Ferrão dispara goleada e atrapalha planos do Papão na Série C

Com a inesperada goleada de 5 a 1 sofrida perante o Ferroviário, na tarde desta segunda-feira, em Fortaleza, o PSC interrompe uma sequência de quatro jogos sem derrota e é obrigado a mudar seus planos para a reta final da fase de classificação da Série C. Com 24 pontos, o time ocupa a vice-liderança do Grupo A, mas passa a depender de duas vitórias em dois jogos (Altos-PI e Manaus) para passar à segunda fase.

O jogo foi um desastre para os bicolores, que sofreram dois gols antes dos 10 minutos. A partida foi válida pela 16ª rodada do Grupo A da Série C do Brasileiro e o Ferrão dominou a partida amplamente. Fez 3 a 0 no primeiro tempo, sofreu um pênalti duvidoso no começo da etapa final, quando Ruy marcou o único gol bicolor, mas ainda teve forças para ampliar o placar. Vitão e Thiago Aperibé deram números finais ao duelo.

Ferroviário-CE x Paysandu, pela Série C

Com o resultado, o Ferroviário-CE quebrou o jejum de sete jogos sem vitória e subiu para a quinta posição na tabela.

A hora e a vez de Danrlei

POR GERSON NOGUEIRA

Atacante do Paysandu avalia disputa na reta final da 1ª fase da Série C:  'Bastante equilibrada'

Não pode haver hesitação, nem lentidão excessiva. É hora de mostrar capacidade de decisão. O PSC encara hoje uma verdadeira batalha na busca pela classificação. Enfrenta o Ferroviário-CE, em Fortaleza, precisando de três pontos para se manter em condições de passar à fase seguinte. 

Explico: até semana passada, acreditava-se que com 27 pontos a vaga estaria garantida. Os jogos desta rodada mostram que o sarrafo será mais alto, exigindo provavelmente 29 ou 30 pontos para classificar.

A vitória do Altos-PI deixou a disputa ainda mais embaralhada, pois agora sete times têm possibilidades de classificação. O Papão continua em situação favorável, com 24 pontos e na segunda posição do grupo A, mas não pode dormir em berço esplêndido.

Uma vitória garante a tranquilidade necessária para encarar as duas últimas rodadas em condições de superioridade e confiança. Contra o Altos, que vai disputar o jogo da vida, e diante do Manaus na Curuzu as batalhas serão duríssimas. Caso alcance 27 pontos hoje, dois empates nos jogos restantes serão suficientes para avançar.

Torna-se, portanto, imperativo passar pelo Ferroviário, devolvendo a derrota sofrida no turno em Belém. Para isso, o técnico Roberto Fonseca dispõe de alternativas, com o retorno de jogadores importantes – Rildo, Perema – e novidades, como Willian Fazendinha, Tcharlles e José Aldo.

Não poderá contar com Paulinho e Paulo Roberto, suspensos, e Rafael Grampola e Marlon, lesionados. Sem o centroavante titular, a opção natural é Danrlei, que vive um esquecimento crônico no banco de reservas. Se a formação não trouxer surpresas, o ataque pode ter Luan, Danrlei e Rildo.

Cá pra nós, se Danrlei não entrar desta vez é porque está mesmo fora dos planos de Fonseca. Tcharlles, se estiver em plena forma, pode entrar no decorrer da partida. Já os meias Fazendinha e José Aldo terão que esperar mais um pouco. Pelo entusiasmo despertado pela atuação contra o Santa Cruz, o cenário é de Ruy e mais 10.

Um outro problema a ser equacionado por Fonseca se localiza no setor de marcação. Marino e Jhonatan devem ser escalados, mas há a possibilidade de Denilson ser adiantado para jogar como primeiro volante, ficando a zaga com Perema e Victor Salinas.

O PSC tem sido objetivo quando joga fora de casa, obtendo bons resultados – principalmente no turno – ao explorar os contra-ataques. Hoje, sem Marlon, seu principal jogador de lado, a opção é usar Luan torcendo para que ele volte a jogar bem e surpreenda a defensiva do Ferrão.

Méritos do Nasp na surpreendente volta de Tocantins 

O retorno em tempo recorde do atacante Lucas Tocantins foi providencial. Com ele, o Remo ganhou força ofensiva para virar a partida contra o Vitória, sexta-feira, em Salvador. Destaco essa recuperação impressionante porque de vez em quando surgem críticas ao Nasp, o centro de saúde que o Remo montou e virou referência no futebol regional.

Já vi muita gente reclamando do número de baixas sofrido pelo Remo na Série B, lançando um olhar desconfiado em relação ao DM azulino, o que não deixa de ser uma tremenda injustiça. Os jogadores se lesionam porque o calendário da competição é massacrante. As partidas se repetem com intervalos de três dias, o que não permite manter o condicionamento ideal.

Essa característica da Série B compromete o planejamento da comissão técnica, que quase nunca consegue repetir a mesma escalação. Além das contusões, o time perde titulares por suspensão, o que é absolutamente normal em competições nacionais.

O episódio da surpreendente volta de Tocantins depois de sofrer lesão grave diante do Brasil-RS vem confirmar a excelência dos médicos remistas. O atacante se submeteu a uma cirurgia na face em consequência de uma cabeçada que sofreu ao fazer o gol em Pelotas. 

O próprio Tocantins fez questão de agradecer o empenho dos médicos e da diretoria azulina, fundamental para que ficasse em condições de atuar poucos dias após o procedimento médico. Outros jogadores importantes, como Romércio e Erick Flores, que estão há mais tempo em recuperação, devem reforçar o time a partir das próximas rodadas.

Um exemplo das dificuldades que o ritmo da competição impõe: para a difícil partida de quinta-feira contra o Avaí, no Baenão, o técnico Felipe Conceição ganha o reforço de Victor Andrade, mas não terá os titulares Tiago Ennes e Uchoa, que saíram lesionados do jogo com o Vitória.

Maldição do mata-mata ronda o Castanhal

O Castanhal fez uma campanha sensacional na primeira fase. Terminou invicto e líder geral em pontuação, com atuações sempre convincentes. Aí, vem o mata-mata e o time sofre logo o primeiro revés. A derrota por 2 a 0 para o Moto Clube ontem, em São Luís (MA), deixou um gosto amargo, além da obrigação em reagir no confronto de volta.

De imediato, surgem críticas ao regulamento do Campeonato da Série D, que não dá nenhuma vantagem maior ao líder em pontos. Caso não consiga descontar a diferença de dois gols na próxima rodada, o Japiim sairá da competição com pontuação e campanha de campeão. O risco existe.

Quanto ao jogo, o time de Cacaio esteve longe das atuações anteriores. Meio-campo e ataque tiveram grandes dificuldades contra o apenas esforçado Moto. Willian Fazendinha, que optou pelo PSC, fez falta, como era previsível. O meia era um dos dínamos da equipe, responsável pela criação de boa parte das manobras ofensivas.

E o que é ruim sempre pode piorar. Suspensos, Pecel e Cleberson estão fora da partida decisiva no Maximino Porpino. O drama vivido pelo Castanhal é um dos grandes perigos do sistema de mata-mata, que já golpeou muitos favoritos em Brasileiros. Em 1992, o Botafogo tinha pontuação muito superior à do Flamengo, mas caiu nas partidas eliminatórias.

Na Arena Verde, o Paragominas fez o dever de casa vencendo o São Raimundo-RR por 1 a 0, gol de Aleilson no segundo tempo. Vantagem importante para o confronto de volta, domingo, em Boa Vista. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 13)

Ilustrador brasileiro que fez quadrinho de Bolsonaro é demitido pela Marvel

A Marvel Comics anunciou ontem que Joe Bennet, ilustrador brasileiro conhecido por seu trabalho nas histórias em quadrinhos “O Imortal Hulk”, não colaborará mais com a editora. O profissional trabalhava com a Marvel havia 25 anos. O motivo do desligamento não foi divulgado pela empresa, entretanto, recentemente um colega do brasileiro, AI Ewing, declarou publicamente que não trabalharia mais com ele. Isso por conta de um quadrinho com teor político publicado pelo mesmo em fevereiro de 2021.

O escritor de quadrinhos britânico Al Ewing e seu antigo parceiro de trabalho em O Imortal Hulk, afirmou que “há uma imagem circulando que Joe Bennett desenhou em 2017. Não vou criar um link para ela, mas já vi, e é repreensível”, disse. A HQ Immortal Hulk foi acusada de antissemitismo. Na ocasião, a Marvel e o próprio ilustrador se retrataram publicamente. Com o rompimento, Bennett não participou da elaboração da revista Timeless.

“Esta não foi a primeira vez que tive ciência de um problema com o Joe. Eu tenho falado nos bastidores, mas isso não conforta as pessoas que são as vítimas dessa propaganda brutal”, disse Ewing sobre o quadrinho publicado por Bennet, na edição nº 43 de “O Imortal Huck”. Esta, todavia, não é a primeira vez que Joe se envolve em polêmica por conta do teor de suas ilustrações.

Em 2017, o ilustrador paraense publicou em suas redes sociais um desenho representando o então deputado Jair Bolsonaro (sem partido) como um herói que luta contra figuras animalizadas de outros políticos brasileiros. A imagem, claro, gerou controvérsia. (Com informações do UOL)