Liberada capacidade de 50% nos estádios de Belém

Fenômeno Azul — Foto: Lívia Alencar

Os estádios de Belém poderão receber até 50% de sua capacidade de público. A decisão foi tomada em reunião realizada pela manhã entre representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Sespa, autoridades da segurança pública, dirigentes da FPF e dos clubes (foto abaixo). A decisão acatou parcialmente a solicitação dos clubes, que pediam também a liberação do acesso de crianças acompanhadas pelos pais ou responsáveis e permissão para venda de bebida e comida nos estádios, ambas negadas pela Prefeitura de Belém. Nova reunião prevista para novembro vai discutir o acesso de menores e a venda de bebidas.

A ampliação da capacidade dos estádios (antes era de 30%) foi decretada pelo Governo do Estado, que publicou, nesta quinta-feira (14) uma versão atualizada do Decreto Estadual 800/2020, que institui o sistema de bandeiramento e das demais medidas de controle contra a covid-19. O dispositivo legal autoriza a ocupação máxima de 50% de público em eventos esportivos, desde que respeitados todos os protocolos sanitários de segurança nos ambientes, determinados pelos municípios.

“A atualização foi possível porque as experiências dos jogos, que já ocorreram, foram muito bem sucedidas em relação ao cumprimento das normas e dos protocolos. E, além disso, a situação da pandemia continua melhorando, a vacinação está avançando no Estado, permitindo que o governo faça este avanço no aumento da taxa de ocupação nos estádios”, explicou o procurador-geral do Pará, Ricardo Sefer.

De acordo com os dados da Secretaria de Saúde Pública (Sespa), disponibilizados no site do Vacinômetro, 40,84% da população paraense já recebeu a 1ª dose de imunizantes contra a doença, e 26,03% receberam as duas doses das vacinas.

Reunião entre os clubes e a Sesma — Foto: Divulgação

O Remo foi o primeiro clube a se manifestar por um aumento de espaço para a comercialização de ingressos. O clube teve prejuízos com a abertura do Baenão nos dois confrontos que fez pela Série B como mandante, contra Náutico e Coritiba. Com o decreto, a capacidade estádio salta de 4.137 para 6.896 pessoas.

O PSC seguiu o mesmo caminho. Apesar de a diretoria não falar em perdas no jogo contra o Botafogo-PB, na Curuzu, o prejuízo foi expressivo. O aumento da capacidade deve baixar o preço das entradas, que hoje está com valor mínimo de R$ 100,00. A Curuzu, que com os 30% abrigava 5.407 espectadores, passa para 9.012 com os 50%.

O decreto estadual também permite a realização de eventos privados com audiência superior a 300 pessoas, limitada a ocupação a 75% da capacidade do estabelecimento, com o acesso das pessoas condicionado à apresentação da carteirinha de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, a realização dos eventos está vinculada à capacidade dos espaços físicos e ao fato de as pessoas comprovarem, pelo menos, uma das duas doses de vacinas aplicadas pelo SUS, a partir do 14º dia de recebimento do imunizante.

No limite da segurança

POR GERSON NOGUEIRA

Marlon

O Remo estacionou nos 38 pontos e parece travado, sem conseguir avançar rumo à faixa dos 40, que dará tranquilidade para consolidar a pontuação mínima necessária à permanência na Série B. Pelas mãos de Felipe Conceição, a campanha é positiva, o time saiu do limbo para se posicionar no bloco intermediário.

Não há dúvida, a conquista da meta estabelecida desde o começo do campeonato está próxima. O clube se planejou para ficar na Segunda Divisão, de preferência sem sustos ou aperreios. O problema é que, a cada rodada sem evolução na tabela, surgem as aflições naturais geradas pelo equilíbrio da competição.

É cada vez menor a distância para os times que estão na parte inferior da classificação. Há quatro rodadas, o Remo mantinha folga de 11 pontos em relação ao primeiro da zona de rebaixamento. Hoje, essa diferença caiu para oito pontos – o Londrina (17º) tem 30 pontos.

A distância ainda é confortável, mas não há mais limite para vacilos. Por uma questão prática: caso não pontue amanhã, diante do Brusque, o Londrina pode alcançar 33 pontos e a vantagem cairá para cinco pontos.

Os riscos existem, embora ainda controlados. O Remo terá ainda quatro jogos em casa, com apoio do Fenômeno Azul, para garantir os 44 pontos apontados como necessários para a permanência. Sigo acreditando que a linha de corte será mais baixa, 43 ou 42 pontos.

No Baenão, o Leão terá pela frente Ponte Preta, Londrina, Goiás e Confiança. É perfeitamente possível que o time consiga pelo menos 10 pontos nesses quatro confrontos, além de outros bons resultados que podem ser obtidos fora de casa.

É justamente a performance do Remo como visitante que desperta críticas pelo excesso de relaxamento no começo das partidas, fato mencionado aqui a respeito dos jogos com Guarani, Sampaio Corrêa e Vila Nova.

A volta de titulares indiscutíveis, como o volante Anderson Uchoa, podem calibrar ainda mais a campanha no chamado último quarto da competição – os nove jogos finais. Além disso, já para o confronto de amanhã, Felipe Conceição volta a ter opções na defesa, podendo escolher entre Kevem, Jansen e Marlon, além de Edu, que ainda nem estreou.

O retorno de peças importantes vem na hora certa, pois a partir de terça-feira (19) o Leão inicia campanha na Copa Verde. Para o primeiro jogo, contra Galvez (AC) ou Ipiranga (AP), o time terá que ser mesclado, a fim de não comprometer a campanha na Série B.

Castanhal faz estreia categórica na Copa Verde

Como a dar uma resposta pela precoce eliminação na Série D, o Castanhal estreou em alto nível na Copa Verde 2021 superando o Fast Club, em Manaus, ontem, por 2 a 0. Fez um gol logo no início da partida, com Luquinha, e complementou na etapa final, através de Leandro Cearense.

Lembrou o Castanhal ousado e bem articulado dos melhores momentos da Série D. Time trocou passes, foi inventivo nas jogadas de aproximação e aproveitou bem as chances criadas.

É bem verdade que o Fast entrou com um time quase todo formado por jogadores sub-23, mas ainda assim é justo destacar a atuação do Castanhal, que se redime com o torcedor e abre a perspectiva de avançar na CV.

Papão une forças em torno do grande objetivo

Um pacto foi firmado entre comissão técnica, atletas e diretoria do PSC durante encontro realizado na terça-feira à noite, na Curuzu. A reunião foi fechada, sem presença de figuras estranhas ao futebol do clube. A ideia é fortalecer emocionalmente o grupo para os confrontos decisivos diante do Ituano, dentro e fora de casa.

Há a convicção de que, a exemplo de outras vezes em que o PSC conquistou o acesso, o time tem dificuldades técnicas e do ponto de vista coletivo, mas mantém boas condições de garantir a vaga à Série B.

O esforço para unificar o discurso em torno da causa maior partiu da percepção de que o empate com o Botafogo, na segunda-feira, havia deixado uma sensação de fracasso no ar. Não por acaso, ontem mesmo o goleiro Victor Souza, um dos líderes do elenco, não hesitou em afirmar que acredita firmemente no acesso. Confiança é tudo.

Pikachu, certeiro, garante vitória para o Fortaleza

O jogo era complicado, avançava sem grandes chances para o Fortaleza, apesar do esforço e dos ataques em sequência. O gol veio pelos pés do paraense Pikachu, que foi lançado com perfeição por Romarinho, que havia acabado de entrar em campo. A vitória recoloca o tricolor cearense no G4 da Série A.

Aos 34 minutos, a bola alcançou Pikachu livre no lado direito da área, descolando-se da vigilância dos zagueiros do Grêmio. Ele recebeu, girou rapidamente e acertou um disparo rasteiro, sem chances para o goleiro.

Gol com a marca de Pikachu, sempre preciso e implacável nas finalizações desde quando dava os primeiros passos defendendo o PSC. Foi o sexto gol dele na Série A e o nono na temporada.

Sob o comando do argentino Vojvoda, Pikachu reencontrou a paz e o bom futebol, passou a se posicionar como ala ofensivo e se reinventou, depois de ser surpreendentemente descartado do Vasco, onde cumpriu brilhante trajetória como um dos principais goleadores do time.

(Coluna publicada no Bola, edição desta quinta-feira, 13)