Efeito Vojvoda no Fortaleza se espalha no Nordeste e Sport fecha com estrangeiro

Por Cassio Zirpoli

Em 4 de maio o Fortaleza surpreendeu ao anunciar a contratação do técnico argentino Juan Pablo Vojvoda, de 46 anos e ex-Unión La Calera, do Chile. O efeito foi imediato e gigantesco, transformando o insosso time de Enderson Moreira numa equipe obediente taticamente e de muito potencial ofensivo, pisando no G4 durante todo o primeiro turno da Série A. O mercado desgastado no país, com a incessante ciranda de técnicos, acabou pressionando outras equipes da região a arriscar a mesma solução, a partir do “efeito” causado pelo técnico-sensação.

No caso de Vojvoda, o risco no clube cearense foi rapidamente dissipado. Agora, quase quatro meses depois, Bahia e Sport resolveram garimpar o mercado sul-americano e firmaram com técnicos estrangeiros depois de muito tempo. No lugar de Dado Cavalcanti, com apenas 1 ponto dos últimos 21 disputados, os baianos investiram no também argentino Diego Dabove, de 48 anos, cujo último trabalho no San Lorenzo não foi bom – valendo mais a sua experiência anterior, no Argentinos Juniors. Isso foi em 18 de agosto. Uma semana depois foi o Sport.

Após quase fechar com Hélio dos Anjos, que chegaria ao leão pela 4ª vez em 25 anos, sendo uma “solução caseira”, a direção, ainda em seus primeiros passos na gestão, mudou completamente a rota de negociação. Os nomes dos primeiros estrangeiros a circular foram o do uruguaio Pablo Repetto (ex-LDU) e o do argentino Gustavo Costas. Após dois dias buscando um nome para substituir Umberto Louzer, que saiu com o time na zona de rebaixamento, o rubro-negro surpreendeu além da conta ao fechar com o treinador paraguaio Gustavo Florentín, de 43 anos – a surpresa foi, no caso, pelo nome fora do radar.

Ex-jogador, Florentín iniciou a nova função em 2016, assumindo o Cerro Porteño do Paraguai. Desde então, teve vários trabalhos curtos. Inclusive, o Sport será o seu 4º time em 2021, após sair do Huachipato do Chile em 6 de janeiro, do Sol de America do Paraguai em 24 de março e do The Strongest da Bolívia em 20 de agosto – neste último, teve 10V e 6D em 16 jogos.

No Recife, ele chega a com a missão de encaixar o sistema ofensivo da equipe rubro-negra, com apenas 8 gols marcados em 17 jogos no BR. E precisa encontrar uma solução sem uma contrapartida amarga para o sistema defensivo, que vem funcionando – e evitando uma campanha ainda pior. Ainda não conheço o trabalho de Florentín, mas esse papel cabe de fato à direção do clube, cuja troca pode ser a última cartada visando a permanência. Não só pelo “Efeito Vojvoda”, mas pela convicção na capacidade de Florentín.

Curiosidade

O Bahia não tinha um técnico estrangeiro desde 1979, quando foi dirigido pelo argentino Armando Renganeschi – ao todo, foram sete gringos no tricolor de Salvador. Já o Sport não tinha um comandante de fora há 38 anos. O último foi o argentino Filpo Nuñez, em 1983.

Obs. A informação sobre o novo treinador leonino foi apurada pelo jornalista Pedro Maranhão, do canal Eu Pratico e Sport, e foi confirmada pela equipe do sie NE45.

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