O mistério em torno do dinheiro achado pela PF na casa do ex-candidato Eguchi

PF apreende dinheiro em operação que investiga suposto vazamento de informações no PA. — Foto: Reprodução / PF

A Polícia Federal fez buscas e apreensões hoje em quatro cidades paraenses no âmbito de investigação sobre o vazamento de informações sigilosas da própria corporação. Um dos alvos é o delegado da PF Everaldo Eguchi, que foi candidato a prefeito de Belém nas eleições de 2020, pregando austeridade e rigor no combate à corrupção. A Justiça Federal ordenou o afastamento do delegado de suas funções, com manifestação favorável do Ministério Público Federal.

O MPF considerou os fatos graves relatados pela PF, que “indicam que o investigado tem se valido de sua função na Polícia Federal para alcançar fins ilícitos e ilegítimos, havendo ele se apropriado, de maneira pouco republicana, do aparelho estatal para privilegiar interesses próprios”. Para o MPF, o afastamento de Eguchi se fazia necessário até para evitar que ele interfira nas investigações.

A operação desta quarta-feira, denominada Mapinguari, investiga, além do delegado, seis empresários suspeitos de envolvimento com a exploração ilegal do minério manganês. Eles teriam sido avisados, com antecedência, sobre uma operação ocorrida em 2018 que investigava a exploração ilegal de manganês na região de Marabá.

Com o vazamento das informações, a PF não conseguiu cumprir, “a época, mandados de prisão preventiva contra os suspeitos. O delegado Eguchi teria vazado as informações aos alvos em troca de financiamento para a campanha eleitoral. Em 2018, Eguchi foi candidato à deputado federal. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Marabá, Goianésia, Parauapebas e Belém.

Delegado Federal Eguchi é o candidato do Patriota para a Prefeitura de Belém. — Foto: Elivaldo Pamplona/O Liberal

DINHEIRO VIVO

Uma grande quantia em dinheiro foi apreendida na casa do delegado, guardada em uma valise vermelha, mas o montante não foi informado pela PF. Havia notas de euro, dólar e real. Em nota, Eguchi negou envolvimento no caso e disse que “fará no momento oportuno os esclarecimentos com transparência e honestidade”. Vários questionamentos surgem em torno da misteriosa existência da soma em dinheiro (cédulas de R$ 20,00 e R$ 50,00, principalmente) na casa do ex-candidato a prefeito de Belém.

Com forte adesão de setores empresariais de Belém, Eguchi foi o segundo colocado nas últimas eleições municipais, em Belém. Ele contou com o declarado apoio do presidente Jair Bolsonaro, chegou até o segundo turno, quando foi derrotado por Edmilson Rodrigues (PSOL).

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