Sequência de erros de arbitragem provoca queda de Gaciba

Leonardo Gaciba, ex-presidente da Comissão de Arbitragem — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Alvo de muitas críticas pelo nível geral da arbitragem brasileira, Leonardo Gaciba não é mais presidente da Comissão de Arbitragem da CBF. A decisão foi tomada na manhã desta sexta-feira pelo presidente interino da entidade, Ednaldo Rodrigues, que está em São Paulo acompanhando a preparação da Seleção para os jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo.

Vice da comissão, o também ex-árbitro Alício Pena Júnior assumirá o cargo até o final do Campeonato Brasileiro. Ele é um crítico aos processos dentro do órgão e deve fazer mais mudanças nos próximos dias. Em entrevista ao Seleção SporTV nesta sexta, Alício disse que os árbitros brasileiros são honestos e que tentará diminuir a pressão sobre eles até o fim da temporada.

A polêmica arbitragem de Vinicius Gonçalves Dias Araújo em Flamengo x Bahia, quinta-feira, no Maracanã, que deu um penal inexistente contra o tricolor baiano, antecipou a mudança. O árbitro deu a penalidade para o Rubro-Negro depois que a bola tocou no peito do zagueiro Conti. A decisão foi mantida mesmo depois de ver as imagens no monitor do VAR.

Rodrigues já busca o substituto de Gaciba para aprofundar a reformulação da comissão a partir de janeiro. O presidente interino da CBF pretendia desfazer a atual comissão no final da temporada atual, mas decidiu antecipar a decisão após a série de erros da arbitragem nas últimas rodadas.

Gaciba estava no cargo desde 2019 e foi contratado por Rogério Caboclo para modernizar a arbitragem. A CBF investiu alto em tecnologia para ajudar os árbitros em campo.

Rodrigues está no função desde agosto. Ele substitui Caboclo, afastado do comando da CBF por 21 meses por assédio sexual e assédio moral a uma funcionária da entidade. O VAR começou a ser usado em competições nacionais em 2018. No ano seguinte, o Campeonato Brasileiro foi disputado já com o árbitro de vídeo.

CABOCLO PUNIDO

A Comissão de Ética do Futebol Brasileiro aplicou mais uma punição ao presidente já afastado da CBF, Rogério Caboclo. A medida tomada hoje (12) foi punir o dirigente com mais 20 meses de afastamento da entidade. Com isso, pelas sentenças impostas pelo órgão até agora, Caboclo soma 41 meses de gancho — o caso anterior rendeu 21 meses de suspensão, diante da denúncia de assédio sexual feita por uma funcionária. A punição desta vez veio no processo movido pelo diretor de tecnologia e informação da CBF, Fernando França, que acusou Caboclo de assédio moral e de tentar fazer com que ele espionasse e-mails e telefones de dirigentes e pessoas ligadas à entidade.

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