Do Viomundo
66% dos entrevistados pelo Datafolha na pesquisa divulgada hoje pelo instituto consideram que Jair Bolsonaro respeita os mais ricos, enquanto apenas 16% acham que ele respeita os mais pobres.
No levantamento, a rejeição a Bolsonaro bateu recorde: 51%, 6 pontos de alta em relação à pesquisa anterior.
57% acham o presidente “pouco inteligente”. 55% dizem que é “falso”. 66% que é “autoritário”. E 62% que é “despreparado”. 58% que é “incompetente” e 52% que é “desonesto”.
O presidente mantém 24% de apoio, queda de 6 pontos.
Foi falando a seus apoiadores que hoje, em sua tradicional live, Bolsonaro afirmou que “caguei para a CPI”, completando que não vai responder à carta enviada a ele pelos senadores Omar Aziz, Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros.
Os integrantes da CPI perguntaram ao presidente se ele confirma ou não as declarações do deputado bolsonarista Luís Miranda (DEM-DF), que visitou Bolsonaro para denunciar suposta corrupção na compra da vacina Covaxin e ouviu do mandatário que o esquema seria do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), ex-ministro da Saúde e prócere do Centrão.
O deputado Miranda já sugeriu que, se for contestado por Bolsonaro, tem como provar que o presidente está mentindo, levantando suposições de que o encontro teria sido gravado.
A ênfase dos governistas hoje na CPI foi defender Roberto Dias. O senador Marcos Rogério, que se destaca nas sessões pela defesa do governo, disse que não se pode pré-julgar Dias, apesar dele ter sido demitido do governo sem direito de defesa.
Dias teria preparado um dossiê contra o governo depois da demissão e enviado ao irmão, que mora na Espanha.
Em seu depoimento, que acabou em prisão, ele fez acusações a Elcio Franco, braço-direito do ex-ministro general Pazuello.
A CPI suspeita de uma disputa entre dois grupos dentro do governo pelo “privilégio” de intermediar a compra de vacinas, a turma de Ricardo Barros de um lado e o chamado “Centrão fardado” de outro.
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