A Europa é azul: Chelsea conquista a Liga dos Campeões

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Os comandados de Thomas Tuchel conquistaram a Liga dos Campeões da Europa pela segunda vez em sua história contra todos os prognósticos, ao derrubar o favorito Manchester City de Pep Guardiola. O Chelsea abriu o placar com um gol de Kai Havertz e conseguiu neutralizar as tentativas do City, que abusou dos cruzamentos na área como opção de jogada. Guardiola teve que substituir o meia Kevin De Bruyne por Gabriel Jesus, após o belga se contundir em dividida com Rüdiger.

Tuchel é apenas o segundo técnico na história a ganhar três jogos consecutivos contra Guardiola em competições oficiais, unindo-se ao seu compatriota Jürgen Klopp, que fez o mesmo em 2018 com o Liverpool.

O Chelsea ganhou seis das sete finais europeias que disputou na história. A final de hoje garantiu o quarto título europeu na era Abramovich (Champions 2020-21 e 2011-12; Europa League 2012-13 e 2018-19).

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O brasileiro Thiago Silva, que havia sido vice-campeão da Champions no ano passado pelo PSG, levantou a taça desta vez. Depois da grande final, o repórter citou que Havertz era o jogador mais caro da história do Chelsea e perguntou se a pressão era grande. O alemão respondeu: “Eu estou pouco me fu** para o meu preço nesse momento. Nós ganhamos a po*** da Champions League”.

Aos 90 anos, morre o jornalista Milton Coelho da Graça

Milton Coelho da Graça morreu aos 90 anos vítima de covid-19

O jornalista Milton Coelho da Graça morreu aos 90 anos, neste sábado (29), vítima da covid-19 no Rio de Janeiro. O carioca foi editor-chefe de O Globo, diretor de redação das revistas Realidade, Placar, Istoé e Intervalo, do jornal Última Hora, no Recife, e correspondente em Nova York da Gazeta Mercantil. Foi preso por seis meses, em São Paulo, durante a ditadura militar no país, em 1975, quando era editor do jornal clandestino Notícias Censuradas.

Remo terá mudanças no time para a estreia na Série B

Anderson Uchôa, Marlon e Lucas Siqueira

Sem disputar há 13 anos a Série B, o Remo enfrenta o CRB na tarde deste sábado, 29, em Maceió, com um time que deve ter modificações em relação à formação utilizada nos jogos do Campeonato Paraense. Sem informar a escalação, o técnico Paulo Bonamigo admitiu que jogadores recentemente contratados devem entrar jogando.

As alterações começam pela defesa, onde Suéliton deve estrear formando dupla com Rafael Jansen. No meio-de-campo, o trio titular deve ser mantido – Uchoa, Lucas Siqueira e Felipe Gedoz. No ataque, é provável que Rafinha estreie atuando pelo lado direito. Jefferson e Erick Flores também têm chances.

Este deve ser o time remista para o jogo das 16h: Vinícius; Tiago Ennes, Rafael Jansen, Suéliton e Marlon; Uchoa, Lucas Siqueira e Felipe Gedoz; Rafinha (Erick Flores), Renan Gorne e Lucas Tocantins.

A partida terá transmissão da Rádio Clube do Pará e do SporTV.

Com grande manifestação, Belém adere ao ato nacional ‘Fora Bolsonaro Genocida!’

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“Se um povo vai às ruas protestar na pandemia é porque seu governo é mais perigoso que o vírus”. O mote das manifestações convocadas para este sábado, 29, em todo o Brasil, ecoou também nos atos de protesto realizados em Belém com a participação de mais de 5 mil pessoas, segundo a coordenação.

Além de pedir o impeachment do presidente da República, responsável pela tragédia de 460 mil mortes na pandemia, a manifestação criticou a reforma administrativa, a perseguição às nações indígenas, os ataques à democracia e os abusos contra a legislação ambiental.

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Trabalhadores das mais diversas áreas, estudantes, militantes de movimentos sociais e partidos saíram em caminhada pelas ruas da área central da cidade desde 10h.

O roteiro começou na Praça da República, em torno do Teatro da Paz, seguindo depois pelas avenidas Presidente Vargas, Nazaré, Magalhães Barata até a Praça do Operário, em São Brás.

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Não podemos ter medo de ir às ruas protestar nem deixar de ter cuidado

Por Gregorio Duvivier, na Folha de S. Paulo

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O Brasil não é feito só de moto sem silenciador e miliciano com silenciador, por isso, devemos ir ao ato do dia 29.

Crianças, existia um negócio, na minha época, que a gente chamava de cinema. Era como assistir a uma série, na sua cama, mas sentado, junto com outras 500 pessoas, desconhecidas, assistindo junto com você, à mesma tela, na mesma hora.

Então você tinha que prestar atenção, porque não dava pra pedir pra voltar a fita.

Tinha uma pipoca caríssima e deliciosa, porque era a única que tinha, e porque não dava pra pausar e fazer mais, então era preciso comer com calma, pra durar, e em seguida chupar os piruás, aqueles grãos que insistiram em não estourar.

E mesmo sem conhecer ninguém, se ria junto, quando era comédia, e se chorava junto, quando era drama, sem precisar combinar — e por um momento parecia que você fazia parte de algo maior que você mesmo, um grupo de pessoas que achavam graça na mesma coisa, e torciam pro mesmo personagem.

Crianças, existia um negócio chamado teatro. Era como um cinema, mas ao vivo e 3D, ou até 4D, porque tinha um cheiro de máquina de fumaça e perfume de mulher, ou até 5D, porque eventualmente caíam perdigotos na plateia.

As pessoas pagavam pra ver pessoas fingindo ser outras pessoas.

Pagavam pra fingir que acreditavam que aquelas pessoas não estavam fingindo. E quando o ator fazia com verdade, acabavam acreditando na mentira, e aí tudo valia a pena, porque parecia que fazíamos parte de algo maior.

Existia um negócio chamado manifestação.

Alguns chamavam de ato, outros de protesto. As pessoas iam pra rua e berravam até perder a voz e muitas vezes apanhavam, e os olhos lacrimejavam, mas ao menos encontravam seus pares e parecia, por um instante, que não estavam sozinhos.

Parecia que não eram os únicos tristes, os únicos revoltados, os únicos sozinhos. E mesmo que não mudasse nada. Quase nunca mudava. Mas mesmo que soubessem que não ia mudar.

Olhavam pro lado e percebiam: não estou ficando maluco. E sentiam força pra continuar porque tinha mais gente com elas.

A gente não pode ter medo de ir às ruas.

Embora não possa deixar de ter cuidado.

Tudo o que mudou, no mundo, só mudou porque tinha muita gente no mesmo lugar, ao mesmo tempo. Esse país não é feito só de moto sem silenciador e miliciano com silenciador.

Se ainda tem gente de verdade aqui, essa gente precisa ver que tem mais gente, pra deixar de ter medo.

Dia 29, eu vou pra rua.

Sem medo de ter cuidado, mas com muito cuidado pra não ter medo.

Com o milionário Manchester City, Pep Guardiola volta a decidir a Champions

Guardiola sobre razões para vencer: “Bons times. Sou bom técnico, faço meu  melhor, mas eu não jogo”

Gênio. Revolucionário. Brilhante. Romântico. Vitorioso. Louco. Exagerado. Obsessivo. Arrogante. Amarelão. Vários foram os adjetivos utilizados ao longo dos últimos 14 anos para qualificar (ou desqualificar) Josep Guardiola Sala. Os seus fãs mais apaixonados e seus detratores mais vorazes costumam, entretanto, concordar em um ponto: não existe um técnico de futebol que tenha sido mais influente neste século do que o espanhol de 50 anos.

Pep foi um rolo compressor que despontou no cenário internacional no final da década de 2000, após uma carreira de respeito como jogador. Logo em seu primeiro trabalho em um time de primeira divisão, marcou época com um Barcelona que ganhou duas edições da Liga dos Campeões e consagrou Lionel Messi como um dos maiores protagonistas que o jogo já viu.

Inquieto, o ex-volante não se acomodou na sua Catalunha. No Bayern de Munique, fez o que se espera de todo treinador do clube e acumulou um título alemão atrás do outro. Não conseguiu, entretanto, atingir a sua maior meta: voltar a vencer a Champions.

Chegar ao topo da competição mais importante do futebol europeu também é o objetivo que move o projeto no Manchester City. As cinco temporadas na Inglaterra, com direito a três conquistas da Premier League, ainda não foram suficientes para saciar o afã conquistador do milionário clube – e nem o de Pep..

Dez anos depois, Pep Guardiola está de volta à final de Liga dos Campeões em busca do tri como técnico. Campeão em 2009 e 2011, Guardiola tenta o tri neste sábado, quando o seu City enfrenta o Chelsea em uma final inglesa marcada para o estádio do Dragão, no Porto, em Portugal. A partida começa às 16 horas (de Brasília).

A CELEBRAÇÃO

A obsessão de Pep Guardiola pela posse de bola mudou o futebol moderno. O treinador espanhol levou o estilo de jogo à perfeição em seu primeiro trabalho no comando do Barcelona. O histórico time de Xavi, Iniesta e Messi conquistou tudo e mostrou ao esporte uma nova forma de ganhar e encantar.

O “tiki-taka”, como ficou conhecido o estilo baseado na intensa troca de passes e posse da bola, começou a ser copiado nos quatro cantos do mundo, mas nunca com tamanho sucesso quanto nos times de Guardiola. A famosa definição, porém, desagrada ao treinador.

“Eu odeio passar a bola só por passar, todo esse tiki-taka. Você tem que passar a bola com uma intenção clara, com o objetivo de colocá-la no gol adversário. O Barça não fazia tiki-taka. Foi completamente inventado. Não acredite em uma só palavra disso”, comenta o técnico no livro “Confidencial”, escrito pelo jornalista Marti Perarnau.

O problema da ineficiência em chegar ao ataque é recorrente em quem tenta emular as ideias de Guardiola, mas não com o treinador. Os times do espanhol são sempre protagonistas dos jogos e comandam a posse de bola, mas também criam muitas chances e invariavelmente marcam muitos gols.

Guardiola afirma ser “egoísta” no futebol, pois quer sempre a bola para si. O espanhol costuma dizer aos seus jogadores que enquanto tiverem a posse, não poderão sofrer gols, e assim, vencem jogos e campeonatos, espalhando cada vez mais o “guardiolismo” pelo mundo.

DISCÍPULO DE CRUYFF

Para conseguir entender o Guardiola treinador, é preciso voltar uns 30 anos no tempo para o Guardiola jogador.Revelado nas categorias de base do Barcelona, onde chegou aos 12 anos, Pep estreou como profissional em 1990 e permaneceu no clube durante 11 temporadas. Depois, ainda jogou na Itália (Brescia e Roma) e no Qatar (Al-Ahli), antes de se aposentar no México (Dorados), em 2006.

No Barça, onde passou a maior parte da carreira, o então dono da camisa 4 ganhou seis títulos espanhóis e fez parte de uma equipe que entrou para a história, o “Dream Tem” que deu aos catalães o primeiro troféu de campeão europeu, em 1992.

Guardiola foi medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos-1992 e disputou a Copa do Mundo-1994 pela seleção espanhola. Ele jogou ao lado de Romário, Ronaldo, Hristo Stoichkov, Gheorghe Hagi, Luís Figo, mas o craque que realmente o moldou estava no banco de reservas.

Futebolisticamente falando, Pep é um herdeiro direto de Johan Cruyff, lendário ex-jogador da Holanda que entrou para a história com o “Carrossel Holandês” e que comandou o Barça entre 1988 e 1996.

Foi a obsessão tática de Cruyff e sua paixão pela manutenção a todo custo da posse de bola que fizeram a cabeça de Guardiola. “Sem ele, eu não estaria aqui. Eu não teria a confiança necessária para fazer o que faço. As pessoas dizem: ‘Pep, você é o melhor’. Esquece isso. Cruyff foi o melhor… de longe”, disse Guardiola em 2018 ao jornal britânico “The Guardian”.

LENDA INSTANTÂNEA

Depois de ser campeão em sua primeira temporada no Barcelona B, Pep Guardiola foi logo anunciado como treinador do time profissional do Barça na temporada seguinte. Ganhou tudo.

Em sua primeira temporada, em 2008/09, Guardiola venceu o Campeonato Espanhol, a Copa do Rei, as Supercopas da Espanha e da Europa, a Liga dos Campeões e o Mundial de Clubes. Mais do que vencer, o Barcelona de Pep encantou a todos com o estilo autoral do espanhol, baseado na posse de bola.

Nas três temporadas seguintes, Guardiola empilhou troféus. Conquistou o tricampeonato espanhol, mais duas supercopas da Espanha e uma da Europa, outra Copa do Rei e novamente chegou ao degrau mais alto ao conquistar a Liga dos Campeões em 2010/11 e também o Mundial de Clubes (num jogo que os santistas jamais esquecerão).

Além dos dois títulos da maior competição europeia, Pep ainda levou o Barcelona até a semifinal nas duas outras oportunidades, mas acabou sendo derrotado. Foi justamente após a última eliminação, diante do Chelsea, que Guardiola anunciou publicamente que deixaria o clube catalão. À época o técnico afirmou que estava desgastado e precisava descansar. O retiro durou menos de um ano, quando o Bayern de Munique surgiu como possibilidade. (Do UOL)