Leão perto de fechar meta

POR GERSON NOGUEIRA

Remo encerra preparação para encarar o Sampaio Corrêa — Foto: Samara Miranda/Ascom Remo

O jogo com o Sampaio Corrêa pode significar um passo decisivo para o Remo se aproximar da meta estabelecida para esta Série B: garantir permanência na competição para 2022. Com 36 pontos, as projeções mostram que serão necessários 42 para se manter na divisão. Se isso se confirmar, faltam seis pontos para alcançar o objetivo inicial do clube.

Jogar em São Luís (MA) em qualquer circunstância sempre foi para difícil. Neste campeonato, em particular, o Sampaio faz uma campanha sólida, bastante parecida com a do Remo. Ambos têm a mesma pontuação e o Leão está à frente na classificação por ter uma vitória a mais.

Felipe Conceição vai utilizar quase o mesmo time que derrotou o Náutico, com Tiago no gol e uma zaga que só tem uma dúvida, entre Marlon e Kevem, que se recuperou de lesão. O meio-campo ganha o retorno de Marcos Junior e Rafinha é mantido teimosamente no ataque.

Atuação pífia do meia-atacante no primeiro tempo contra o Náutico deixou a impressão de que Felipe podia buscar alternativas, como a entrada de Jefferson logo de cara. Às vezes, fica difícil entender cabeça de treinador. Se pode entrar com a solução por que esperar um tempo inteiro para corrigir o problema?

Com Rafinha na frente, o Remo terá que concentrar seu poderio ofensivo num homem só: Victor Andrade. Jogar com apenas um atacante de ofício é sempre contraproducente pois permite ao adversário exercer marcação eficiente e direcionada.

Pingo no meio-campo também é parte das reivindicações do torcedor. Vem jogando melhor que Lucas Siqueira e entra sempre nos 30 minutos finais, o que nem sempre pode significar vantagem para o time. Quando um placar já se estabeleceu, mudanças de fim de partida acabam não funcionando.

A parte criativa do setor de meio-campo deve ficar com Felipe Gedoz, o que nos últimos jogos não ocorreu. O camisa 10 ficou entre a função de centroavante postiço e meia de ligação. Não foi uma coisa nem outra. Nova chance para Felipe avaliar a funcionalidade deste modelo de jogo. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Tuna bajula ministra da goiabeira e o tiro sai pela culatra

“Primeira vez que senti vergonha de ser tunante”.

“Que o marketing da Tuna vai mal, a gente sabe, mas desta vez se superou”.

“Parabéns por associar a imagem do clube a uma figura tão negativa”.

“Tuna estava voltando com tudo, agora retrocedeu tudo de novo”.

Acima, um resumo das centenas de mensagens raivosas postadas nas redes sociais após a divulgação da entrega de uma camisa oficial da Tuna à ministra Damares Alves, símbolo radical do bolsonarismo e conhecida por declarações alopradas sobre comportamento, religião e sexualidade. 

Em plena pré-campanha para emplacar candidatura ao Senado pelo Pará (sem nunca ter morado aqui), Damares, que um dia afirmou ter visto Jesus numa goiabeira, foi homenageada pela presidente da Tuna, Graciete Maués, durante evento que reuniu “mulheres conservadoras”, ontem, na Associação Comercial.

Que a professora que preside a Tuna tenha lá suas simpatias bolsonaristas é algo absolutamente legítimo. O problema é enredar o clube com um mimo oficial e atraindo a antipatia dos torcedores e internautas. Se a ideia era dar visibilidade ao gesto, o tiro saiu pela culatra.

Na terça-feira, a ministra bolsonarista havia sido brindada com o título de Cidadã Paraense em votação secreta da Assembleia Legislativa, por supostos bons serviços ao Estado, coisa da qual ninguém teve conhecimento até hoje – muito menos na área do futebol.

Direto do blog campeão

“Gerson, chamar R$ 326,46 de prejuízo, para quem nada arrecadava há mais de um ano, é patético. No máximo, um empate técnico entre receita e despesa. Prejuízos maiores nossos clubes vêm acumulando, há décadas, por contratações equivocadas, sem critérios empresariais, com salários fora da realidade econômica do clube, do Estado e da Região. Pior ainda, é pagar salários atrasados a jogadores aventureiros, sub-40, bichados, com multa+juros+correção monetária, no TRT/8”.

George Carvalho

Esquema retranqueiro põe Palmeiras de novo na final

A Taça Libertadores é a menina dos olhos dos clubes brasileiros. Pela gorda premiação e, principalmente, pela chance de reinar no continente adquirindo status de excelência. É, nas palavras do rubro-negro Bruno Henrique, um outro patamar.

O Palmeiras, que conquistou a competição no ano passado, se habilita a disputar novamente o título após dois empates suados diante do Atlético-MG. Na terça-feira, com os 11 atrás da linha da bola, o time de Abel Ferreira conseguiu um gol salvador a poucos minutos do final.

Parte da serelepe mídia esportiva paulistana entrou em êxtase. Acompanhei comentários na ESPN-Fox dando a Abel honras de grande estrategista. Penso que, há alguns anos, o rabugento Muricy Ramalho fazia a mesma coisa sem merecer tal distinção pública.

Por sinal, Abel imitou Muricy na entrevista pós-jogo apontando o dedo raivosamente para um repórter que ousou questionar a retranca palmeirense. Bobagem, as imagens mostram exatamente isso. O Palmeiras é um amontoado de jogadores, Felipe Melo à frente, disposto a se defender até a morte.

Há méritos nisso, mas a feiúra do jogo não pode ser relativizada ou ignorada. Ainda mais quando, na grande final, o time do gajo vai encarar o Flamengo – classificado ontem à noite –, que é conhecido por explorar a ofensividade. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 30)

3 comentários em “Leão perto de fechar meta

  1. Em relação à Tuna, que já foi grande e uma potência paraense, só tenho a lamentar. Não bastasse a vergonha em campo que fez passar seus fieis torcedores com aquela entregada na última decisão de campeonato, agora uma ação vergonhosa agora noutro campo.
    O seu Manuel Valentim, que há 10 anos não está mais entre nós, ficaria com muita vergonha disso.

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  2. Parada dura em São Luís. O Remo não pode se dar ao luxo de desperdiçar insumos, com jogadores mal posicionados e se escondendo da bola. Reduzir esse risco é função do treinador.

    Um dos males crônicos do futebol brasileiro é seus dirigentes agirem como donatários dos clubes e das federações, tomando decisões à revelia da vontade dos torcedores, talvez a parte mais importante desse esporte.

    Hoje só perco meu tempo com futebol feio ao assistir meus Botafogo e Remo jogarem. Coisas do coração. Lamento que o caro jornalista, por dever de ofício, tenha de assistir as dragas de jogos em profusão do futebol brasileiro.

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