De virada, Remo bate Vitória e sobe para a 11ª colocação

Jogadores do Remo comemoram gol de Marcos Júnior contra o Vitória

O Remo bateu o Vitória por 2 a 1 – de virada – na noite desta sexta-feira, no Barradão, em Salvador. A partida valeu pela 23ª rodada da Série B e o resultado deu ao Leão a 11ª posição na classificação. No primeiro tempo, só deu Vitória, que encurralou o time paraense e chegou aos 12 minutos, através de Marinho.

Na etapa final, o Remo mudou de postura e passou a pressionar. Com Marcos Junior substituindo a Uchoa no meio-campo, o time cresceu de rendimento e chegou ao empate aos 16 minutos. Rafinha cruzou para a finalização de Marcos Junior. O árbitro inicialmente anulou o lance, mas o VAR revisou e confirmou.

Aos 28′, Marcinho entrou na área e caiu diante da aproximação do goleiro Vinícius. O árbitro marcou o pênalti, mas ao revisar a jogada recuou da decisão. O Remo continuou determinado, criando situações perigosas e chegou ao desempate já aos 43′, com Lucas Tocantins, que aproveitou um passe preciso de Marcos Jr.

Destaques do Remo na partida: Vinícius, Marlon, Marcos Jr., Raimar e Lucas Tocantins.

Foi a primeira vitória do Remo no returno. O próximo adversário azulino será o Avaí, na próxima quinta-feira, no estádio Evandro Almeida.

Leão tenta voltar a vencer

POR GERSON NOGUEIRA

Raimar

Problemas sobram no Remo de Felipe Conceição. Para escalar a equipe que enfrenta o Vitória-BA hoje à noite, o técnico terá que buscar alternativas dentro do elenco. A perda dos zagueiros Fredson e Kevem deixa a defesa novamente sujeita a uma improvisação no meio, com Marlon fazendo dupla com Rafael Jansen. As mexidas não ficam apenas na linha de zagueiros.

Na lateral-esquerda, Igor Fernandes foi vetado e o novato Raimar (foto), contratado junto ao Atlético-PR, entra jogando. Caso haja necessidade de substituir um zagueiro durante a partida, o garoto Davi, oriundo da base, é a única opção.

As ausências de Kevem, Fredson, Igor e Victor Andrade (suspenso) vêm se juntar ao prejuízo técnico representado pela perda dos titulares Romércio e Erick Flores nos últimos seis jogos do time na Série B. Por sinal, já sem eles, o Remo conseguiu sua derradeira vitória na última na rodada final do turno, diante do Confiança.

No returno, foram três jogos e apenas um ponto ganho, no empate com o Brasil-RS. A estatística incomoda o técnico Felipe Conceição, principalmente depois da imerecida derrota para o Botafogo, no Baenão, quando o time jogou bem, criou chances e falhou feio nas finalizações.

A compensação pelos desfalques na zaga e no meio é o retorno do lateral direito Wellington Silva e dos atacantes Renan Gorne e Lucas Tocantins, este protagonista de recuperação surpreendente após lesão sofrida contra o Brasil e que resultou em cirurgia. O trio deve ser relacionado para a partida.

Felipe tem à disposição um número limitado de alternativas para o ataque. É provável que utilize Mateus Oliveira, Felipe Gedoz e Jefferson. O meio-campo é o mesmo dos últimos jogos, com Uchoa, Lucas Siqueira e Artur. O reforço da marcação se justifica pela improvisação de Marlon na zaga.

O problema é que o ataque acaba sofrendo com a falta de conexão com o meio e a baixa produtividade do setor de criação. O problema tem gerado algo curioso. O time titular agride pouco no primeiro tempo e cresce de rendimento quando ganha sangue novo, geralmente com as entradas de Rafinha, Wallace e Ronald.  

A essa altura, o desafio de Felipe é fazer com que a equipe tenha a movimentação necessária para atacar na primeira etapa com a mesma velocidade que exibe depois das substituições no segundo tempo.

O adversário está quatro pontos atrás do Remo e ensaia um esforço de recuperação, obtendo bons resultados neste começo de returno. Dentro de seus domínios, porém, o Vitória não costuma assustar visitantes. Explorar o desespero e a pressa dos rubro-negros pode ser uma estratégia interessante para os azulinos.

Inédita união de esforços contra “inimigo” comum

A cizânia já se desenhava há tempos. De repente, diante das negociações sobre a volta da torcida aos estádios, a insatisfação explodiu de vez e 19 clubes da Primeira Divisão aproveitam a ação impetrada no STJD para bater de frente com o Flamengo, acusado de comportamento individualista e hostil a qualquer forma de entendimento.

Os clubes discutem formas de manter unido o bloco esboçado quando surgiu a ideia de criação da Nova Liga. Uma tendência é a oficialização do grupo sem contar com a participação do clube carioca.

Por enquanto, as coisas estão no terreno das sondagens, mas a ideia de isolar o Flamengo ganhou força nos últimos dias com a insistência de Rodrigo Landim em ter público em seus jogos de forma isolada, sem se preocupar com as demais agremiações.

A postura isolacionista do clube passou a ser observada desde que Landim e seus pares forçaram o reinício dos jogos ainda durante a fase aguda da pandemia. Apesar do desgaste de imagem, o Flamengo se manteve irredutível na pressão pelo retorno imediato de torcida aos jogos.

Não passa despercebido também o lobby exercido com gosto pelo Flamengo junto ao presidente da República em relação ao projeto que assegura direitos aos mandantes, praticamente inviabilizando acordos coletivos para contratos de transmissão.

Beliscão vira arma nas Eliminatórias da Europa

É, por assim dizer, uma milonga nova. Nem mesmo nossos Hermanos argentinos conseguiram bolar uma catimba tão original. Partiu da seleção polaca a cena inusitada de um beliscão como forma de desestabilizar um adversário em campo. Em meio a um bate-boca com jogadores da seleção inglesa, o zagueiro Kamil Glik tascou um beliscão no gogó de Kyle Walker, em partida válida pelas Eliminatórias para a Copa 2022.

Harry Maguire ficou revoltado com a cena e peitou Kamil. Por causa disso, ambos levaram cartão amarelo, mas os jogadores ingleses ficaram frustrados com o erro da arbitragem. Harry Kane revelou que o episódio foi relatado aos representantes da Fifa para uma possível punição ao polonês.

O beliscão terminou roubando a cena de um jogo morno, cujo resultado (1 a 1) beneficiou a Inglaterra, que lidera folgadamente o Grupo I. A Polônia é a terceira colocada, atrás da Albânia.

Fazia tempo que um incidente bizarro não se registrava em jogos entre seleções. O último do gênero aconteceu na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, quando o uruguaio Luizito Suárez acabou suspenso por ter aplicado uma mordida no ombro do zagueiro italiano Chiellini. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 10)

Ex-joia do Fluminense entra na mira do Remo

John Everson está na mira do Remo

Revelado nas divisões de base do Fluminense, o volante John Everson, de 21 anos, está na mira do Remo para a sequência da temporada. O blog Torcedores.com apurou que as conversas foram iniciadas pelo presidente Fábio Bentes e já estão em estágio avançado.

John Everson está negociando sua liberação junto ao Botafogo-SP. Seu contrato com o clube de Ribeirão Preto até dezembro de 2023. No entanto, está insatisfeito com a falta de oportunidades ao longo deste ano.

John Everson está fora dos planos do técnico Samuel Dias. No clube desde o começo do ano, ele disputou 18 partidas na Série C do Campeonato Brasileiro e 8 no Campeonato Paulista. Além disso, totalizou 1.074 minutos em campo pelo Botinha.

Nos últimos dias, avançaram as conversas para que o jogador seja emprestado ao Remo até o fim da temporada. O problema é que a diretoria do Botafogo-SP deseja uma compensação financeira para liberar o meio-campista.

O recuo do falso valentão

Por Gerson Nogueira

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E a montanha pariu um rato, como era de prévio conhecimento até das pedras que circundam os jardins do Palácio do Planalto. Bolsonaro é enrolão, misógino, mentiroso, sem caráter, fanfarrão, cínico. O que diz hoje, desdiz amanhã sem qualquer constrangimento. Inexistem traços morais básicos na figura. O país sabe disso. Seus apoiadores bovinos, também – embora até finjam o contrário. Aliás, muitos dos que o seguem mitificam-no justamente por vê-lo como espelho, gostariam de poder ser exatamente assim.

A conveniente cartinha de bons princípios parida sob os auspícios do golpista Temer, que se denomina um fino constitucionalista embora não passe de um arcaico repetidor de clichês, nada mais é do que a expressão da personalidade de Bolsonaro. O que Temer rabiscou ali é tudo o que o miliciano não crê e nem pretende fazer. Em dois dias, no máximo, voltará a brandir ataques rasteiros a instituições e autoridades.

Sempre foi assim, desde que ainda era um recruta desajeitado e dado a faniquitos (há relatos de ex-amigos de caserna). Assim que se considerou pronto para desafiar a hierarquia castrense, lançou mão de retórica rasa para arrebanhar apoio. O ponto culminante dessa escalada foi o plano para explodir um gasoduto no Rio. Descoberta a trama terrorista, foi expulso do Exército, embora sob o manto de um quase honroso desligamento, como costumam ser os arranjos nos quarteis.

Portanto, o golpista contumaz vai seguir acreditando na possibilidade de subverter as normas e leis. Não se adequa a elas, sente-se mais confortável no papel de franco-atirador – não por acaso, cultiva a imagem da arminha sempre mirando inimigos imaginários. O recuo tático visa apenas abrandar a ira legítima do Supremo, mas ninguém de bom senso acredita naquelas linhas mal traçadas.

A nova falácia é a construção da narrativa do “acordão” para justificar a meia-volta que o falso valente viu-se obrigado a fazer diante da forte reação aos seus chiliques no 7 de Setembro. Na real, a mansidão aparente tem a ver com o medo dos julgamentos que se avizinham mirando os filhos malfeitores. Não há como impedir que venham a ser condenados por malfeitos, os fios desencapados estão todos pelo caminho.

Apesar do medo pelo que pode recair sobre os filhos, Bolsonaro logo voltará a bravatear e soltar palavras toscas para açular suas falanges. Sabe que o alcance de sua influência está minguando, mas a verborragia tosca é um tique irrefreável e sem controle. No fundo, desespera-se com o cenário já desenhado. A reeleição é algo cada vez mais distante no horizonte. Até lá, vai seguir martelando na ideia de um golpe no qual só ele põe fé. Os cúmplices dessa fantasia continuarão por perto, como moscas, mas até eles logo perceberão que o “mito” é um engodo.