Pesquisa mostra disparada de Lula

Lula 45%
Bolsonaro 22%
Ciro 6%
Moro 5%
Datena 3%
Dória 2%

Pesquisa Ipec, divulgada nesta quarta-feira, 22, mostra o ex-presidente Lula (PT) mais de 20 pontos percentuais à frente do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na corrida para a Presidência da República em 2022. Em ambos os cenários, Lula tem mais intenções de voto do que todos os outros possíveis candidatos somados.

CENÁRIO 1

Em relação à pesquisa anterior, de junho, Lula mantém 11 pontos percentuais a mais do que a soma de todos os seus possíveis adversários, o que o levaria a vencer no 1º turno se as eleições fossem hoje.

CENÁRIO 2

  • Lula: 45%
  • Bolsonaro: 22%
  • Ciro Gomes: 6%
  • Sergio Moro: 5%
  • Datena: 3%
  • João Doria: 2%
  • Mandetta: 1%
  • Rodrigo Pacheco: 1%
  • Alessandro Vieira: 0%
  • Simone Tebet: 0%
  • Brancos/nulos: 9%
  • Não sabe/não respondeu: 5%

Neste cenário, Lula estaria no limite da margem de erro para vencer já no 1º turno se as eleições fossem hoje.

Invencionices perigosas

POR GERSON NOGUEIRA

Guarani x Remo, pela Série B — Foto: Samara Miranda/Ascom Remo

A derrota do Remo perante o Guarani teve uma inegável contribuição do técnico Felipe Conceição. No futebol, por vezes, o impulso de inventar pode ser desastroso. Sem agressividade no ataque, submisso à força de marcação do adversário no meio-campo e vulnerável na defesa, a equipe se deixou dominar com facilidade, embora tenha iniciado o jogo tentando pressionar pelos lados.  

O placar de 2 a 0 é mais revelador dos problemas do Remo do que das virtudes do Guarani, cujo grande mérito foi a insistência nas finalizações. O primeiro gol nasceu em lance acidental, aos 17 minutos. Júlio César bateu rasteiro da entrada da área, a bola desviou em Rafael Jansen e entrou no canto direito, sem chances para Vinícius.

Quando se esperava que o Remo se organizasse para encorpar o bloqueio na meia-cancha, o time desandou a errar passes, principalmente com Marlon e Artur. O ataque deixou de existir, pois só Mateus Oliveira partia em direção à área, mas se perdia no excesso de dribles. Lucas Tocantins, pouco acionado, ficava refém da marcação.

Vamos às invencionices. Desde o começo ficou evidente a falta que Pingo e Raimar faziam. Marlon, que tinha demonstrado segurança como zagueiro, voltou mal ao antigo posto na lateral esquerda. O estreante Neto Moura, desentrosado, foi responsável pelo buraco na marcação à entrada da área.

A situação se agravou com a teimosa opção por Artur na faixa direita do ataque. Sem qualquer cacoete de jogador de lado, ele a todo instante voltava para buscar passes recuados e sem objetividade com Lucas Siqueira e Mateus. Um equívoco injustificável, pois Felipe tem no elenco Jefferson e Ronald que poderiam ser aproveitados na posição.

Como a saída era deficiente, a transição não se efetivava e o Guarani retomava todas as bolas na intermediária. Inconstante na busca pelo ataque, o Remo perdia tempo em excesso trocando passes de arrumação junto à área. Cercava, rolava a bola e não aprofundava o jogo. Nessa toada, acabou sofrendo o segundo gol num descuido coletivo da zaga, aos 43’. Bruno Sávio cabeceou entre três defensores remistas.

Espantosamente, a atuação ruim não motivou o técnico a fazer mudanças durante o intervalo. Esperou até 12 minutos do 2º tempo para corrigir os erros da escalação. Entraram Raimar, Pingo e Rafinha substituindo a Lucas Siqueira, Neto Moura e Mateus Oliveira, mas o estrago já estava feito.

O Remo só atacou com mais insistência a partir da metade da etapa final, mas os lances acentuavam a falta de coordenação e objetividade. As poucas manobras eram prejudicadas pelo último passe. Jefferson e Renan Gorne entraram nos minutos finais, sem consequência prática.

A atuação foi apática, desfocada e longe da sonhada regularidade, contra um adversário que pouco esforço fez para vencer. Sem seu principal atacante, Victor Andrade, o Remo exibiu inconstância e não teve forças para reagir, nem mesmo quando era melhor em campo no 2º tempo.

Técnico admite rendimento “abaixo do esperado”

Perder não é o fim do mundo, é parte do jogo. O problema está na falta de mentalidade vitoriosa. Fica a impressão de que, quando vence duas partidas seguidas e tenta ampliar a sequência, o Remo sempre tropeça nas próprias pernas. O jogo morno, de toques improdutivos, comum nos tempos de Paulo Bonamigo, sempre reaparece nesses momentos.

Depois da partida, Felipe Conceição admitiu que a atuação foi “abaixo do esperado”. Foi pior que isso. Além do pífio desempenho técnico, o time mostrou desligamento e falta de foco, pecados capitais numa competição que não perdoa o descompromisso. 

O técnico só não explicou as razões que o levaram a desarrumar uma formação que vinha obtendo bons resultados, com Raimar na ala esquerda e Pingo na cabeça de área. 

O Guarani, que entrou temporariamente no G4, foi um time aplicado, apesar de cometer seguidos erros na defesa e nas laterais. Compensou isso com disciplina e dedicação na busca pela vitória.

No caso azulino, o triunfo permitiria abrir distância e encurtar caminhos rumo ao topo. Nesse caso, garantiria a entrada no G10. Sob todos os pontos de vista, a começar pelas escolhas do técnico, a importância do jogo parece ter sido subestimada.

Paragominas ganha reforço da torcida no mata-mata

A Diretoria de Competições da CBF anunciou ontem uma notícia interessante para o Paragominas, único representante do Pará na terceira fase da Série D. Avisou que passará a adotar o Protocolo de Recomendações para Retorno do Público aos Estádios/Competições CBF, divulgado no dia 12 de agosto de 2021.

A aplicação do protocolo autoriza a venda de ingressos e o acesso de público aos estádios, dependendo apenas da liberação das autoridades sanitárias locais. Os clubes devem ter a autorização dos órgãos sanitários e cumprir integralmente as exigências, em sintonia com o Protocolo da CBF.

Até 72h antes do início da partida de ida de cada um dos confrontos os clubes envolvidos devem informar à CBF, através das respectivas federações, se poderão receber públicos em seus estádios, bem como o percentual de capacidade liberada.

O público a ser liberado na Arena Verde, em Paragominas, é de 2.940 torcedores (30% da capacidade). Caso a prefeitura libere o acesso de público, o time ganhará incentivo da torcida e poderá atenuar prejuízos na partida de volta contra o Atlético-CE, no dia 3 de junho.

Torcedores visitantes, conforme prevê o protocolo, não podem ter acesso aos estádios, como forma de evitar deslocamentos municipais ou interestaduais de torcidas. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 22)

Vale mantém 42 barragens no Pará sem plano de segurança

Segundo dados apresentados ontem (21) na CPI da Vale, 42 barragens no Pará não possuem Plano de Segurança.

Mesmo após os desastres humanitários e ambientais de Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais, 42 das 57 barragens que a empresa Vale tem no Pará não possuem um Plano de Segurança. As informações são do Sistema Nacional de Mineração e foram divulgadas ontem na sexta sessão de tomada de depoimentos na CPI da Vale na Assembleia Legislativa (Alepa).

O deputado Carlos Bordalo (PT) se declarou “assustado” porque todos os diretores da empresa que têm comparecido para prestar esclarecimentos na CPI desconhecem os procedimentos elementares para evitar rompimento da barragem. Por isso, talvez os próximos a serem ouvidos sejam os responsáveis pelo setor de Geotecnia da Vale.
Nesta terça-feira (21) ocorreram os depoimentos de Hugo Barreto, diretor de Investimento Desenvolvimento Social, e Rafael Martinez, Gerente Executivo de Estratégia e Sustentabilidade, que apresentaram dados dos investimentos em projetos sociais, culturais e ambientais, mas pouco contribuíram para tirar dúvidas dos parlamentares.
O relator da CPI, deputado Igor Normando, desabafou que os depoimentos não estão ajudando e que a CPI tem dificuldades para ter respostas efetivas. O presidente da Comissão, Eraldo Pimenta, garantiu que o relatório final será rico em informações para a sociedade paraense.
Na verdade, o que se percebe é que a CPI parece estar andando no escuro para descobrir informações que deveriam ser transparentes. E a empresa que lucrou R$ 40 bilhões apenas no último trimestre e atua em grande área do estado, segue sendo uma ilustre desconhecida da população e das autoridades do Estado.
Quanto a isso, o Sindifisco/Pará está patrocinando um amplo estudo sobre “Mineração, Tributação e Desenvolvimento no Pará” que será apresentado à sociedade no próximo mês de dezembro, em Belém, durante um seminário internacional.