Simon Le Bon, do Duran Duran, diz que streaming vai matar geração inteira de artistas

Simon Le Bon Net Worth: How Rich is the British Singer? - OtakuKart

Simon Le Bon, vocalista do Duran Duran, falou francamente com a NME sobre como o modelo de pagamento por streaming está desencorajando os músicos a perseguir sua paixão como profissão em tempo integral.

“Os artistas precisam ser pagos adequadamente pela música que é tocada, é daí que vem o dinheiro. E o que os artistas recebem? É como se fossem dois décimos de um centavo por play, e isso não é só para os artistas. Uma porcentagem disso vai para a gravadora também, que então repassa aos artistas. Eles vão dar para as pessoas que consideram ser os artistas mais bem-sucedidos”, declarou Le Bon.

Ele acrescentou: “Essa ideia de que as pessoas podem gastar nove libras por mês [valor cobrado por assinaturas na Grã-Bretanha]  e ouvir música ilimitada me preocupa porque desvaloriza a música gravada… O verdadeiro efeito prático disso é que novas bandas não podem ganhar dinheiro a menos que toquem ao vivo, e durante uma pandemia, ninguém foi capaz de fazer isso. Vai haver um buraco nessa geração”.

O vocalista do Duran Duran não é o único artista que ecoa esse sentimento de que o streaming está matando novos nomes da música. Guy Garvey, líder do Elbow, , disse à BBC no ano passado que o streaming de música está ameaçando o futuro da arte musical. “Se os músicos não podem pagar o aluguel, não temos a música do amanhã”, disse na ocasião.

Em um relatório elaborado recentemente sobre os serviços de streaming musical, a comissão parlamentar de Cultura, Mídia, Digital e Desporto do parlamento britânico conclui que é necessário um “reset total do sistema” para que os artistas deixem de ser o elo mais fraco do negócio da música. (De radiorock.com.br)

Projeto de lei tira competência da Justiça Militar para julgar crimes sexuais

O PL é de autoria da deputada federal Vivi Reis (PSOL-PA) e foi protocolado nesta quarta-feira (29) na Câmara dos Deputados

A proposta do projeto de lei é que todos os crimes sexuais cometidos por militares sejam julgados pela justiça comum. Atualmente, de acordo com o Código Penal Militar, a justiça comum só pode atuar em casos de crimes sexuais contra civis quando o militar está fora do exercício de suas funções. Se ele estiver em atividade a competência será da justiça militar.

“Isso faz com que haja um tratamento desigual das vítimas civis desses crimes, violando assim o princípio constitucional da igualdade”, afirma a deputada. Exemplo disso foi o estupro relatado por uma jovem de 19 anos, ocorrido em 2019 dentro de uma viatura da Polícia Militar em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Esta semana, a Justiça Militar de São Paulo absolveu os PMs envolvidos no crime sob a absurda alegação de que a vítima “não fez nada para se livrar da situação”.

“São casos como estes que o projeto de lei pretende coibir”, explica Vivi Reis, acrescentando que, caso aprovada e sancionada, a lei também irá beneficiar as vítimas militares de crimes sexuais praticados por outros militares. Atualmente nestes casos o crime é julgado pela justiça especial mesmo quando o autor não está em serviço.

A isonomia de tratamento dos civis vítimas de crimes cometidos por militares julgados pela Justiça Militar está sendo inclusive questionada pelo Comitê da ONU sobre Desaparecimentos Forçados que na semana passada realizou uma sessão para analisar a situação do Brasil e divulgou nesta quarta-feira (29) um relatório sobre o assunto recomendando que agentes do estado que cometam algum crime não sejam julgados por tribunais militares.

Senador rebate frase homofóbica de empresário bolsonarista: ‘Sua família não é melhor que a minha’

A abertura da sessão da CPI da Covid nesta quinta-feira (30), o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) fez um discurso contra uma frase homofóbica postada em redes sociais pelo depoente, o empresário bolsonarista Otávio Fakhoury. Contarato (foto), que é casado com um homem e tem dois filhos, disse para Fakhoury: “Sua família não é melhor que a minha”.

Contarato também pediu que a polícia legislativa investigue Fakhoury por homofobia. O discurso do senador foi feito a partir da cadeira da presidência da CPI. O presidente, Omar Aziz (PSD-AM), lhe cedeu o lugar temporariamente, para dar destaque à fala.

A postagem de Fakhoury que Contarato respondeu se aproveitava de um erro de ortografia cometido pelo senador também em uma rede social. O parlamentar, na ocasião, havia comentado o depoimento do ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, um dos primeiros a ser ouvidos na CPI. Contarato escreveu que Wajngarten deveria ser preso e que, no depoimento, se configurou “estado fragancial (sic)”.

Ao ter o depoimento marcado pela CPI, na semana passada, Fakhoury atacou Contarato. “O delegado [Contarato], homossexual assumido, talvez estivesse pensando no perfume de alguma pessoa ali daquele plenário… Quem seria o ‘perfumado’ que lhe cativou?”, escreveu o empresário bolsonarista.

Nesta quinta, com a voz embargada, dirigindo-se a Fakhoury, Contarato respondeu:

“O senhor não é um adolescente. O senhor é casado, tem filhos. A sua família não é melhor que a minha”, afirmou o senador.

“Eu aprendi que a orientação sexual não define caráter, a cor da pele não define o caráter, poder aquisitivo não define caráter”, continuou Contarato. “Eu sonho com o dia em que eu não vou ser julgado por minha orientação sexual. Sonho com o dia que meus filhos não serão julgados por ser negros.”

Contarato disse ainda que Fakhoury representa bem o presidente Jair Bolsonaro, por ser alguém que defende a família, que defende a moralidade, mas acaba violando a moralidade e a legalidade.

“O senhor é o tipo da pessoa que retrata muito bem esse presidente, que fala na família tradicional. Mas a minha família não é pior que a sua. A mesma certidão de casamento que o senhor tem eu tenho. O senhor é o principal violador dessa moralidade e legalidade”, completou Contarato. (Do G1)

FAKHOURY FINANCIOU GRUPOS BOLSONARISTAS

Suspeito de ser um dos principais financiadores da máquina de ódio e notícias falsas que alimenta a militância bolsonarista, o presidente do diretório estadual do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em São Paulo, Otávio Fakhoury, repassou R$ 310 mil para o Instituto Força Brasil, conforme informações que chegaram à CPI da Pandemia no Senado. A entidade é alvo de investigação por ter participado das negociações paralelas de vacinas junto ao Ministério da Saúde e por ter disseminado notícias falsas sobre vacinação, uso de máscaras e “tratamento precoce” contra a Covid-19. 

Dados obtidos pela Agência Pública junto à CPI mostram que ele também desembolsou R$ 50 mil para o Centro de Estudos da Liberdade, ou Farol da Liberdade, idealizado pelos irmãos Abraham e Arthur Weintraub – ex-ministro da Educação e ex-assessor da Presidência, respectivamente –, e doou R$ 65 mil para o Instituto Conservador Liberal, fundado pelo deputado federal e filho 03 do presidente da República, Eduardo Bolsonaro (PSC-SP). 

Fiel aliado de Jair Bolsonaro, o empresário se tornou alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), no ano passado, que atingiram em cheio a tropa de choque do mandatário: o das fake news e o dos atos antidemocráticos – o último arquivado no mês de julho, após pedido do Procurador-Geral da República Augusto Aras. O ministro Alexandre de Moraes, no entanto, abriu nova linha de apuração para verificar a existência de uma organização criminosa digital voltada a atacar as instituições, que incluiria a participação de Fakhoury. 

Leão perto de fechar meta

POR GERSON NOGUEIRA

Remo encerra preparação para encarar o Sampaio Corrêa — Foto: Samara Miranda/Ascom Remo

O jogo com o Sampaio Corrêa pode significar um passo decisivo para o Remo se aproximar da meta estabelecida para esta Série B: garantir permanência na competição para 2022. Com 36 pontos, as projeções mostram que serão necessários 42 para se manter na divisão. Se isso se confirmar, faltam seis pontos para alcançar o objetivo inicial do clube.

Jogar em São Luís (MA) em qualquer circunstância sempre foi para difícil. Neste campeonato, em particular, o Sampaio faz uma campanha sólida, bastante parecida com a do Remo. Ambos têm a mesma pontuação e o Leão está à frente na classificação por ter uma vitória a mais.

Felipe Conceição vai utilizar quase o mesmo time que derrotou o Náutico, com Tiago no gol e uma zaga que só tem uma dúvida, entre Marlon e Kevem, que se recuperou de lesão. O meio-campo ganha o retorno de Marcos Junior e Rafinha é mantido teimosamente no ataque.

Atuação pífia do meia-atacante no primeiro tempo contra o Náutico deixou a impressão de que Felipe podia buscar alternativas, como a entrada de Jefferson logo de cara. Às vezes, fica difícil entender cabeça de treinador. Se pode entrar com a solução por que esperar um tempo inteiro para corrigir o problema?

Com Rafinha na frente, o Remo terá que concentrar seu poderio ofensivo num homem só: Victor Andrade. Jogar com apenas um atacante de ofício é sempre contraproducente pois permite ao adversário exercer marcação eficiente e direcionada.

Pingo no meio-campo também é parte das reivindicações do torcedor. Vem jogando melhor que Lucas Siqueira e entra sempre nos 30 minutos finais, o que nem sempre pode significar vantagem para o time. Quando um placar já se estabeleceu, mudanças de fim de partida acabam não funcionando.

A parte criativa do setor de meio-campo deve ficar com Felipe Gedoz, o que nos últimos jogos não ocorreu. O camisa 10 ficou entre a função de centroavante postiço e meia de ligação. Não foi uma coisa nem outra. Nova chance para Felipe avaliar a funcionalidade deste modelo de jogo. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Tuna bajula ministra da goiabeira e o tiro sai pela culatra

“Primeira vez que senti vergonha de ser tunante”.

“Que o marketing da Tuna vai mal, a gente sabe, mas desta vez se superou”.

“Parabéns por associar a imagem do clube a uma figura tão negativa”.

“Tuna estava voltando com tudo, agora retrocedeu tudo de novo”.

Acima, um resumo das centenas de mensagens raivosas postadas nas redes sociais após a divulgação da entrega de uma camisa oficial da Tuna à ministra Damares Alves, símbolo radical do bolsonarismo e conhecida por declarações alopradas sobre comportamento, religião e sexualidade. 

Em plena pré-campanha para emplacar candidatura ao Senado pelo Pará (sem nunca ter morado aqui), Damares, que um dia afirmou ter visto Jesus numa goiabeira, foi homenageada pela presidente da Tuna, Graciete Maués, durante evento que reuniu “mulheres conservadoras”, ontem, na Associação Comercial.

Que a professora que preside a Tuna tenha lá suas simpatias bolsonaristas é algo absolutamente legítimo. O problema é enredar o clube com um mimo oficial e atraindo a antipatia dos torcedores e internautas. Se a ideia era dar visibilidade ao gesto, o tiro saiu pela culatra.

Na terça-feira, a ministra bolsonarista havia sido brindada com o título de Cidadã Paraense em votação secreta da Assembleia Legislativa, por supostos bons serviços ao Estado, coisa da qual ninguém teve conhecimento até hoje – muito menos na área do futebol.

Direto do blog campeão

“Gerson, chamar R$ 326,46 de prejuízo, para quem nada arrecadava há mais de um ano, é patético. No máximo, um empate técnico entre receita e despesa. Prejuízos maiores nossos clubes vêm acumulando, há décadas, por contratações equivocadas, sem critérios empresariais, com salários fora da realidade econômica do clube, do Estado e da Região. Pior ainda, é pagar salários atrasados a jogadores aventureiros, sub-40, bichados, com multa+juros+correção monetária, no TRT/8”.

George Carvalho

Esquema retranqueiro põe Palmeiras de novo na final

A Taça Libertadores é a menina dos olhos dos clubes brasileiros. Pela gorda premiação e, principalmente, pela chance de reinar no continente adquirindo status de excelência. É, nas palavras do rubro-negro Bruno Henrique, um outro patamar.

O Palmeiras, que conquistou a competição no ano passado, se habilita a disputar novamente o título após dois empates suados diante do Atlético-MG. Na terça-feira, com os 11 atrás da linha da bola, o time de Abel Ferreira conseguiu um gol salvador a poucos minutos do final.

Parte da serelepe mídia esportiva paulistana entrou em êxtase. Acompanhei comentários na ESPN-Fox dando a Abel honras de grande estrategista. Penso que, há alguns anos, o rabugento Muricy Ramalho fazia a mesma coisa sem merecer tal distinção pública.

Por sinal, Abel imitou Muricy na entrevista pós-jogo apontando o dedo raivosamente para um repórter que ousou questionar a retranca palmeirense. Bobagem, as imagens mostram exatamente isso. O Palmeiras é um amontoado de jogadores, Felipe Melo à frente, disposto a se defender até a morte.

Há méritos nisso, mas a feiúra do jogo não pode ser relativizada ou ignorada. Ainda mais quando, na grande final, o time do gajo vai encarar o Flamengo – classificado ontem à noite –, que é conhecido por explorar a ofensividade. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 30)