River vence e vira líder com volante defendendo no gol

Volante Enzo Perez atuou como goleiro na partida entre River Plate e Santa Fe, pela Libertadores - AFP

O drama do River Plate na Libertadores se transformou em enredo heroico. Com 20 desfalques por conta da covid-19, sem goleiros e nenhum reserva à disposição, o time argentino fez o que pouca gente acreditava possível: venceu o Santa Fe-COL por 2 a 1, no Estádio Monumental de Nuñez, e assumiu a liderança do Grupo D. A partida começou com todos os olhares voltados para Enzo Pérez.

O volante, recém-recuperado de lesão, assumiu a responsabilidade diante das ausências de goleiros e atuou improvisado na meta do time argentino ao longo dos 90 minutos. Mas foi do outro lado do campo que a história do jogo acontecia. Em apenas cinco minutos, Angileri e Julián Álvarez anotaram os gols da vitória. Osorio descontou para os colombianos.

O gol inaugural saiu logo aos dois minutos. Fontana entrou sozinho na área e chutou em cima do goleiro Castellanos. A bola sobrou para Angileri, que completou para a rede. O River ainda comemorava quando veio o segundo. Desta vez, Álvarez aproveitou cruzamento, dominou na entrada da área chutou forte para ampliar.

Mas a vitória do River não veio sem mais uma boa dose de drama. Isso porque o Santa Fe diminuiu o placar aos 27 minutos do segundo tempo, depois que Osorio tabelou com Arias e completou para a meta de Pérez. A pressão no fim, no entanto, não foi suficiente para tirar o triunfo das mãos do time de Gallardo.

Com o resultado, o River Plate assumiu a liderança do Grupo D, com nove pontos — um à frente do Fluminense, segundo colocado. O Tricolor perdeu ontem para o Junior Barranquilla, no Maracanã. Na próxima terça-feira, o River Plate tem confronto decisivo contra o Flu para confirmar vaga nas oitavas de finais. O time argentino precisa apenas do empate para assegurar um lugar na próxima fase. (Do UOL)

Garimpeiro preso no Pará por atacar mulheres Munduruku é filiado ao DEM

O garimpeiro Gilson Spier, também conhecido como “Polaquinho”, e que foi preso pela Polícia Federal do Pará no último dia 13 de maio acusado de manter um esquema de invasão e extração ilegal de ouro da Terra Indígena Munduruku, no Pará, é filiado ao Democratas (DEM), no diretório de Jacareanga (PA), desde 2011. Além disso, Polaquinho possui um canal no YouTube onde mantém vídeos exibindo armamento pesado e equipamentos de garimpo. Procurado pela reportagem do Brasil de Fato, o Democratas não se pronunciou sobre a prisão de seu filiado.

De acordo com a Polícia Federal, Spier é dono de um helicóptero, armas e maquinário que garantem a segurança de garimpeiros que invadem o território Munduruku e exercem atividade extrativista ilegal. Os equipamentos serviam para ampliar ou abrir novas áreas de garimpo.

Em um dos vídeos postado em seu canal, Spier aparece com duas pistolas na mão e exibe armamento que seria de uso do gripo que pratica invasões. “Fuzil e 12 (armamento de alto calibre)? Ah meu Deus do céu”, exclama o homem que grava o vídeo. Uma farta munição é mostrada também.

Gilson Spier foi preso no dia 13 de maio, em Jacareacanga. Ele estava foragido desde o dia 22 de abril, quando a Polícia Federal estourou a Operação Divitia. Spier teve dois carros de luxo apreendidos pelos agentes e um helicóptero. Spier é o responsável por organizar um ataque a uma associação de mulheres Mundurukus, após serem impedidos de entrar no território. Durante a operação, a equipe de Polaquinho tentou usar indígenas para negociar a instação do garimpo.

A Polícia Federal denunciou cinco indígenas por mineração ilegal, crime contra o patrimônio da União e associação criminosa. São eles: Waldelirio Manhuary, apontado como líder do grupo, Josias Manhuary, Adailton Pago, Francisco Xiri e Zenobio Manhuary.

A legalização da extração de minérios em terras indígenas é uma promessa antiga do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e está frequentemente na boca de Ricardo Salles. (Com informações da Revista Fórum)

“Pode ter certeza que é crime”, diz Alencar a Pazuello sobre omissões na pandemia

Em fala na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, o senador Otto Alencar (PSD-BA) classificou como “criminosa” a gestão do governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia do coronavírus. O parlamentar também reclamou sobre a falta de domínio técnico do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em relação à pasta e à doença. Alencar, que é médico, usou uma parte da sua fala para explicar a Pazuello como o vírus age dentro do organismo. “Essas coisas deveriam ser do domínio do senhor. Dá para ser general e tomar um cursinho rápido de doenças infectocontagiosas”, disse o senador.

Na sequência, o senador fez um desabafo sobre a postura negacionista de Bolsonaro ao longo da pandemia, dizendo que a atitude do mandatário é criminosa. Anteriormente, ele também leu frases de Bolsonaro ao longo da pandemia em que pregava contra a vacinação.

“Nós não podemos ficar sem ter o mínimo conhecimento. Isso só acontece no Brasil e nesse governo. É um governo que não tem compromisso nenhum na área da saúde. Um governo que o presidente nunca visitou um hospital de campanha, nunca teve a humanidade, a solidariedade, a caridade humana, de entrar em um hospital e pegar na mão de um doente e dizer ‘eu vou trabalhar para lhe salvar’. Não, foi lancha, foi passeio em praia, foi montar no cavalo, e as pessoas morrendo a míngua. Isso é absurdo, isso é crime, pode ter certeza que isso é crime”, disse o senador.