, embora ninguém possa subestimar os efeitos da tradicional “mala branca”, que costuma transitar pelos céus do Brasil em rodadas decisivas de campeonato. Londrina e o próprio Vitória têm interesse direto na partida e o time sergipano pode ser incentivado a lutar para impedir uma vitória leonina.

Ao Remo cabe se organizar para não deixar escapar a chance de salvar a temporada. Depois de uma campanha cheia de oscilações, o time chegou à fase final em visível queda livre. Perdeu cinco jogos e empatou um nas seis últimas rodadas, um desempenho sofrível e que pintou em cores vivas o risco de rebaixamento.

Graças à gordura acumulada ao longo da era Felipe Conceição, o Remo conseguiu permanecer fora do Z4, embora um ponto apenas à frente do 17º colocado, Londrina, e dois pontos em relação ao Vitória, 18º.

Além da recuperação de atletas e dos treinos para a grande decisão de domingo, o técnico Eduardo Baptista terá que montar um time alternativo para outro confronto eliminatório: a disputa com o Manaus pela vaga na semifinal da Copa Verde. Não é a maior prioridade do Remo no momento, mas avançar no torneio é missão obrigatória.

Botafogo volta a soltar o grito de campeão

A Primeira Divisão não é a mesma sem a presença do Botafogo. Inserido eternamente na história do futebol brasileiro, com maior número de atletas cedidos à Seleção para a disputa das Copas do Mundo e uma galeria de craques imortais, a Estrela Solitária se confunde com as passagens mais gloriosas do Brasil bom de bola.

Ontem, para um estádio quase sem torcida, em Pelotas (RS), o Botafogo carimbou a volta ao seu lugar de origem. Venceu por 1 a 0, gol de Diego Gonçalves, garantindo a conquista do título do Brasileiro da Série B, situação oportunizada pela derrota do vice-líder Coritiba.

O feito adquire maior relevância porque o Botafogo teve que remontar um elenco, enfrentando sérias dificuldades financeiras e a descrença generalizada quanto ao acesso. O início foi ruim, mas a mudança operada a partir da chegada de Enderson Moreira fez o time se superar.

A vitória sobre o Brasil confirmou uma trajetória de muita luta, bravura e comprometimento. O grupo de atletas não chega a ser brilhante, mas é perfeito para as necessidades da Série B. Domingo, no estádio Nilton Santos, a festa será com pompa e circunstância no jogo contra o Guarani.

Combater a discriminação é luta de todos

O gesto marcante dos braços erguidos e punho cerrado, característico das manifestações dos Panteras Negros nos anos 1960 e dos protestos pela morte de George Floyd nos Estados Unidos, voltou à cena no futebol brasileiro neste fim de semana. Antes do clássico disputado em São Paulo, ontem, jogadores de Corinthians e Santos se posicionaram ajoelhados antes de a bola rolar para o protesto coletivo pelo Dia da Consciência Negra.

Por tabela, a cena fez referência à vergonhosa absolvição pelo STJD de um dirigente do Brusque que fez ofensas racistas ao meia Celsinho, do Londrina. O interessante é que o trio de arbitragem aderiu à manifestação, que para alguns hipócritas não deveria se misturar com as coisas do futebol, como se o futebol não fosse uma manifestação social por excelência.

Foi bonito ver que, não obstante algumas diferenças de pensamento, todos sabem o quanto é importante lutar pelas liberdades e pela inclusão social, combatendo todas as formas de discriminação. Isso ganha um valor ainda maior no Brasil de hoje, marcado por tanto ódio e intolerância.

Um campeão paraense no surfe em água doce

Nayson Costa, 23 anos, natural de Salinas, conquistou o bicampeonato brasileiro de surfe em água doce, disputado ontem na praia do Marahú, em Mosqueiro. Favorito na competição, Nayson ganhou a disputa e adquiriu mais confiança para o desafio do Brasileiro de Surfe Profissional, que será realizado em dezembro, na Bahia.

Coordenado pela Agência Distrital de Mosqueiro, o evento atraiu surfistas de todo o Brasil. No total, foram 94 inscritos para a disputa em três categorias: open, master e local. No torneio nativo, o pódio foi formado por Márcio Correia, campeão; Luciano André, 2º lugar; e Fabrício Manduca, 3º lugar, todos mosqueirenses.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 22)

4 comentários em “Remo veste a camisa do CRB

  1. Isso Miguel mais uma vez os resultados favoreceram ao Remo. Vamos torcer para o time entrar determinado contra o Confiança.
    Vitória simples garante o Remo na B.

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