Leão repete erros, perde em casa e permanece no Z4

POR GERSON NOGUEIRA

O placar de 2 a 0 foi rigoroso demais com o equilíbrio que predominou na partida. O Remo foi melhor no primeiro tempo e era o time que mais buscava o gol na etapa final. Aos 30 minutos do segundo tempo, a casa azulina começou a cair, com o pênalti assinalado pelo árbitro piauiense Diego Castro. Ele viu ação faltosa de Kevem sobre o centroavante Jefinho na lateral da área. O zagueiro pressionou, mas não com força suficiente para derrubar o atacante, que caiu e cavou a penalidade.

O resultado deixa o Remo em situação difícil na classificação, em 17º lugar, com 7 pontos. O Sampaio Corrêa consolidou o bom posicionamento, chegando a 15 pontos, ocupando a terceira posição. Depois da partida, o técnico Paulo Bonamigo solicitou uma reunião com a diretoria, que foi iniciada nos próprios vestiários do Baenão. Apesar da expectativa de mudança no comando, o treinador foi mantido.

Pressionado pela necessidade de deixar a zona do rebaixamento, o time azulino iniciou o jogo atacando pelos lados e explorando principalmente os espaços permitidos pelo Sampaio no lado direito de sua defesa. Por lá, Igor Fernandes manobrou com relativa facilidade, mas sem obter bom aproveitamento.

Felipe Gedoz e Erick Flores arriscaram chutes, sem acertar o gol de Mota. Dioguinho foi bastante acionado, mas seus esforços não resultaram em situações de perigo. Do lado maranhense, Jean Silva era o destaque. Em jogadas rápidas pela esquerda, ele criou os melhores momentos do Sampaio. Numa arrancada junto à área, bateu rasteiro e quase abriu o placar.

Para a etapa final, o Remo voltou com Rafinha em substituição a Anderson Uchoa. A mexida surpreendeu porque causou uma alteração radical na maneira de atuar do time. Erick recuou para a função de volante ao lado de Lucas Siqueira e Rafinha foi jogar na esquerda, fazendo retornar o sistema 4-3-3. Dioguinho continuava a ser o atacante mais produtivo, partindo sempre para tentar vencer a marcação.

O Remo era melhor mas não encontrava jeito de acertar o gol. O mais próximo disso foi aos 27 minutos, quando Edson Cariús recebeu cruzamento à meia altura e errou o arremate, mandando a bola por cima do gol. Logo em seguida, veio o lance fatal da penalidade, que desarvorou por completo o Remo.

Já com Wallace no lugar de Dioguinho, mas caindo pela esquerda, o time se aproximava da área, mas não finalizava. Insistia com a bola aérea, mas sem efetividade. Nenhum chute foi dado em direção ao gol. Todas as tentativas passavam à frente de Mota ou ao lado da trave.

Numa das tentativas desesperadas do Remo, já aos 45′, a zaga do Sampaio rebateu e Ferreira iniciou um contra-ataque letal. A bola foi tocada para Romarinho pela direita e ele arrancou até a área para chutar na saída de Vinícius. O gol fechou o marcador. A vitória timbira foi construída em cima dos erros remistas, principalmente pela falta de criação no meio e ineficiência no ataque.

Na sexta-feira, o Remo vai a Curitiba enfrentar o Coritiba pela 9ª rodada.

Um comentário em “Leão repete erros, perde em casa e permanece no Z4

  1. Para resumir o que foi esse jogo, digo que o goleiro Mota não fez uma defesa que fosse de importância. Definitivamente, o Remo não tem homem de área, finalizador. O surpreendente é que Renan Gorne jogou no rival e nunca produziu algo de relevante lá na carreira toda, desde que se tornou profissional (é cria da base do Botafogo-RJ). Mesmo assim, foi contratado para ser titular. Cariús foi destaque no Ferroviário, participando em campanha da Série D, sendo contratado depois pelo Fortaleza, onde não se firmou e de lá passou a rodar por outros clubes, sem sucesso. Mas, novamente, foi contratado pelo Remo como solução para o ataque. Qualquer torcedor bem informado saberia que esses dois não serviriam aos objetivos do Remo na Série B. Mas, os tais executivos de futebol é que contratam, muitas vezes à revelia da vontade dos técnicos e com critérios pouco transparentes. Posso imaginar que essas duas barangas foram empurradas goela abaixo do Bonamigo. Urge a contratação de um centroavante enquanto é tempo.

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