Fred é “premiado” pelo STJD com absolvição unânime após agredir lateral do Fortaleza

O atacante Fred, do Fluminense, foi absolvido por unanimidade pela 5ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em julgamento realizado nesta sexta-feira, pelo lance com Ronald, do Fortaleza, em jogo válido pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, disputado no dia 6 de outubro. A decisão surpreendeu em função da agressão ao jogador do Fortaleza.

O atacante havia sido denunciado por “agressão física” (art. 254-A, parágrafo I do Código Brasileiro de Justiça Desportiva), por ter desferido um golpe no jogador adversário, e “ato desleal e hostil” (art. 250 do CBJD), por ter levantado o lateral pela camisa na sequência, e corria o risco de pegar até 12 jogos de suspensão.

Político como costuma ser, o STJD deu praticamente um prêmio ao veterano centroavante do Flu. O procurador Álvaro Cassetari pedia a punição do atleta nos artigos em que foi denunciado com base nos artigos 58 e 65 do CBJD, que permitem a utilização de provas de vídeo para possíveis aplicações de penalizações por parte do tribunal em caso de “infrações graves que tenham escapado à atenção da equipe de arbitragem, ou em caso de notório equívoco na aplicação das decisões disciplinares.

Os demais membros da comissão, embora reprovassem a atitude de Fred (um deles até afirmou que o lance era passível de expulsão), seguiram o voto do relator, concordando que o incidente não era caso de interferência do tribunal na decisão da arbitragem. A auditora Alessandra Perez Paiva classificou o episódio como “espetáculo lamentável”, citando o “teatro de quem sofreu a falta” e o “excesso de testosterona de Fred”.

O lance ocorreu aos 31 minutos do 2º tempo da partida, quando o Fortaleza já vencia o Fluminense por 2 a 0 no Maracanã. Ronald aplicou um lençol em Fred quando o jogo já estava paralisado. Irritado, o atacante tricolor atingiu o jogador adversário no pescoço e na sequência o ergueu pela camisa.

Pelo visto, por pouco, o tribunal não aplicou uma penalidade à vítima de Fred.

Mercado da música vive uma corrida do ouro

Por Ronaldo Lemos, na Folha de S. Paulo

Quem diria. O mercado de música, que foi o patinho feio por tanto tempo por causa da internet, agora está vivendo uma verdadeira corrida do ouro. As negociações de direitos autorais sobre música atingiram graus especulativos que lembram até o mercado de criptomoedas.

Por exemplo, o prêmio Nobel de literatura Bob Dylan vendeu os direitos autorais sobre a totalidade das suas composições por nada menos que US$ 300 milhões. Tem gente que acha que foi barato. A razão é que o mercado de streaming gerou uma nova dinâmica com relação à comercialização de direitos sobre as composições musicais.

Isso atraiu o interesse de fundos de investimento buscando ativos capazes de gerar um retorno constante, crescente e praticamente garantido. Por essa razão, músicos sexagenários estão sendo assediados com ofertas para venderem seus catálogos da mesma forma que Dylan fez. São as divas do momento.

Bob Dylan, com 22 anos, toca baixo elétrico em um café em Woodstock (EUA), em janeiro de 1964

streaming é parcialmente culpado por isso. Faz com que o consumo de música se torne perene. Tome-se, por exemplo, o hit “Wonderwall” da banda Oasis. A música que marcou o britpop inglês na década de 1990 tem cerca de 1,2 bilhão de execuções no Spotify. Esses números continuam crescendo. Nos últimos anos, “Wonderwall” não saiu do top 200 músicas mais executadas na plataforma.

Diferentemente da época em que a música dependia da venda de vinis, CDs ou faixas digitais individuais, o streaming permite contabilizar em números como as execuções musicais continuam a crescer. Mais do que isso, os direitos sobre as composições permitem muito mais. Quem detém esses direitos pode autorizar que a música seja regravada, adaptada, incluída em vídeos e muito mais. No território musical, direitos sobre composições são o supertrunfo dos direitos autorais.

Um dos fundos que têm sido mais agressivos nesse sentido é o Hipgnosis, sediado no paraíso fiscal da Ilha Guersney. Seu fundador, Merk Mercuriadis, é uma das pessoas simultaneamente mais amadas e odiadas da indústria musical contemporânea. O fundo levantou inicialmente US$ 300 milhões para compra de direitos. Com isso, adquiriu mais de 57 mil músicas, incluindo “Umbrella” de Rihanna e “Baby” de Justin Bieber. Há duas semanas, o fundo Blackstone, um dos maiores do planeta, anunciou um aporte de US$ 1 bilhão no Hipgonsis.

Mercuriadis alega que o segredo do seu sucesso é trabalho. Enquanto outras empresas que controlam direitos têm cerca de um funcionário para cada 20 mil músicas, o Hipgnosis afirma ter sempre um para cada mil. Isso maximiza a exposição desses títulos. Os críticos, no entanto, veem um cenário diferente. Acham que essa hipercapitalização da música terá efeitos negativos no longo prazo, dificultando inclusive o espaço para artistas emergentes.

De qualquer forma, o modelo até agora é bem-sucedido. Tem até fundos brasileiros tentado replicar a estratégia. A boa notícia é que veteranos da música que possuem catálogos construídos a duras penas ao longo de toda uma vida estão agora com a faca e o queijo na mão. A questão é saber quem controla os direitos sobre suas composições —e se esses direitos já não foram vendidos no meio do caminho e, provavelmente, barato.

Lanterna de seu grupo, Papão precisa vencer e torcer muito na rodada

Elenco do Paysandu — Foto: Vitor Castelo/Ascom Paysandu

O PSC enfrenta o Botafogo-PB neste domingo, às 18h, em João Pessoa, precisando vencer para continuar vivo na disputa pelo acesso à Série B 2022. Para isso, terá que quebrar a escrita de ainda não ter vencido o Belo nesta temporada (foram duas derrotas e um empate), além de conquistar o primeiro triunfo nesta fase da competição.

O que dá esperança aos bicolores é o retrospecto fora de Belém nesta Série C: são 11 jogos, com quatro vitórias , quatro empates e apenas três derrotas – aproveitamento de 48,8%.

O duelo contra o Botafogo-PB será realizado no estádio Almeidão. Lanterna do Grupo C com apenas 2 pontos, o PSC entrará em campo já sabendo se ainda terá chances de acesso, pois Criciúma e Ituano jogam no mesmo dia, às 16h, no Heriberto Hülse, em Criciúma (RS).

O Tigre é o melhor mandante da competição, não tendo perdido nenhuma partida em casa até agora. A torcida do Papão é para que o time paulista (virtualmente classificado à Série B, com 9 pontos) não perca o jogo. Uma vitória do Criciúma deixará o time catarinense praticamente classificado, com 8 pontos.