Remo encurrala o líder do campeonato, mas jogo termina sem gols

Remo x Coritiba

Faltou só o gol no 2º tempo para o Remo passar pelo Coritiba na noite desta segunda-feira, no Baenão, pela 28ª rodada da Série B do Brasileiro. Mesmo diante do líder da competição, a movimentação da equipe azulina foi superior, principalmente na segunda etapa, quando Felipe Conceição fez mudanças que impulsionaram ofensivamente o time. Com maior posse de bola, o Leão teve o dobro de finalizações do visitante. No primeiro tempo, a melhor chance de gol coube a Lucas Siqueira, que perdeu uma chance incrível praticamente embaixo da trave. Depois, Lucas Tocantins meteu bola na trave no começo da etapa final e sofreu um susto tremendo no último minuto, quando William Alves invadiu e bateu na saída de Tiago Coelho, que fez ótima defesa. O empate manteve o Remo em 10º lugar, com 38 pontos.

Marcação forte garante empate

POR GERSON NOGUEIRA

Criciúma x Paysandu, pela Série C

Jogadores e comissão técnica do PSC comemoram bastante o 0 a 0 contra o Criciúma. Com inteira razão: empatar fora de casa nesta fase da Série C é resultado duplamente positivo, pois significa um ponto ganho e dois pontos que o mandante deixa de somar.

O jogo foi travado, feio tecnicamente, com poucas finalizações (três para cada lado) e quase nenhuma emoção. Era exatamente o que o PSC precisava. Controlou o meio-campo, com eficiente participação de José Aldo e segura atuação da zaga.

A primeira etapa teve o Criciúma mais avançado, rondando a área do PSC, mas sem levar maior perigo. Felipe Mateus arriscou da entrada da área, aos 4 minutos, mas a bola saiu fraca para defesa de Victor Souza.

Inteiramente voltado para a marcação, estratégia que seria cumprida à risca até o fim, o PSC não se preocupava em passar do meio-campo. Raras vezes se aventurou no ataque e não chutou nenhuma vez a gol.

Veio o segundo tempo e a melhor oportunidade coube ao Papão. Logo aos 9 minutos, Diego Matos lançou bola na área, no rebote Marino fica livre para chutar, mas erra o alvo. Foi a melhor chance de gol da partida.

Criciúma x Paysandu Série C

Entre esse lance agudo e o apito final, os times se dedicaram a brigar pela bola, às vezes de forma ríspida. No esforço para chegar ao gol, o PSC utilizava Diego Matos pela esquerda e passes de José Aldo, mas Danrlei teve apenas uma chance, aos 30’. Ele entrou na área, mas foi desarmado antes da finalização.

Depois, já com Grampola e Luan substituindo a Danrlei e Rildo, o PSC não ameaçou mais. Enquanto isso, o Criciúma lançava-se ao ataque, mas errava muitos passes e não conseguia levar perigo. O melhor momento catarinense foi aos 38’ com o atacante Maranhão, que mandou um chute rente ao travessão, bem defendido por Victor Souza.

A intensidade com que o PSC se lançou ao jogo levou ao resultado buscado e deixou a impressão de um time que começa a ter formato bem ajustado, principalmente quanto à solidez defensiva e a boa participação dos homens de meio-campo, com José Aldo à frente. (Fotos: Jorge Luís Totti/Ascom PSC)

Remo terá poucas mudanças para encarar o Coxa

Com a provável escalação de Lucas Siqueira e Rafinha, ambos em má fase, o Remo vai apostar na incerteza para tentar arrancar mais um bom resultado diante de um time bem situado na tabela de classificação. Foi assim contra Vasco e Avaí, o que deixa uma expectativa positiva no ar. O adversário é o líder Coritiba, time que nunca perdeu para o Leão.

A insistência com alguns jogadores e com o posicionamento de outros (casos de Artur e Felipe Gedoz) tem gerado muitas dificuldades no começo das partidas. Quase sempre o Remo sofre pressão, como diante de Guarani, Náutico e Sampaio Corrêa, e só reage na etapa final após troca de peças.

Na quinta-feira, em S. Luís, o time apresentou problemas de conexão entre os setores, acarretando falhas primárias na defesa. Uma delas resultou no gol do Sampaio no incrível lance iniciado com arremesso lateral.

O desgaste da equipe no primeiro tempo nem teve a ver com erros de passe. O time teve possivelmente sua melhor média de acertos (acima de 90%), mas a lentidão e a falta de objetividade comprometeram a atuação. Nos 15 minutos finais, mesmo com um homem a menos, a presença de Lucas Tocantins, Pingo, Jefferson e Mateus Oliveira fez a equipe renascer.

A zaga terá Kevem de volta para enfrentar um dos melhores ataques da Série B – o Coritiba marcou 35 gols. É provável ainda que Mateus reapareça como terceiro homem de ataque, com funções de articulação, como diante do Sampaio.

Com a provável presença de um público maior, com ingressos mais baratos, o jogo oferece nova oportunidade para o recém-contratado Neto Pessoa finalmente estrear. A conferir.

A constrangedora presença brasileira na Copa de futsal

Bem que as emissoras ‘pachequistas’ tentaram salvar ou esconder o vexame, mas o esforço foi em vão. Não há como defender a campanha que o país do futsal fez na Copa do Mundo da modalidade. Sem craques do porte de Falcão e uma renovação que não funciona há anos, o escrete penou para superar o Cazaquistão e ficar com o 3º lugar do torneio.

A partida foi constrangedora para o histórico do Brasil no futsal. Quase se engasgou com uma seleção brasileira cover, cheia de atletas nacionais – como, aliás, é possível ver nas seleções do Japão e da Espanha.

No fim das contas, apesar do susto inicial e dos muitos erros, o Brasil venceu por 4 a 2, com direito a um gol (contra) bizarro de Taynan. Jamais na história do futsal moderno, o país esteve tão mal representado.

O ciclo para a Copa de 2024 começa agora e o mais aconselhável seria uma renovação radical, afastando os veteranos que parecem jogar hoje por força de usucapião. Só para não esquecer: o Brasil ficou fora da decisão após ser eliminado pelos argentinos na semifinal.

Paragominas vence, mas se despede da Série D

Havia muita esperança de reabilitação do Paragominas em casa, mas a realidade se mostrou adversa. O Atlético-CE resistiu bem e acabou saindo com o resultado que lhe garantiu avançar à 3ª fase da Série D. O Jacaré conseguiu botar 2 a 0 no placar, com Kaikinha e Wellyson, ainda no primeiro tempo, o que provocava a decisão em penalidades.

Quando se imaginava que o time ia intensificar a pressão em busca do terceiro gol, os erros se acumularam e o Atlético diminuiu aos 23 minutos e não permitiu mais chances ao Jacaré. Apesar do desfecho frustrante, a campanha foi bem acima das expectativas. 

(Coluna publicada no Bola, edição desta segunda-feira, 04)