Alepa aprova homenagem e ajuda projeto de candidatura de Damares ao Senado

Damares Alves: relembre as falas polêmicas da “ministra do silêncio”

Em votação secreta, a Assembleia Legislativa aprovou na sessão desta terça-feira, 28, por 21 votos a 4 (mais uma abstenção), projeto que concede título de cidadã do Pará a Damares Alves, ministra cujo trabalho mais conhecido é a criação de factoides ao sabor da militância bolsonarista. Sob ataque cerrado da oposição, a iniciativa foi conduzida pelo deputado Raimundo Santos com apoio da bancada evangélica da Casa.

O título de cidadania paraense é, na prática, o primeiro passo no sentido de garantir a Damares condições de viabilizar uma candidatura ao Senado pelo Pará nas eleições do próximo ano. A pretensão vem sendo alimentada por partidários do presidente Jair Bolsonaro, entre os quais o senador Zequinha Marinho, também evangélico como Damares. A ministra, porém, tem negado a intenção de se candidatar.

Como coordenadora do Programa Abrace o Marajó, Damares Alves tem sido alvo de muitas críticas pela ineficiência das medidas adotadas e até pelo preconceito contra crianças nascidas no arquipélago. Uma de suas ideias iniciais, depois abandonada, foi fornecer calcinhas para as meninas como forma de reduzir o índice de crimes sexuais na região.

O deputado Carlos Bordalo (PT) condenou o projeto, questionando que obras Damares fez pelo Estado que justificasse a distinção. A deputada Marinor Brito (PSOL) reforçou seu posicionamento contrário à decisão da Assembleia Legislativa.

“Esta decisão é um vexame para o nosso Estado e para a Amazônia. Como mulher, e filha de uma mulher trabalhadora, não acho justo dar o título de cidadã do Pará à ministra Damares, que apenas passeia pelo Pará, e que pouco fez para garantir a vida e os direitos das mulheres enquanto os números da violência e de feminicídios continuam crescendo de maneira alarmante”, disse a deputada.

JESUS NA GOIABEIRA

Damares estourou nas redes sociais após aparecer em um vídeo em que dizia que a Princesa Elsa, da animação “Frozen” terminava sozinha no castelo “porque é lésbica!”. Além do spoiler, a ministra afirmou que “o cão (diabo) é muito bem articulado e nós estamos alienados”. Para a ministra, o personagem Elsa faz parte de uma conspiração do demônio. Não contente, tentou outro spoiler ao dizer que Elsa “vai acordar a Bela Adormecida com um beijo gay”.

Em vídeo que circulou pouco após a posse da ministra, Damares Alves disse que sua posse significaria uma “Nova Era” no Brasil, em que “menina veste rosa e menino veste azul”. A polêmica logo virou piada na internet que não perdoou a pastora, em todos os cantos do país surgiam fotos de artistas, políticos e civis com as roupas “invertidas” à lógica de Damares. Posteriormente, a ministra recuou e disse que as pessoas deveriam vestir “azul, rosa, colorido, o que quiser”.

Em dezembro de 2018, antes de assumir o cargo de ministra, Damares foi alvo de piadas nas redes sociais depois de um vídeo antigo dela em um culto evangélico. Nas imagens, ela relata abusos de sofria quando era criança e revela que pensava em matar. A pastora afirmou que certa vez subiu em uma goiabeira com um veneno que pretendia tomar, mas desistiu depois de ter visto Jesus Cristo.

“Eu estava em cima do pé de goiaba, eu ia tomar veneno, eu ia morrer, era muita dor na alma de todos os abusos que passei. E, quando estava em cima do pé de goiaba, eu não vi um unicórnio, eu vi , não vi um amigo imaginário, vi o que acreditava, Jesus “, contou.

Em uma das palestras que fez há dois anos, Damares declarou que o país vive uma “ditadura gay” e que “há uma imposição ideológica no Brasil. Quem não aceita, é perseguido”.

6 comentários em “Alepa aprova homenagem e ajuda projeto de candidatura de Damares ao Senado

  1. Pior e que a gente tem que aturar td isso passando privaçoes de todo o tipo que o governo dessa senhora nos faz passar. Desemprego, carestia, devastaçao ambiental, fome, odio e tudo o mais que nao presta. Fora desgoverno genocida.

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  2. Se não bastassem as figuras grotescas da política parauara que temos de aturar como o deputado-delegado peruca e o ex-deputado cantor-radialista, ainda querem trazer para a nossa seara esse ser abjeto. Vergonha.

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